Cidade de BA

Igrapiúna

Igrapiúna tem 13.151 habitantes (Censo 2022) em 591 km² do Baixo Sul baiano, entre Camamu e Ituberá. É a mais agrícola das cidades baianas desta leva — cacau e seringueira somaram 87% do valor da lavoura de 2024 — e abriga a RPPN Ouro Verde, a unidade de conservação federal da Michelin, além de integrar a APA do Pratigi. O município nasceu, morreu e renasceu três vezes entre 1890 e 1989. No mapa judiciário, a comarca de Igrapiúna foi criada por lei e nunca instalada: os processos e o Tribunal do Júri correm na Comarca de Camamu, de entrância inicial, e no município o TJBA mantém apenas um Ponto de Inclusão Digital. A execução da pena é a mais fragmentada desta leva: pelo Provimento CGJ nº 05/2025, o regime fechado masculino corre em Salvador, o semiaberto e o provisório no Conjunto Penal de Valença, e as mulheres, em qualquer regime, em Salvador.

UF
BA
Porte
micro
População
13.151 hab.

Para questões judiciais em Igrapiúna (BA), o juízo competente é da Comarca de Camamu — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

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Particularidades

História

Poucos municípios brasileiros foram criados e extintos tantas vezes quanto Igrapiúna. A ocupação começa cedo: o distrito data de 1801, sobre a antiga aldeia de Igarapé-Una, e no início do século XVIII os portugueses já cultivavam mandioca, arroz e cana-de-açúcar na região, época em que se iniciou a construção da igreja de Nossa Senhora das Dores. Pelo Ato de 12 de março de 1890, Igrapiúna foi elevada a vila, desmembrada de Camamu, e instalada em 18 de abril do mesmo ano. Quarenta e um anos depois, os Decretos estaduais nº 7.455, de 23 de junho de 1931, e nº 7.479, de 8 de julho de 1931, extinguiram a vila e devolveram o território a Camamu. Em 24 de julho de 1933, o Decreto nº 8.562 recriou o município, reinstalado em 31 de julho — e o Decreto estadual nº 11.089, de 30 de novembro de 1938, extinguiu-o outra vez, anexando-o de novo a Camamu. A emancipação definitiva só veio pela Lei estadual nº 4.835, de 24 de fevereiro de 1989, com instalação em 2 de fevereiro de 1990. Convém uma advertência: o texto histórico que a própria Prefeitura enviou ao IBGE diz que o desmembramento ocorreu em 1998 — a data está errada, e o próprio IBGE registra 1989 no campo de formação administrativa. O primeiro pedido de emancipação, negado, é de 1962; o segundo, de 1980, foi motivado pela expansão do cultivo da seringueira.

Economia

A economia de Igrapiúna é a mais concentrada e a mais rentável por hectare desta leva baiana. A lavoura de 2024 somou R$ 98,6 milhões — quatro a cinco vezes o valor das outras quatro cidades — e dois produtos respondem por 87% disso: cacau em amêndoa, com R$ 76,6 milhões em 1.914 toneladas e 6.400 hectares, e borracha em látex coagulado, com R$ 9,5 milhões em 3.806 toneladas e 4.300 hectares. Depois vêm banana, palmito, dendê, guaraná, mandioca, coco-da-baía e abacaxi. A agropecuária responde por 35% do valor adicionado municipal — a maior fatia agrícola entre as cinco —, com 29% de administração pública, 18% de serviços e 18% de indústria; o PIB de 2023 foi de R$ 248 milhões. O cadastro de empresas revela o formato dessa economia: apenas 79 unidades locais empregando 1.356 pessoas, o maior contingente ocupado das cinco cidades desta leva — assinatura de fazendas grandes de cacau e seringal, com poucos empregadores e muitos trabalhadores. Há ainda três centrais geradoras hidrelétricas de porte mínimo — Juliana I, Juliana II e Vargido, somando 844 kW, em operação desde maio de 2008 —, irrelevantes no PIB mas indicativas da hidrografia do lugar. Para a advocacia, esse arranjo produz uma pauta bem definida: contrato agrário e de parceria em lavoura cacaueira, relações de trabalho rural em escala, direito ambiental de área protegida e questões possessórias em terra de mata atlântica.

