Cidade de MG

Itapagipe

Itapagipe tem 13.690 habitantes (Censo 2022) em 1.802 km² no extremo oeste de Minas Gerais, a 656 quilômetros de Belo Horizonte. A comarca do TJMG, instalada em 20 de abril de 1991, é de primeira entrância e de vara única, no Fórum Elias Geraldo de Queiroz: uma vara para tudo — cível, criminal, Júri, infância e execução penal. Respondem a ela Itapagipe e São Francisco de Sales, sem nenhum distrito judiciário. O município tem presídio (PRITP, 5ª RISP), e por isso a execução penal de quem está recolhido nele corre aqui, pela Portaria Conjunta nº 344/2014, e viaja com o preso a cada transferência. O juiz das garantias é o da Vara Única de Prata, em par recíproco pela Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026 — mas o inquérito de homicídio fica em Itapagipe, porque os crimes dolosos contra a vida estão fora do rodízio. Justiça Federal em Uberaba, com atendimento presencial na unidade avançada de Frutal, e sem competência federal delegada: a ação contra o INSS não se ajuíza mais no fórum daqui. Justiça do Trabalho em Frutal — e em Iturama, para quem mora em São Francisco de Sales.

UF
MG
Porte
micro
População
13.690 hab.

Para questões judiciais em Itapagipe (MG), o juízo competente é da Comarca de Itapagipe — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

Pessoa presa e a família sem informação? Veja como localizar uma pessoa presa em Minas Gerais — o passo a passo com os canais oficiais do estado.

Crimes dolosos contra a vida

Tribunal do Júri em Itapagipe/MG

Homicídio, feminicídio, infanticídio, aborto e induzimento ao suicídio — os crimes dolosos contra a vida, consumados ou tentados — não são julgados por um juiz, e sim pelo Tribunal do Júri (art. 5º, XXXVIII, da Constituição). Para um fato ocorrido em Itapagipe/MG, o julgamento é no Júri da Comarca de Itapagipe: a competência é do lugar do crime (art. 70 do CPP), salvo desaforamento (art. 427 do CPP). Como o Júri está organizado nesta comarca — vara que o preside, fórum, jurisdição — está descrito mais abaixo, em Órgãos e instituições e no Panorama jurídico desta página.

No Júri, quem decide são sete jurados sorteados entre moradores da comarca, que votam em sigilo e sem justificar o voto (arts. 406 a 497 do CPP). O rito tem duas fases: a instrução preliminar, que termina em pronúncia, impronúncia, absolvição sumária ou desclassificação, e o plenário, em que a prova é debatida diante dos jurados e a defesa fala por último. Por isso a defesa em plenário é ofício próprio: quesitação, prova oral, tese e réplica se decidem na sessão, e o que não chega ao plenário não conta. A Constituição assegura ao acusado a plenitude de defesa — mais do que a ampla defesa dos demais processos — e é o advogado quem a exerce.

Felipe Smargiassi (OAB/MG 155.242) atua em plenário do Júri em Minas Gerais — a partir de Guaxupé, no Sul de Minas, em qualquer comarca do estado. Minas tem uma tradição própria de plenário, a chamada escola mineira do Júri; é nessa tradição que o escritório trabalha.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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Particularidades

História

Itapagipe é filha de fazenda, não de lavra nem de missão. Por volta de 1850 chegaram à região colonos vindos da Serra da Canastra, apertados de terra na origem e atraídos pelo cerrado fértil do baixo rio Grande. Entre eles, e depois deles, formou-se a fazenda Lajeado, de Vicente Joaquim da Silva, e foi ali que nasceu o povoado: com os novos moradores chegando, o fazendeiro concretizou o velho plano de fundar um patrimônio, o patrimônio de Santo Antônio do Lajeado, cuja capela começou a ser construída oito anos depois. O lugar era termo de Frutal e assim ficou por quase um século. O distrito só veio em 1938, com a denominação de Lajeado, subordinado a Frutal; em 1943 o nome mudou por decreto, e o distrito de Lajeado passou a chamar-se Itapagipe; em 27 de dezembro de 1948 a Lei estadual nº 336 elevou o lugar a município, desmembrado de Frutal, com a sede no antigo povoado e constituído apenas do distrito da sede — instalado em 1º de janeiro de 1949. E foi assim que ficou: em divisão territorial de 1960 e ainda na de 2007, o município é de um distrito só. A comarca demorou muito mais. O Guia Judiciário do TJMG dá a instalação em 20 de abril de 1991 — quarenta e dois anos depois da instalação do município e mais de um século depois do primeiro morador. Até ali, o itapagipense era jurisdicionado de Frutal.

Economia

A economia de Itapagipe tem duas pernas, e as duas são grandes para o tamanho da cidade. A primeira é a cana: a Produção Agrícola Municipal de 2023 registra R$ 213,6 milhões em cana-de-açúcar, o que é mais de oitenta por cento de todo o valor da lavoura do município, que somou R$ 263,4 milhões. Depois da cana, e muito atrás, vêm o abacaxi (R$ 17 milhões), a soja (R$ 16,6 milhões), o amendoim em casca (R$ 9,1 milhões) e a laranja (R$ 2,7 milhões). A segunda perna é o gado, e é aqui que o número surpreende: a Pesquisa da Pecuária Municipal de 2024 conta 159.468 cabeças de bovino — quase doze animais por habitante — e 47,2 milhões de litros de leite, no valor de R$ 122,8 milhões, num total de R$ 134,2 milhões em produtos de origem animal. Itapagipe é, ao mesmo tempo, canavial e bacia leiteira de peso. O PIB de 2023 foi de R$ 714,9 milhões. Para a advocacia, o desenho é legível: arrendamento e parceria rural, contrato de fornecimento de cana, contrato de integração e de compra de leite, vínculo e acidente de trabalho no corte, no transporte e na ordenha, dano ambiental e outorga de água, divisão e demarcação de fazendas, usucapião rural e inventário com imóvel de grande extensão. A conta de quem mora aqui é desconfortável: o contrato é celebrado em Itapagipe, a reclamação trabalhista vai para Frutal e a ação previdenciária, para Uberaba.

