História
Angelândia é um município de fronteira recente, e a sua história se conta em três datas legais. Antes delas houve a terra e a capela. No início da década de 1930, diz o verbete do IBGE, o agricultor Santos de Souza, proprietário da Fazenda Arrependido, doou um pedaço de terra para que ali se fizessem um cemitério e uma capela; em torno deles chegaram comerciantes e garimpeiros, e o lugarejo ganhou o nome de Vila dos Anjos. O território era então de Capelinha.
A primeira data é 13 de maio de 1976: a Lei estadual nº 6.769 criou o distrito de Vila dos Anjos, subordinado ao município de Capelinha. Nas divisões territoriais de 1º de janeiro de 1979 e de 1993 o distrito continuava lá. A segunda data é 21 de dezembro de 1995: a Lei estadual nº 12.030 elevou o distrito à categoria de município, desmembrado de Capelinha, com sede no antigo distrito de Vila dos Anjos — e, na mesma lei, trocou o nome para Angelândia. A terceira data é 1º de janeiro de 1997, quando o município foi instalado; nas divisões territoriais de 2003 e de 2007 ele aparece constituído apenas do distrito-sede, e é assim até hoje, pela base de localidades do IBGE.
A emancipação política não mudou o endereço da Justiça. Vila dos Anjos respondia ao fórum de Capelinha como distrito; Angelândia responde ao mesmo fórum como município, porque a Lei Complementar nº 59/2001 a pôs no item da comarca de Capelinha e nunca lhe criou comarca própria. A comarca que hoje reúne Capelinha, Água Boa e Angelândia junta, no mapa judicial, a cidade-mãe e dois municípios que dela se separaram, sob um foro instalado em 15 de novembro de 1948 — quase meio século antes de Angelândia existir como município.