Panorama jurídico

Igrapiúna concentra dois problemas de mapa que raramente aparecem juntos. O primeiro é a comarca que nunca abriu: o Anexo I da Lei estadual nº 10.845, de 27 de novembro de 2007, registra Igrapiúna como comarca não instalada, vinculada à Comarca de Camamu, e assim ela permanece — não houve desativação, não houve transferência de acervo, simplesmente nunca houve juízo aqui. O que o Tribunal mantém no município é um Ponto de Inclusão Digital, no Centro de Serviços Públicos, que dá acesso ao processo eletrônico mas não julga. As audiências, as sentenças e as sessões do Tribunal do Júri acontecem em Camamu, comarca de entrância inicial onde, pelo art. 156 da Lei de Organização Judiciária, dois juízes se dividem e um deles acumula os feitos criminais, incluídos o Júri, as Execuções Penais e a Infância e Juventude. O segundo problema é a execução da pena, e aqui Igrapiúna é caso único nesta leva. O Anexo II do Provimento CGJ nº 05, de 23 de outubro de 2025, separa o destino do preso por regime: o homem condenado ao regime fechado vai para as unidades de Salvador, e a execução dele corre na Vara de Execuções Penais da capital; o homem em regime semiaberto e o preso provisório vão para o Conjunto Penal de Valença, criado pela Lei estadual nº 8.353, de 5 de setembro de 2002, com 268 vagas, e a execução corre na vara de Valença; a mulher, em qualquer regime, vai para o Conjunto Penal Feminino de Salvador. Como o art. 11 do mesmo Provimento faz da unidade prisional o critério de competência, uma progressão do fechado para o semiaberto, neste município, muda de presídio, de cidade e de juiz de uma vez só. Some-se a isso a inexistência de Defensoria Pública estadual em Camamu — a comarca está no Plano de Expansão da instituição, não na rede atual — e o quadro fica completo. A banca atua na comarca em defesa criminal, Tribunal do Júri e execução penal, nos limites éticos da advocacia e sem promessa de resultado.

Patrimônio

Igrapiúna não tem bem tombado — o Sistema de Informações do Patrimônio Cultural da Bahia registra que o município não possui bens sob salvaguarda do Estado ou da União, e as listas do IPHAN não trazem ocorrência. O patrimônio aqui é ambiental e tem dono privado com estatuto público. A RPPN Ouro Verde, criada pela Portaria ICMBio nº 10, de 27 de janeiro de 2010, protege 213,72 hectares de mata atlântica pertencentes às Plantações Michelin da Bahia, com plano de manejo aprovado em dezembro de 2015 e a Cachoeira da Pancada Grande dentro dos seus limites. Convém não confundir: a Reserva Ecológica Michelin, criada pela empresa em 2004 no Projeto Ouro Verde Bahia, é um mosaico privado de cerca de 3.096 hectares e não é unidade de conservação — apenas a RPPN tem status legal no Sistema Nacional de Unidades de Conservação. Em volta, o município inteiro está na Área de Proteção Ambiental do Pratigi, criada em 1998 e ampliada em 2001, que protege restingas, manguezais, os estuários de Igrapiúna, a foz do rio Pinaré, a floresta ombrófila densa e a bacia do rio Juliana, e cita entre os aspectos relevantes do município as Ilhas de Contrato e Âmbar e a Ponta do Santo. Duas RPPNs estaduais, Espinita e Fazenda São José, completam a proteção. O patrimônio construído mais antigo é a igreja de Nossa Senhora das Dores, cuja construção começou ainda no século XVIII, sem registro de tombamento.

Curiosidades

A curiosidade que define Igrapiúna é administrativa e quase inacreditável: o município foi criado três vezes e extinto duas. Virou vila em 1890, foi extinto em 1931, recriado em 1933, extinto de novo em 1938 e só readquiriu autonomia definitiva em 1989 — noventa e nove anos entre a primeira instalação e a última. A segunda curiosidade é documental e serve de alerta: o texto histórico que a própria Prefeitura enviou ao IBGE data a emancipação de 1998, e a data está errada; o campo de formação administrativa do mesmo verbete registra corretamente a Lei estadual nº 4.835, de 24 de fevereiro de 1989. A terceira é empresarial: a maior área protegida do município é privada e pertence a uma fabricante de pneus — a RPPN Ouro Verde é de propriedade das Plantações Michelin da Bahia, e foi o cultivo da seringueira, nos anos 1980, o argumento que sustentou o pedido de emancipação que acabou vitorioso.