Panorama jurídico

O mapa judiciário de Itapagipe é o de uma comarca pequena que concentra o penal e exporta quase todo o resto. Vara única, primeira entrância: um só juiz responde pelo cível, pelo criminal, pela infância, pelo Júri e pela execução penal, e não existe aqui a dúvida que ocupa metade das fichas mineiras de comarca de duas varas — qual delas faz a execução, qual delas presidirá o Júri. Também não há resolução de competência a procurar: o artigo 10, § 1º, da Lei Complementar estadual nº 59/2001 só manda o Tribunal distribuir competência por resolução onde houver mais de um Juiz de Direito. O presídio dentro do município é o fato que mais muda a vida de quem procura advogado: pela Portaria Conjunta nº 344/2014, o juízo da execução é o da comarca onde o condenado está recolhido, de modo que a Vara Única de Itapagipe decide progressão, remição, livramento e falta grave de todo preso do PRITP, venha ele de onde vier — e perde a competência no dia em que ele é transferido, porque o artigo 3º obriga a declinar e remeter os autos de imediato. A investigação, ao contrário, sai da cidade: desde 25 de agosto de 2025 o juiz das garantias de Itapagipe é o da Vara Única de Prata, em par recíproco pela Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026, e é ele quem decide prisão, busca, sigilo e audiência de custódia — com a secretaria continuando aqui e com o feito voltando para cá quando a denúncia é oferecida. A exceção é o que mais importa: crime doloso contra a vida está fora do rodízio pelo artigo 3º da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025, então o inquérito de homicídio de Itapagipe nunca passa por Prata. Fora do penal, a comarca se desmancha em três endereços: Justiça Federal em Uberaba, com balcão em Frutal; Justiça do Trabalho em Frutal, ou em Iturama para quem mora em São Francisco de Sales; e a ação contra o INSS, que até recentemente podia ser ajuizada no fórum estadual, hoje não pode mais. A banca atua na comarca em defesa criminal, Tribunal do Júri e execução penal, nos limites éticos da advocacia e sem promessa de resultado.

Patrimônio

O patrimônio de Itapagipe é de cerrado, de água e de nome trocado. A cidade tem 1.802 quilômetros quadrados na ponta oeste de Minas, entre o rio Grande e o rio Paranaíba, com sete habitantes e meio por quilômetro quadrado — é, antes de tudo, um território. O nome guarda a única peça exótica da história local: Itapagipe não é topônimo da região nem homenagem a alguém daqui; foi imposto em 1943, quando um decreto-lei estadual trocou dezenas de nomes de localidades mineiras de uma vez, e substituiu o Lajeado da fazenda fundadora por uma palavra que o próprio IBGE decompõe como pedra dura e cujo motivo de escolha ele confessa desconhecer. O santo original resistiu no povoado, mas não no mapa: era Santo Antônio do Lajeado. Do que a cidade construiu depois, o monumento institucional é o Fórum Elias Geraldo de Queiroz, na Rua 20, do Jardim Trivelato — uma comarca de 1991, uma das mais novas do Triângulo, com jurisdição sobre a vizinha São Francisco de Sales. E as três serventias extrajudiciais da comarca contam, pela distribuição, o que a economia já dizia: registro de imóveis e tabelionato de notas na sede, registro civil com atribuição notarial em São Francisco de Sales. Terra se registra aqui.

Curiosidades

Quatro coisas desta comarca desmentem a intuição. A primeira é a grafia: dois atos vigentes do TJMG escrevem "Itapajipe", com jota — o anexo da resolução que organiza o plantão do interior e a versão consolidada da portaria do juiz das garantias —, enquanto o texto original da mesma portaria escreve com gê, como o IBGE e como a lei de 1948. Quem busca a comarca por palavra dentro do PDF errado conclui que ela não está lá. A segunda é a fila da comarca vaga: a consulta oficial devolve duas tabelas que respondem a duas perguntas diferentes — quem substitui Itapagipe e em que posição Itapagipe substitui cada vizinha — e nelas Prata aparece a 142 quilômetros numa e a 136 na outra, Iturama a 94 e a 93. Ordinal repetido ali é normal; distância divergente para o mesmo par é defeito. A terceira é a competência federal delegada: na linha da Subseção de Uberaba do anexo que decide o previdenciário, a coluna das comarcas que conservam a delegação está simplesmente vazia — todas as dez comarcas da subseção perderam, Uberaba inclusive —, e célula vazia, ali, é resposta. A quarta é a mais prática: duas pessoas que respondem ao mesmo fórum estadual de Itapagipe reclamam em duas cidades diferentes na Justiça do Trabalho, porque o TRT-3 partiu a comarca entre Frutal e Iturama. Bônus: a comarca é quarenta e dois anos mais nova que o município — o contrário do que acontece em várias comarcas mineiras, onde a comarca chegou antes da cidade.

