História
A cidade começou como pouso de tropa e promessa de santo. O verbete do IBGE atribui ao bandeirante Anhangüera a construção de um pouso à beira da estrada que ligava o extremo interior às províncias de São Paulo e do Rio de Janeiro, e é em torno dele, às margens do rio Misericórdia, que surge a primeira povoação; a outra versão, também registrada, diz que o terreno da sede foi doado por Antônio Alves da Costa em cumprimento de promessa feita a São Pedro de Alcântara. Daí o primeiro nome. O distrito de São Pedro de Alcântara nasceu subordinado a Araxá pela lei provincial nº 2.980, de 10 de outubro de 1882, e foi confirmado pela lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891. A emancipação veio com a Lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, a grande lei de divisão administrativa de Minas daquele decênio: o artigo 2º, inciso XII, criou o município de Ibiá com os distritos de São Pedro de Alcântara — que passou a levar o nome novo e a ser a sede —, Santo Antônio da Pratinha e Tobati, todos desmembrados de Araxá. O município foi instalado em 27 de janeiro de 1924. Vieram então quinze anos de crescimento e cinco de perda. O decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, simplificou Santo Antônio da Pratinha em Pratinha, trouxe o distrito de Argenita e criou o distrito de Campos Altos com terras tiradas de Pratinha, levando Ibiá a cinco distritos. Em 31 de dezembro de 1943 o decreto-lei estadual nº 1.058 desmembrou dois deles — Campos Altos e Pratinha — para formar o município de Campos Altos, e Ibiá voltou aos três distritos que tem hoje: a sede, Argenita e Tobati. A comarca chegou depois de tudo isso, instalada em 15 de novembro de 1948 segundo o Guia Judiciário, e desfez parte do que a geografia municipal havia separado: Pratinha, que saiu do município em 1943, é hoje termo judiciário de Ibiá, e Campos Altos, que nasceu distrito daqui em 1938, é a comarca com quem Ibiá troca o juiz das garantias desde 2025.