História
Florestal nasceu de mata e de pedra. O verbete municipal do IBGE diz que o cristal de rocha e a madeira de lei atraíram os primeiros moradores e registra como fundador um capitão-do-mato, o Guarda-mor Salles, chegado por volta de 1845 — o povoado levou o nome dele antes de levar o da floresta. Por mais de meio século o lugar dependeu de Mateus Leme, então distrito de Pará de Minas, até para votar; em 1911 virou distrito e passou a se chamar Florestal. Em abril de 1939 o governo estadual fundou ali a Fazenda Escola de Florestal, para formar capatazes e dar cursos rápidos a fazendeiros; quatro anos depois ela passou a abrigar menores e a oferecer ensino primário e profissional-agrícola; em maio de 1948 foi rebatizada Escola Média de Agricultura (Emaf); em 1955 incorporou-se à Universidade Rural de Minas Gerais e, em 1969, à Universidade Federal de Viçosa, que mantém no município uma área de cerca de 1.500 hectares. A emancipação veio pela Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, e o município foi instalado em 1º de março de 1963. Na Justiça, a história se repete em escala menor: Florestal foi da comarca de Pará de Minas até 2022, quando a Lei Complementar nº 166, de 30 de junho, a transferiu para a comarca de Juatuba — município que, por sua vez, só se emancipou de Mateus Leme em 1992. O lugar que dependia de Mateus Leme para votar passou a depender, para ter juiz, de uma cidade que foi distrito de Mateus Leme.