Educação e cidadania

Quem abre esta página costuma chegar com uma pergunta específica. Seguem as respostas, com endereço, na ordem em que as perguntas aparecem. Preso em Itapagipe, como acompanhar a execução da pena? A Vara Única, no Fórum Elias Geraldo de Queiroz, Rua 20, 5401, Jardim Trivelato, telefones (34) 3424-1162, 3424-2133 e 3424-2849, e-mail igy1secretaria@tjmg.jus.br; a unidade é o Presídio de Itapagipe, Avenida XVII, 755, Centro, (34) 3424-1914, e o parlatório da OAB funciona no mesmo endereço, por agendamento. Preso em flagrante neste fim de semana, quem decide? O juiz da Vara Única de Prata, como juiz das garantias — mas o pedido entra e é processado pela secretaria de Itapagipe. Processo de família, inventário, usucapião, guarda, alimentos? Mesma vara única, mesmo fórum. Audiência de conciliação? CEJUSC, no próprio prédio, cejusc.igy@tjmg.jus.br. Cálculo de custas, precatória, certidão de distribuição? Contadoria/Tesouraria, igycontadoria@tjmg.jus.br, e a Administração do Fórum por igyadm@tjmg.jus.br. Reclamação trabalhista? Vara do Trabalho de Frutal, vt.frutal@trt3.jus.br, (34) 98426-9712 — e, se você mora em São Francisco de Sales, Vara do Trabalho de Iturama, vt.iturama@trt3.jus.br, (34) 98422-4338. Aposentadoria, auxílio-doença, BPC ou qualquer ação contra o INSS? Justiça Federal, Subseção de Uberaba; o balcão mais perto é a unidade avançada de Frutal, Praça Sete de Setembro, 50, uaa.frutal.uba@trf6.jus.br. O fórum de Itapagipe não recebe mais essa ação. Escritura, registro de imóvel, protesto, certidão de nascimento? Registro de Imóveis na Avenida 1-A, 239, Jardim Castro, e Tabelionato de Notas e Registro Civil na Avenida Cinco, 301, Centro. Advogado, inscrição, declaração? Subseção da OAB/MG, itapagipe@oabmg.org.br, sala no próprio fórum, das 12h às 18h. Prefeitura na Rua 8, 1000, (34) 3424-0300; Câmara na Avenida 05, 330, (34) 3424-2106. Restam duas observações sobre os limites desta página. A primeira é sobre o que falta: não há aqui Ministério Público, delegacia de Polícia Civil, zona eleitoral nem unidade da Defensoria Pública de Itapagipe. Esses quatro blocos faltam porque a fonte oficial de cada um deles não abriu em 20 de setembro de 2026 — o portal do MPMG e o da Polícia Civil não entregam o dado a leitura direta, o do TRE-MG recusa a consulta, e a relação da Defensoria não registra unidade no município nem inclui Itapagipe na lista de nenhuma unidade vizinha. Falta de dado na fonte não é falta de serviço na cidade, e quem precisar de qualquer um dos quatro deve procurá-los diretamente. A segunda é sobre o que esta página é: o site de um escritório de advocacia privado. Não fala pelo TJMG, pelo TRF6, pelo TRT-3, pela Sejusp, pela Defensoria Pública nem pela Prefeitura de Itapagipe, e não substitui o contato com nenhum deles.

Segurança e fronteira

Para a família de quem está preso em Itapagipe, a notícia boa é curta e a ressalva é longa. A notícia boa: o Presídio de Itapagipe fica na Avenida XVII, 755, no Centro, e o juízo que decide a execução da pena de quem está ali é o da própria cidade, a Vara Única, no Fórum Elias Geraldo de Queiroz. Progressão de regime, remição de pena, livramento condicional, unificação e falta disciplinar se resolvem aqui, e o advogado atende o preso no parlatório que a OAB/MG mantém no mesmo endereço da unidade, por agendamento. A ressalva é a transferência: pela Portaria Conjunta nº 344/2014 o processo de execução acompanha o corpo do preso, e uma remoção para o Presídio de Frutal, para o de Araxá ou para a Penitenciária Professor Aluizio Ignácio de Oliveira, em Uberaba, muda o juiz da execução sem que ninguém avise a família — o rastro fica na guia de recolhimento e no SEEU. As seis unidades da 5ª Região Integrada de Segurança Pública são o mapa realista das transferências possíveis, e cinco delas ficam fora daqui. Duas coisas a relação oficial não diz e esta ficha não inventa: a capacidade e o regime da unidade. E há um detalhe de estrutura que vale entender: como o PRITP é presídio e não penitenciária, Itapagipe não tem direito à vara especializada de execução penal que a Lei Complementar estadual nº 59/2001 obriga a instalar onde houver penitenciária — a execução é atribuição cumulada da vara que existe.

Dados do município

Gentílico
itapagipense
Mesorregião
Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba
Microrregião
Frutal
Área (km²)
1802.438
População (Censo 2022)
13.690
Densidade demográfica (hab/km²)
7.6

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Impostos e dívidas com o Estado de Minas Gerais

IPVA atrasado, ITCD de herança ou doação, ICMS, taxas, dívida ativa na AGE-MG e protesto de CDA valem para Itapagipe como para qualquer cidade mineira — os guias mostram o caminho oficial e quando cabe defesa.