Educação e cidadania

O que Igrapiúna resolve dentro de casa está quase todo num prédio só: o Centro Administrativo Dr. Antônio Lemos Maia, no Centro, abriga a Prefeitura, no primeiro andar, com telefones (73) 3225-1072 e 3225-1073 e o endereço eletrônico dirh@igrapiuna.ba.gov.br, e a Câmara Municipal, que atende de segunda a sexta das 8h às 13h pelo (73) 3225-1074 e pelo camara@igrapiuna.ba.leg.br, com sessão ordinária às quartas-feiras de manhã. No mesmo Centro funcionam a Delegacia Territorial, na Rua da Feira Livre, e o Ponto de Inclusão Digital do Tribunal de Justiça, no Centro de Serviços Públicos, pelo (73) 3225-1274 — porta de acesso ao processo eletrônico, não fórum. O Hospital Maternidade Luís Eduardo Magalhães, no bairro Edrízio Régis, é hospital geral com centro obstétrico e atende 24 horas. Não há campus de instituto federal, universidade estadual nem polo da Universidade Aberta do Brasil, e não há Defensoria Pública do Estado nem aqui nem em Camamu. Fora do município, o roteiro é longo e não se resume a uma cidade: o processo judicial e o Ministério Público em Camamu; a Vara do Trabalho e a subseção da OAB em Valença; o cartório eleitoral em Ituberá; a Justiça Federal em Ilhéus; e a execução da pena em Valença ou em Salvador, conforme o regime. Cinco destinos — vale anotar antes de sair.

Segurança e fronteira

A delegacia de Igrapiúna fica na Rua da Feira Livre, no Centro, atende 24 horas e é a única das cinco cidades baianas desta leva cujo telefone consta da ficha oficial da Polícia Civil: (73) 3225-1129. Está subordinada à 5ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior, em Valença. Não há presídio no município nem em Camamu, a sede da comarca. O que distingue Igrapiúna é o que acontece depois da condenação: em vez de um destino único, há três. Homem em regime fechado é recolhido em Salvador e tem a execução decidida pela Vara de Execuções Penais da capital; homem em semiaberto ou preso provisório vai para o Conjunto Penal de Valença, de 268 vagas, com execução na vara de lá; mulher presa vai para o Conjunto Penal Feminino de Salvador. Para a família, isso significa que a resposta à pergunta "onde ele está?" muda conforme o regime — e muda de novo a cada progressão. Como a Bahia não tem consulta pública de localização de custodiado, o caminho seguro é a Superintendência de Gestão Prisional da SEAP ou o requerimento por advogado com procuração, que acessa o SEEU e vê a unidade e a vara no próprio processo.

Dados do município

Mesorregião
Sul Baiano
Microrregião
Valença
Região intermediária (IBGE)
Santo Antônio de Jesus
Área (km²)
591.312
População (Censo 2022)
13.151
Densidade demográfica (hab/km²)
22.24

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Órgãos e instituições — Igrapiúna/BA

