História
A história de Capitólio é a de um lugar que mudou de município três vezes antes de ser município. A Prefeitura conta, a partir do livro "Capitólio em Prosa e Verso", que por volta de 1800 dois portugueses, Machado de Faria e Gonçalves de Morais, chegaram à região então chamada Mata do Rio Piumhi, e que as matas viraram fazendas nas primeiras décadas do século XIX. Por volta de 1830 vieram três irmãos — João, Manoel e Antônio Francisco —, considerados os fundadores do Arraial dos Franciscos, também chamado Arraial dos Cabeças. Em 1893 chegou o fazendeiro Pedro Messias da Cunha, que em 1895 doou o terreno e ergueu a capela de São Sebastião, padroeiro da cidade; o lugar passou a São Sebastião dos Franciscos. O verbete do IBGE confirma a chegada de Pedro Messias em 1893 e as doações para a capela e o cemitério entre 1895 e 1900. A formação administrativa, no mesmo verbete, tem datas precisas. A Lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, criou o distrito de Capitólio com sede na povoação de São Sebastião dos Franciscos, desmembrando-o do distrito-sede de Piuí — o nome antigo de Piumhi — e transferindo-o para o novo município de Guapé; o distrito foi instalado em 13 de fevereiro de 1924. O Decreto-Lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, devolveu o distrito de Capitólio a Piuí. E a Lei nº 336, de 27 de dezembro de 1948, que fixou o quadro territorial do estado, elevou Capitólio a município — está na relação dos "distritos emancipados" do Anexo 1, com o número 6 —, composto de um único distrito. No quadro de 1954-1958, o verbete já registra Capitólio na comarca de Piuí. A Prefeitura acrescenta que o distrito foi elevado a vila em 1939 e que houve uma tentativa fracassada de emancipação em 1943, o mesmo ano em que o decreto-lei o devolveu a Piumhi. Dessa sequência vem a situação de hoje: a emancipação política de 1948 não trouxe comarca, e Capitólio continua julgado no fórum da cidade de que saiu.