Órgãos e instituições — Itapagipe/MG

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Itapagipe
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG)
Entrância
primeira entrância
Instalação
O Guia Judiciário do TJMG registra a instalação da comarca em 20 de abril de 1991 — quarenta e dois anos depois da instalação do município, que é de 1º de janeiro de 1949. Aqui o município é muito mais velho que a comarca, e é o caso oposto ao de comarcas mineiras instaladas antes de o município existir. Comarca instalada e em funcionamento: Itapagipe está na primeira parte do item I.2.III do Anexo I da Lei Complementar estadual nº 59/2001, que é a lista das comarcas de primeira entrância efetivamente contempladas com cargo, e não na segunda parte, que é a das comarcas criadas e ainda por instalar.
Classificação
Primeira entrância pelo critério aritmético do artigo 8º, inciso II, da Lei Complementar estadual nº 59/2001: é de primeira entrância a comarca que tem apenas uma vara instalada. O Guia Judiciário imprime "Entrância: Primeira", e o Anexo I da mesma lei põe Itapagipe no item I.2.III — Primeira Entrância — Primeira Parte, sob o número 80, com um único cargo de Juiz de Direito, o JPE-80. As duas fontes autoritativas coincidem, e a coluna de entrância da portaria do juiz das garantias — que erra em outras comarcas mineiras — também traz "Primeira" nesta linha.
Estrutura
Vara única. O Guia Judiciário devolve para a comarca quatro blocos de órgãos e setores, e nenhum deles é uma segunda vara: Administração do Fórum (igyadm@tjmg.jus.br), com a Direção do Foro e a Sala da Administração; Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania — CEJUSC (cejusc.igy@tjmg.jus.br); Contadoria/Tesouraria (igycontadoria@tjmg.jus.br), com a Distribuição de Feitos; e a Vara Única (igy1secretaria@tjmg.jus.br), com a sua Secretaria. Quatro blocos é bem menos do que os dez em que a listagem do Guia quebra de página, de modo que a página 1 da consulta está completa e a vara única fica provada pela contagem, não pelo silêncio da página 2. Todos os setores funcionam no mesmo endereço do fórum, com o mesmo telefone de edificação.
Lacunas do guia
O Guia Judiciário do TJMG costuma listar, no bloco de órgãos do fórum, a Sala do Ministério Público e o Cartório Eleitoral quando eles existem no prédio. Em Itapagipe a lista tem quatro blocos e não traz nenhum dos dois, e também não traz sala da Ordem dos Advogados do Brasil — o que é o padrão em comarca pequena. A ficha registra a ausência na fonte e não conclui dela que os serviços não existam na cidade.
Endereço
Fórum Elias Geraldo de Queiroz — Rua 20, 5401, Jardim Trivelato, Itapagipe - MG, CEP 38240-000
Telefone
Ressalva nome do fórum
O Guia Judiciário imprime o nome do prédio como "Fórm Elias Geraldo de Queiroz", com erro de digitação na primeira palavra. A ficha grafa "Fórum Elias Geraldo de Queiroz" e registra a forma tal como está na fonte para que a divergência não pareça invenção. O campo de fax da comarca vem vazio no Guia — não há número de fax publicado.
Jurisdição
Dois municípios respondem ao Fórum Elias Geraldo de Queiroz: Itapagipe, a sede, e São Francisco de Sales, a 43 quilômetros. É o que diz o item 141 do Anexo II da Lei Complementar estadual nº 59/2001, e é o que a consulta de municípios e distritos integrantes do Guia Judiciário confirma — as duas linhas saem marcadas como MUNICÍPIO na estrutura da tabela, e não há uma única linha de distrito judiciário. A comarca não tem distrito judiciário nenhum, e o próprio município de Itapagipe é de um distrito só. Há ainda uma terceira fonte, independente do TJMG, que diz o mesmo: a página da Unidade Avançada de Atendimento da Justiça Federal em Frutal publica uma tabela de comarcas e municípios em que a comarca de Itapagipe aparece com Itapagipe e São Francisco de Sales, exatamente.
Distâncias da jurisdição
A consulta de municípios e distritos do Guia mede 43 quilômetros de São Francisco de Sales à sede da comarca, e 705 quilômetros de São Francisco de Sales à capital, contra 656 quilômetros da sede. A coluna "Distância Capital" do Guia já foi pega publicando número incoerente em outras comarcas; aqui os dois valores são coerentes entre si, mas a ficha usa por princípio a coluna "Distância Comarca", que é a que interessa a quem precisa ir ao fórum.
Substituição comarca vaga
Quando a comarca fica vaga, quem responde por ela está na consulta de substituição de comarcas vagas do Guia Judiciário, que devolve duas tabelas respondendo a duas perguntas diferentes. Na primeira — quem substitui Itapagipe —, a ordem oficial de preferência é Frutal (1º, 51 km), Iturama (2º, 94 km), Prata (3º, 142 km) e Conceição das Alagoas (4º, 127 km). Note que a ordem não é por distância: Prata, a mais longe das quatro, vem antes de Conceição das Alagoas. Na segunda tabela — a posição que Itapagipe ocupa na fila de cada vizinha —, Itapagipe é a 1ª substituta de Frutal (51 km), a 2ª de Iturama (93 km), a 3ª de Conceição das Alagoas (127 km) e a 3ª de Prata (136 km).
Ressalva substituição
As duas tabelas da mesma consulta divergem na medida do mesmo par: Iturama sai a 94 e a 93 quilômetros, e Prata a 142 e a 136. Ordinal repetido — há duas comarcas na terceira posição da segunda tabela — e posição faltando são comportamento normal dessas listas, porque as duas tabelas respondem a perguntas distintas; o que é defeito é a distância divergente. A ficha registra as duas leituras e não reconcilia nenhuma delas. E a primeira posição da substituição não é o juiz das garantias: quem substitui a comarca vaga é Frutal, e o juiz das garantias é o de Prata.
Juizado especial
A consulta própria de Juizados Especiais do Guia Judiciário não devolve nenhum resultado para Itapagipe: não há unidade autônoma de Juizado Especial na comarca. O Guia informa que a comarca integra o Grupo Jurisdicional JESP de Uberaba. A página de implantações do PJe registra que as classes cíveis que tramitam na Justiça Comum e no Sistema dos Juizados Especiais Cíveis entraram no sistema na mesma data, na Vara Única — isto é, a causa de pequeno valor é processada pela própria vara da comarca. A ficha não infere quem julga cada espécie de causa dentro do grupo jurisdicional.
Tribunal juri
O Tribunal do Júri é da comarca, e em Itapagipe a resposta é curta porque a comarca é de vara única: o júri se reúne no Fórum Elias Geraldo de Queiroz e é presidido pelo juiz da Vara Única. O artigo 9º, § 3º, da Lei Complementar estadual nº 59/2001 põe um Tribunal do Júri em cada comarca, e o artigo 3º, § 1º, impede que a competência do Júri desça ao nível de distrito judiciário — que, de resto, não existe aqui. O homicídio praticado em São Francisco de Sales é julgado por Conselho de Sentença reunido em Itapagipe. E não há, nesta comarca, a dúvida que assombra as comarcas mineiras de duas varas: não há duas varas entre as quais distribuir o criminal, logo não há resolução do Órgão Especial de competência a procurar. O artigo 10, § 1º, da Lei Complementar nº 59/2001, na redação da Lei Complementar nº 174/2024, só manda o Tribunal fixar distribuição de competência por resolução "nas comarcas onde houver mais de um Juiz de Direito".