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Camamu — a comarca de Igrapiúna foi criada e nunca instalada
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJBA)
Situação
O Anexo I da Lei estadual nº 10.845, de 27 de novembro de 2007, registra Igrapiúna como comarca não instalada, vinculada à Comarca de Camamu, cujos distritos judiciários são Camamu, Barcelos do Sul e Tapuia. A tabela de Comarcas e Distritos Judiciários da Corregedoria-Geral da Justiça repete o vínculo, e a relação oficial Município/Comarca do Tribunal registra Igrapiúna sob Camamu com competência "todas" no PJe de 1º Grau. Não é caso de comarca desativada: é comarca que a lei criou e o Tribunal nunca instalou — o processo sempre correu em Camamu.
Presenca local do tribunal
O que existe no município é um Ponto de Inclusão Digital do TJBA, instalado no Centro de Serviços Públicos, no Centro de Igrapiúna, CEP 45443-000, telefone (73) 3225-1274, pidigrapiuna@tjba.jus.br. É posto de acesso e atendimento — não julga, não recebe audiência e não é unidade judiciária.
Entrância
Camamu é comarca de entrância inicial. A Bahia manteve as três entrâncias do art. 25 da Lei estadual nº 10.845/2007, e o art. 26 condiciona a reclassificação a lei estadual.
Estrutura
Pelo art. 156 da Lei de Organização Judiciária, com a redação da Lei estadual nº 14.048/2018, a comarca tem dois juízes de direito, "sendo que um deles terá competência para os feitos criminais, inclusive os do Júri, de Execuções Penais e da Infância e da Juventude". O foro funciona na Praça Doutor Pirajá da Silva, na Cidade Alta de Camamu.
Tribunal do juri
Crime doloso contra a vida ocorrido em Igrapiúna é processado e julgado na Comarca de Camamu, pelo juízo com competência criminal — o art. 92 da Lei de Organização Judiciária determina que o Tribunal do Júri funcione na sede da comarca.
Endereço
Fórum da Comarca de Camamu — Praça Doutor Pirajá da Silva, 437, Cidade Alta, Camamu - BA, CEP 45445-000
Telefone
E-mail
Execução penal
Regra
O art. 11 do Provimento CGJ nº 05, de 23 de outubro de 2025, do Corregedor-Geral da Justiça da Bahia (DJe TJBA nº 3.918, de 24/10/2025), fixa que a competência do processo de execução é definida "pela unidade prisional onde permanecer custodiado, o local da internação ou da residência do sentenciado". O art. 30 concentra as Varas de Execuções Penais em dezessete comarcas do estado, todas com estabelecimento prisional.
Onde corre
Igrapiúna é o caso mais fragmentado desta leva, porque a divisão do Anexo II do Provimento não separa apenas por sexo — separa também por regime, e manda cada um para uma cidade diferente. O homem condenado a regime fechado da Comarca de Camamu, na qual Igrapiúna está expressamente incluída, vai para as unidades de Salvador, com execução na Vara de Execuções Penais da capital. O homem em regime semiaberto e o preso provisório vão para o Conjunto Penal de Valença, criado pela Lei estadual nº 8.353, de 5 de setembro de 2002, com 268 vagas — e a execução corre na Vara de Execuções Penais de Valença. A mulher presa, em qualquer regime, vai para o Conjunto Penal Feminino de Salvador, com execução na capital. Na prática, uma progressão de fechado para semiaberto muda de presídio, de cidade e de juiz ao mesmo tempo.
O que fica na comarca
Pelo art. 31, permanece com o juízo criminal de Camamu a execução, para apenados domiciliados na comarca, das penas em regime inicial aberto, das restritivas de direitos, da suspensão condicional da pena, da multa isolada, da medida de segurança ambulatorial e das penas de regime fechado ou semiaberto que devam ser cumpridas fora de estabelecimento penal — monitoramento eletrônico ou prisão domiciliar —, com apoio da Central de Acompanhamento de Penas Alternativas.
Cadastro
Todo processo de execução penal do estado é cadastrado pela Seção de Distribuição do SEEU, instituída na Corregedoria-Geral da Justiça pela Resolução TJBA nº 28, de 11 de dezembro de 2024, que recebe o expediente da vara criminal por malote digital e implanta o feito na vara competente.

OAB — Subseção

Ressalva
Igrapiúna não tem subseção própria da Ordem: a advocacia local se vincula à Subseção de Valença — a mesma cidade da vara do trabalho e do conjunto penal do regime semiaberto, mas não a da comarca nem a da subseção federal.

Serviços federais na fronteira

Justica federal
Sem vara federal no município; jurisdição da Subseção Judiciária de Ilhéus.
Justica trabalho
Sem vara trabalhista no município; jurisdição da Vara do Trabalho de Valença (TRT-5).
INSS
Atendimento por agendamento pelo telefone 135 ou pelo portal e aplicativo Meu INSS.

Estabelecimentos penais

Panorama
Não há unidade prisional em Igrapiúna nem em Camamu. A base federal do Sisdepen registra 27 estabelecimentos ativos na Bahia, em dezessete municípios — os mesmos que têm Vara de Execuções Penais. Para a comarca de Camamu, o Provimento CGJ nº 05/2025 aponta dois destinos conforme o regime: Salvador, no fechado masculino e para as mulheres, e o Conjunto Penal de Valença, no semiaberto masculino e nos casos provisórios.
Onde esta o preso
A Bahia não tem consulta pública de localização de custodiado. O catálogo oficial de serviços do Estado indica a Superintendência de Gestão Prisional da SEAP, responsável pelo atendimento social a internos e familiares de todo o sistema, e o requerimento apresentado por advogado com procuração; o advogado habilitado consulta o SEEU. Num caso como o de Igrapiúna, em que o regime define a cidade, essa consulta é o único jeito seguro de saber onde a pessoa está e quem julga a pena dela. O site da Secretaria esteve indisponível na apuração, por restrição do período eleitoral.

