História
A história de Jeceaba é a de um povoado que a ferrovia fez e a lei de 1953 emancipou. O verbete do IBGE, apoiado no livreto comemorativo dos 50 anos do município, conta que por volta de 1910 o lugar se chamava Camapuã, tinha 30 casas e pertencia a Entre Rios de Minas, quando chegaram portugueses, espanhóis e italianos para abrir o ramal do Paraopeba da Estrada de Ferro Central do Brasil — obra de montanha rasgada a braço e pedreira furada à mão. Inaugurado o ramal, que ligou o povoado a Conselheiro Lafaiete e depois a Belo Horizonte, Camapuã virou a estação de uma vasta região agropecuária e juntou as maiores casas comerciais do município. O Decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, elevou os povoados de Camapuã e Lagoinha — as atuais Jeceaba e Bituri — a distritos do município de João Ribeiro, nome que Entre Rios de Minas usou entre 1938 e 1953. O decreto de divisão territorial de 31 de dezembro de 1943 trocou Camapuã por Jeceaba, a "reunião das águas". Em 31 de agosto de 1953, a Resolução nº 21 do município de João Ribeiro aprovou a emancipação do distrito e a anexação de Bituri, e a Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, criou o município de Jeceaba, desmembrado de Entre Rios de Minas, com Bituri — e o pôs, na parte judiciária, como termo da mesma comarca de Entre Rios de Minas, onde continua. A Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, criou o distrito de Caetano Lopes, e a Lei Municipal nº 1.237, de 28 de dezembro de 2015, o de Machados de Minas. As duas estações do ramal que deu origem à cidade — a de Jeceaba e a Engenheiro Caetano Lopes — são hoje patrimônio tombado pelo município.