Execução penal
Itapagipe tem presídio, e em Minas Gerais isso decide a pergunta. O artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG manda a guia de recolhimento, provisória ou definitiva, tramitar no juízo de execução da comarca onde o condenado estiver recolhido; o parágrafo único manda a do condenado solto ao juízo da comarca do endereço residencial. Como o Presídio de Itapagipe fica dentro do município, quem está preso nele — venha de Itapagipe, de São Francisco de Sales, de Frutal ou de qualquer outra comarca mineira — tem progressão de regime, remição, livramento condicional, unificação de penas e falta disciplinar decididos pela Vara Única de Itapagipe. Provisório e definitivo correm no mesmo juízo, e a guia provisória sai logo depois da sentença ou do acórdão, sem esperar o trânsito em julgado (artigo 2º). O inverso é a parte que ninguém avisa à família: pelo artigo 3º, a cada transferência de unidade prisional o juízo declina da competência e remete os autos "imediata e diretamente" ao juízo da nova comarca, ressalvados os incidentes já instruídos e pendentes de decisão — benefícios, medidas urgentes de integridade física ou saúde, faltas disciplinares e soma ou unificação de penas —, com prazo de trinta dias para a remessa (artigo 4º). Se o preso já foi transferido e é preciso ouvi-lo, quem ouve e decide é o juízo declinado (artigo 3º, § 2º). Quem cumpre pena em regime aberto, pena restritiva de direitos ou está em livramento condicional e mora na comarca responde aqui, ainda que tenha sido condenado do outro lado do Estado. A tramitação é pelo SEEU, o Sistema Eletrônico de Execução Unificado do CNJ.
Vara especializada de execução
Itapagipe não tem, nem tem direito a, vara especializada de execução penal, e a razão é de estrutura, não de tamanho. O artigo 10, § 3º, da Lei Complementar estadual nº 59/2001, na redação da Lei Complementar nº 174/2024, só torna obrigatória a instalação de pelo menos uma vara de execução penal por circunscrição judiciária onde houver penitenciária, e o artigo 311 da mesma lei repete a regra por comarca. O que Itapagipe tem é presídio; a penitenciária da região está em Uberaba. A distinção entre presídio e penitenciária, na Lei de Execução Penal, é de regime — e no direito mineiro de organização judiciária ela é também a chave de uma estrutura de vara. Aqui a execução penal é atribuição da vara única, cumulada com tudo o mais.
Juiz das garantias
No interior de Minas Gerais o juiz das garantias não é uma vara: é um rodízio de substituição predefinida entre juízos de comarcas diferentes, em vigor desde 25 de agosto de 2025 pela Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025, alterada pela Resolução do Órgão Especial nº 1.155/2026. A tabela que diz quem faz par com quem é o Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.709/PR/2025, hoje na redação da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026, e nela Itapagipe está na 5ª Região com o desenho mais simples que existe: par recíproco. O juiz da Vara Única de Itapagipe funciona como juiz das garantias da Vara Única de Prata, e o juiz da Vara Única de Prata funciona como juiz das garantias da Vara Única de Itapagipe. As duas linhas estão na tabela, nas duas direções, e as duas comarcas são de primeira entrância. Na prática: o flagrante lavrado em Itapagipe, o pedido de prisão preventiva, a busca e apreensão, a quebra de sigilo, a prova antecipada, a homologação de acordo de não persecução penal na investigação e a audiência de custódia são decididos pelo juiz de Prata, a cerca de 140 quilômetros — mas a secretaria que processa o feito continua sendo a da Vara Única de Itapagipe (artigo 7º, § 1º, da Resolução nº 1.109/2025), e oferecida a denúncia o procedimento volta ao juízo de Itapagipe para instrução e julgamento (artigo 2º, parágrafo único). Fora do rodízio, pelo artigo 3º da Resolução: os crimes dolosos contra a vida, a violência doméstica e familiar, as infrações de menor potencial ofensivo, os crimes militares, os processos de competência originária de tribunal e os das varas colegiadas. A consequência é contraintuitiva e é a que mais importa numa comarca de vara única: o inquérito de homicídio de Itapagipe não vai a Prata em nenhum momento — nasce, tramita e é decidido pelo mesmo juiz que depois presidirá o Júri. E o marco temporal: a portaria não alcança ação penal cuja denúncia tenha sido recebida até 24 de agosto de 2025 (PC 1.709, artigo 3º), nem inquérito distribuído antes da implantação, que permanece no juízo original (Resolução nº 1.155/2026, artigo 9º, § 2º).
Par nao mudou
A Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026 reescreveu o Anexo Único da PC 1.709 e trocou pares em várias regiões do Estado. Este não foi trocado: a linha de Itapagipe e a linha de Prata são idênticas no texto original da PC 1.709/PR/2025, publicado em agosto de 2025, e no texto da PC 1.818/PR/2026. A comparação foi feita contra o texto ORIGINAL, e não contra o PDF consolidado — que traz a mesma tabela duas vezes, uma rotulada como anexo substituído, e por isso faz qualquer comparação parecer "não mudou".
Microrregiao de plantao
Para o caso de impedimento justificado do juiz plantonista, o Anexo II da Portaria Conjunta nº 1.709/PR/2025 escala a substituição entre microrregiões, e Itapagipe está na Microrregião XVI, com Campina Verde, Frutal, Iturama e Prata. Essa microrregião faz par recíproco com a Microrregião XXII — Canápolis, Capinópolis, Ituiutaba, Monte Alegre de Minas e Santa Vitória. As microrregiões não são criação dessa portaria: são as definidas no Anexo Único da Resolução do Órgão Especial nº 966, de 22 de junho de 2021, que organiza o plantão de habeas corpus e de medidas urgentes no interior do Estado (artigo 1º, § 3º), com efeitos desde 2 de julho de 2021 e alterações das Resoluções do Órgão Especial nº 1.148/2026 e nº 1.151/2026. A Microrregião XVI não está entre os quatro grupos do artigo 6º, § 3º, da PC 1.709 — aqueles em que a reciprocidade é substituída por um ciclo de três —, de modo que a substituição aqui é de mão dupla com a XXII.
Sistema processual
A página de implantações do PJe do TJMG registra para a Vara Única de Itapagipe duas entradas: todas as classes processuais de natureza cível que tramitam na Justiça Comum e no Sistema dos Juizados Especiais Cíveis, com suas Turmas Recursais, em 1º de julho de 2019, pelo Aviso Conjunto nº 6/CGJ/2019; e as classes cíveis regidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente em 15 de maio de 2020, pelo Aviso Conjunto nº 30/CGJ/2020. Os feitos criminais não constam dessa página, e a ficha não afirma em que sistema eles tramitam — em Minas convivem PJe, o legado SISCOM, o eProc em expansão por lotes e o SEEU para a execução penal.

