História
Serra do Salitre tem duas certidões de nascimento, uma geológica e outra religiosa. A primeira é de 1675, quando o bandeirante Castanho Taques, segundo o verbete do IBGE, deu à serra do Alto Paranaíba o nome do mineral que servia à pólvora. A segunda é de 1853: o capitão Luiz Manoel Leite, dono de sesmaria com sede na Fazenda Fortaleza, desentendeu-se com o padre de Santana e resolveu erguer capela própria, dedicada a São Sebastião, num alto conhecido como Espigão do Encosto, onde o gado da região se reunia antes de seguir para São Paulo. A capela foi inaugurada em julho daquele ano, e o padre José Caetano, que veio morar ali, fundou colégios e o cemitério. Em 1861 o povoado virou distrito de Patrocínio, com o nome de São Sebastião da Serra do Salitre e com Cartório de Paz e Notas instalado no mesmo ano; em 1869 a Lei provincial nº 1.617 encurtou o nome; em 1886 veio a paróquia, e em 1936 a igreja de madeira deu lugar à atual Matriz de São Sebastião, pela história publicada pela Prefeitura. A emancipação veio com a Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, e a instalação em 6 de janeiro de 1954. A mesma lei que criou o município deixou-o na Comarca de Patrocínio, e ali ele continua setenta anos depois, agora com Catiara, o distrito criado em 1962.