OAB — Subseção

Nome
Subseção da OAB/MG de Itapagipe
E-mail
Estrutura
A relação oficial de salas da OAB/MG atribui à subseção de Itapagipe dois espaços, e só dois. O primeiro é a sala no Fórum, na Rua 20, 5401, Jardim Trivelato, telefone (34) 3424-2976, aberta das 12h às 18h — endereço que coincide exatamente com o do Fórum Elias Geraldo de Queiroz no Guia Judiciário, o que é raro neste documento e vale registrar. O segundo é o parlatório, na Avenida XVII, 755, Centro, com uso de acordo com a demanda de agendamentos. Não há linha de "SEDE" própria para a subseção nesse documento.
Parlatório como contraprova
O endereço do parlatório — Avenida XVII, 755, Centro — é o mesmo que a relação de unidades prisionais do Depen-MG dá para o Presídio de Itapagipe. Duas fontes oficiais independentes, uma da advocacia e uma da administração prisional, batem no mesmo número da mesma avenida: é a confirmação do endereço da unidade, e é também o indicativo de que o atendimento do preso pelo advogado, ali, se faz por agendamento.
Ressalva
O documento de salas da OAB/MG é de 18 de fevereiro de 2021 e não traz o número ordinal das subseções. O ordinal de Itapagipe não foi confirmado: o bloco de órgãos do fórum no Guia Judiciário, que em outras comarcas imprime "Sala da OAB [n]ª Subseção MG", não lista sala da OAB nesta comarca, e a página institucional de subseções da OAB/MG recusa leitura automatizada. A ficha publica a subseção sem ordinal.

Serviços federais na fronteira

Justica federal
Subseção Judiciária de Uberaba (SJMG/TRF6) — não há vara federal em Itapagipe; atendimento presencial na Unidade Avançada de Atendimento de Frutal, Praça Sete de Setembro, 50, uaa.frutal.uba@trf6.jus.br.
Justica trabalho
Vara do Trabalho de Frutal (TRT-3) — vt.frutal@trt3.jus.br, (34) 98426-9712; São Francisco de Sales responde à Vara do Trabalho de Iturama, vt.iturama@trt3.jus.br.
INSS
Atendimento do INSS por agendamento pelo telefone 135 ou pelo aplicativo e portal Meu INSS.

Estabelecimentos penais

Panorama
Itapagipe tem unidade prisional: o Presídio de Itapagipe, sigla PRITP, na Avenida XVII, 755, Centro, telefone (34) 3424-1914, na relação do Depen-MG/Sejusp organizada por Região Integrada de Segurança Pública. A unidade foi localizada no texto integral da relação pelo ENDEREÇO, e não pelo nome — método necessário em Minas, onde há presídio batizado com o nome de outro município e há rua cujo nome coincide com o de uma cidade vizinha. Um exemplo disso está a noventa quilômetros daqui: a "Rua Monte Alegre, 922" que aparece na relação de salas da OAB é o parlatório de Iturama, e não tem nada a ver com Monte Alegre de Minas.
Risp
O PRITP integra a 5ª Região Integrada de Segurança Pública, que reúne seis unidades: os presídios de Araxá (PRARX), Frutal (PRFRU), Itapagipe (PRITP), Perdizes (PRPDZ) e Sacramento (PRSCR) e a Penitenciária Professor Aluizio Ignácio de Oliveira (PPAIO), em Uberaba. Cinco presídios e uma penitenciária: é dentro dessa geografia que se dá a transferência que muda o juiz da execução. A relação agrupa unidades, não municípios, e não publica a sede administrativa da RISP — a ficha não a nomeia.
Ressalva
A relação do Depen-MG não publica capacidade nem regime da unidade, e o e-mail está protegido por script na página, de modo que a ficha não o reproduz. O portal depen.seguranca.mg.gov.br está indisponível durante o período de vedações eleitorais de 2026, e a leitura foi feita no texto integral preservado da relação, cujo conteúdo a própria página data de março de 2025. A consequência jurídica está no bloco da comarca: quem está no PRITP executa a pena em Itapagipe, e quem é removido daqui leva a execução consigo.

Defensoria Pública Estadual

Nome
Defensoria Pública de Minas Gerais — sem unidade em Itapagipe
Situação
A relação de unidades da Defensoria Pública de Minas Gerais não traz unidade em Itapagipe, e a consulta ao endereço da unidade pelo nome do município devolve página inexistente. As três unidades vizinhas publicam a lista de "municípios contemplados por esta unidade / comarca" e nenhuma inclui Itapagipe nem São Francisco de Sales: a de Frutal contempla Comendador Gomes, Fronteira, Frutal e Planura; a de Iturama contempla Carneirinho, Iturama, Limeira do Oeste e União de Minas; a de Uberaba contempla Água Comprida, Campo Florido, Delta, Uberaba e Veríssimo.
Ressalva
Página inexistente para o slug do município não prova que a Defensoria não atenda a comarca — prova apenas que não há unidade instalada e que ela não aparece na lista de nenhuma vizinha. Quem precisa de defensor em Itapagipe deve procurar a Defensoria Pública diretamente, e a ficha não indica qual unidade responde, porque nenhuma fonte oficial lida responde a isso.

Justiça Federal

Subseção
Subseção Judiciária de Uberaba — Seção Judiciária de Minas Gerais (SJMG), Tribunal Regional Federal da 6ª Região
Jurisdição
A tabela de jurisdições da SJMG põe Itapagipe sob a Subseção Judiciária de Uberaba, ao lado de Uberaba, Água Comprida, Araxá, Campo Florido, Campos Altos, Comendador Gomes, Conceição das Alagoas, Conquista, Delta, Fronteira, Frutal, Ibiá, Pedrinópolis, Perdizes, Pirajuba, Planura, Pratinha, Sacramento, São Francisco de Sales, Tapira e Veríssimo, com Santa Rosa da Serra entrando como novidade na revisão de 2026. São Francisco de Sales, o outro município da comarca, está na mesma linha: na Justiça Federal a comarca de Itapagipe não se parte. A tabela relaciona 26 sedes de subseção em Minas Gerais, Belo Horizonte e Viçosa incluídas. Não há vara federal em Itapagipe, e a ficha não publica a distância por estrada até Uberaba, porque o Guia Judiciário mede distância à capital e entre comarcas, não até a sede da subseção, e nenhuma fonte oficial com essa medida foi lida.
Unidade avancada
O atendimento presencial da Justiça Federal mais perto de Itapagipe não está em Uberaba: está em Frutal, a 51 quilômetros. A Unidade Avançada de Atendimento (UAA) de Frutal, vinculada à Subseção Judiciária de Uberaba, foi criada em 6 de junho de 2025 pela Resolução Conjunta Presi/Coger nº 6/2026 e instalada em 12 de março de 2026 pela Portaria Presi nº 46/2026, na Praça Sete de Setembro, 50, Centro, Frutal, com o e-mail oficial uaa.frutal.uba@trf6.jus.br. A própria página da unidade publica a sua jurisdição por comarca, e a comarca de Itapagipe consta ali com os seus dois municípios. A UAA é ponto de atendimento e de inclusão digital: o processo continua sendo da Subseção de Uberaba.
Competência delegada
Esta é a resposta que decide a ação previdenciária, e ela não sai da tabela de jurisdições: sai do Anexo III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026 do TRF6, na redação da Portaria Presi nº 170, de 19 de agosto de 2026. Na linha da Subseção de Uberaba, a coluna das comarcas que CONSERVAM competência federal delegada está inteiramente vazia — célula vazia, ali, é informação, e não falha de leitura —, e a coluna das que DEIXARAM de possuir traz, nomeadas, Uberaba, Araxá, Campos Altos, Conceição das Alagoas, Conquista, Frutal, Ibiá, Itapagipe, Perdizes e Sacramento. Todas as dez comarcas da subseção perderam. Consequência prática e dura para quem mora em Itapagipe ou em São Francisco de Sales: a ação contra o INSS não se ajuíza mais no Fórum Elias Geraldo de Queiroz. Vai para a Justiça Federal, na Subseção de Uberaba, com atendimento presencial disponível na unidade avançada de Frutal.
Criterio da perda
O critério que a própria portaria invoca no cabeçalho do anexo é de DISTÂNCIA, não de estrutura: artigo 15, inciso III, e § 2º da Lei federal nº 5.010/1966, na redação da Lei nº 13.876, de 20 de setembro de 2019, regulamentada pela Resolução CJF nº 603/2019, alterada pela Resolução CJF nº 705, de 27 de abril de 2021. A ficha registra o critério tal como publicado e não afirma relação de causa entre a instalação da unidade avançada de Frutal, em março de 2026, e a cessação da delegação — os dois fatos são do mesmo ano, mas o texto do anexo não estabelece o vínculo.
Acervo anterior
A cessação não apaga o que já está em curso, e a regra se escreve em dois degraus. O que está publicado e se confirma é o artigo 4º da Resolução CJF nº 603/2019: a ação ajuizada no juízo estadual antes de 2020 permanece nele até o trânsito em julgado. Já a regra do acervo na cessação determinada pela Resolução Conjunta nº 3/2026 é atribuída ao artigo 13, § 2º, dessa mesma resolução, cujo texto integral não foi localizado publicado — por isso a ficha não afirma o destino do processo previdenciário em andamento e recomenda conferir nos autos.
Observação competência
Na tabela da SJMG o asterisco marca a área de atuação dos Oficiais de Justiça da subseção. Itapagipe está SEM asterisco, e São Francisco de Sales também; na mesma linha, Água Comprida, Campo Florido, Delta e Veríssimo têm. A própria página explica o efeito: onde o Oficial não vai, a comunicação de ato processual é feita pelos Correios, com aviso de recebimento, ou por carta precatória dirigida à comarca da Justiça Estadual que abranja a localidade — isto é, ao Fórum Elias Geraldo de Queiroz.
Histórico
Minas Gerais deixou o TRF da 1ª Região com a criação do Tribunal Regional Federal da 6ª Região pela Lei federal nº 14.226/2021, e desde então a jurisdição federal do Estado é exclusiva do novo tribunal.

Justiça do Trabalho

Nome
Vara do Trabalho de Frutal
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3)
E-mail
Telefone
Whatsapp
Abrangência
Comendador Gomes, Fronteira, Frutal, Itapagipe, Pirajuba e Planura
Lei de criação
Resolução Administrativa nº 39, de 07/05/2009, e Resolução Administrativa nº 61, de 11/04/2013 (TRT-3)
Comarca partida
A Justiça do Trabalho não segue a comarca, e aqui a comarca é partida em dois. O trabalhador de Itapagipe ajuíza a reclamação na Vara do Trabalho de Frutal, que abrange seis municípios. O trabalhador de São Francisco de Sales — o outro município da mesma comarca — ajuíza na Vara do Trabalho de Iturama, que abrange Campina Verde, Carneirinho, Iturama, Limeira do Oeste, São Francisco de Sales e União de Minas, criada pelas Resoluções Administrativas nº 144, de 07/10/2010, e nº 61, de 11/04/2013, com o e-mail vt.iturama@trt3.jus.br e o telefone (34) 98422-4338. Duas pessoas que respondem ao mesmo fórum estadual reclamam em duas cidades diferentes na Justiça do Trabalho, a mais de noventa quilômetros uma da outra.
Contexto
A pauta trabalhista da região é a da cana e do gado: safra, corte, transporte, ordenha e serviços de fazenda. Vínculo de emprego em atividade rural, terceirização na lavoura canavieira, acidente de trabalho com máquina e intervalo intrajornada são o feijão com arroz da vara — e nada disso se resolve no fórum de Itapagipe.

Segurança Pública

Panorama
Município de 1.802 km² e 13.690 habitantes, sem distritos, com a sede a 656 quilômetros da capital e presídio dentro da cidade. A pauta criminal da comarca é a de área rural extensa com pouca gente e muito gado: furto de semovente e de insumo, dano e conflito de cerca e de servidão, entorpecente na sede, crime de trânsito nas rodovias que ligam ao rio Grande e ao rio Paranaíba, e o volume de execução penal que o presídio traz para a vara única. A divisa estadual é perto — o município está na ponta oeste de Minas, entre São Paulo e Goiás —, e em faixa de divisa a definição do lugar do crime decide qual Estado julga.
Atendimento mulher
A Central de Atendimento à Mulher, o 180, funciona 24 horas, e o Disque-Denúncia da Sejusp é o 181. Os processos de violência doméstica e familiar correm na Vara Única da comarca e ficam fora do rodízio do juiz das garantias por força do artigo 3º da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025: a medida protetiva de urgência pedida em Itapagipe é decidida pelo juízo daqui, não pelo de Prata.

Prefeitura Municipal

Nome
Prefeitura Municipal de Itapagipe
Endereço
Rua 8, 1000, Centro, Itapagipe - MG, CEP 38240-000
Telefone
E-mail
Site
www.itapagipe.mg.gov.br

Câmara Municipal

Nome
Câmara Municipal de Itapagipe
Endereço
Avenida 05, 330, Centro, Itapagipe - MG, CEP 38240-000
Telefone
Site
www.cmitapagipe.mg.gov.br/site
Ressalva
O domínio itapagipe.mg.leg.br responde, mas redireciona para cmitapagipe.mg.gov.br, em conexão não cifrada: o endereço publicado aqui é o de destino, que é onde o conteúdo está. O e-mail da Câmara está ofuscado por script anti-spam no rodapé e não foi lido, logo não é publicado.

Cartórios

Estrutura
A comarca tem três serventias extrajudiciais na relação de serviços notariais e de registro do Guia Judiciário, duas na sede e uma em São Francisco de Sales. Em Itapagipe: o Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas, na Avenida 1-A, 239, Jardim Castro, CEP 38240-000, telefones (34) 3424-1192 e 3224-2762, fax (34) 3434-1192; e o Tabelionato de Notas e Protesto de Títulos e Registro Civil das Pessoas Naturais, na Avenida Cinco, 301, Centro, CEP 38240-000, telefone (34) 3424-2784. Em São Francisco de Sales: o Registro Civil com Atribuição Notarial, na Avenida Brasil, 3728, Novo Horizonte, CEP 38260-000, telefone (34) 3413-1225.
Ressalva
Os três números que o Guia publica para o registro de imóveis diferem entre si por um único dígito do prefixo — 3424, 3224 e 3434 —, o que tem cara de erro de digitação na fonte. Foram copiados verbatim, sem correção: em Minas o Guia já publicou o mesmo número nos campos de telefone e de fax, e adivinhar prefixo é pior que registrar a estranheza.

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Disque denuncia
181

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

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