Ministério Público Estadual

Estadual
Promotoria de Justiça de Camamu — Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), vinculada à Promotoria Regional de Valença, com atribuição sobre a comarca e, portanto, sobre Igrapiúna.
Endereço
Praça Doutor Pirajá da Silva, 437, Centro, Camamu - BA, CEP 45445-000
Telefone

Defensoria Pública Estadual

Atendimento
Não há unidade da Defensoria Pública do Estado da Bahia em Igrapiúna nem em Camamu, a sede da comarca. A varredura das dezesseis Defensorias Regionais e das listas oficiais de municípios atendidos não localiza a comarca, e o Plano de Expansão institucional arrola Camamu entre as vinte e cinco novas comarcas de previsão inicial — ou seja, ainda não atendida. Quem depende de assistência jurídica gratuita deve procurar a Defensoria pelos canais centrais antes de se deslocar.
Defensoria pública uniao
Nas causas de competência da Justiça Federal, a assistência gratuita cabe à Defensoria Pública da União, que acompanha a Subseção Judiciária de Ilhéus.

Justiça Federal

Subseção
Subseção Judiciária de Ilhéus — Seção Judiciária da Bahia (TRF da 1ª Região)
Jurisdição
O quadro de jurisdição da Seção Judiciária da Bahia lista Igrapiúna na Subseção de Ilhéus, ao lado de Cairu, Camamu, Canavieiras, Itacaré, Ituberá, Maraú, Nilo Peçanha, Taperoá, Una e Uruçuca. Atenção à armadilha: a vara do trabalho competente fica em Valença, mas Valença, na Justiça Federal, pertence à Seção Judiciária da Bahia em Salvador — não à Subseção de Ilhéus. Uma coisa não se deduz da outra.

Justiça do Trabalho

Nome
Vara do Trabalho de Valença
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT-5), com sede em Salvador
Endereço
Fórum Dalmo de Araújo Goes — Rua Guido Araújo Magalhães, s/n, Novo Horizonte, Valença - BA, CEP 45400-000
Criação
Lei nº 3.492, de 18 de dezembro de 1958 — a mais antiga entre as varas trabalhistas competentes para as cidades baianas desta leva
Jurisdição
A consulta oficial de varas do TRT-5 por município aponta Igrapiúna na jurisdição da Vara do Trabalho de Valença.

Justiça Eleitoral

Zona
32ª Zona Eleitoral — sede em Ituberá/BA
Abrangência
Igrapiúna, Ituberá, Nilo Peçanha e Taperoá
Endereço
Rua Renato Braga, 97, Centro, Ituberá - BA, CEP 45435-000
Telefone
E-mail
Horário
Das 8h às 14h
Central atendimento eleitor
148
Ressalva
A zona eleitoral não acompanha a comarca, e é um erro comum: quem procura o cartório eleitoral em Camamu não encontra — o de Igrapiúna é em Ituberá.

Segurança Pública

Panorama
A cidade tem delegacia territorial com plantão de 24 horas na Rua da Feira Livre e está subordinada à coordenadoria regional de Valença. O restante do percurso criminal se espalha: o processo e o júri em Camamu, o preso provisório e o do semiaberto em Valença, o do regime fechado em Salvador. É o único município desta leva em que a progressão de regime muda a capital do processo — literalmente.
Atendimento mulher
Não há Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher em Igrapiúna; o registro inicial é feito na delegacia territorial. A Central de Atendimento à Mulher funciona 24 horas pelo 180.

Polícia Civil

Unidade
Delegacia Territorial de Igrapiúna, na Rua da Feira Livre, s/n, Centro, telefone (73) 3225-1129, com atendimento 24 horas.
Estrutura
A unidade integra a 5ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (COORPIN), com sede em Valença. Entre as cinco cidades baianas desta leva, Igrapiúna é a única cuja delegacia tem telefone publicado na ficha oficial da Polícia Civil.

Prefeitura Municipal

Nome
Prefeitura Municipal de Igrapiúna
Endereço
Centro Administrativo Dr. Antônio Lemos Maia, s/n, 1º andar, Centro, Igrapiúna - BA, CEP 45443-000
Telefone
E-mail
CNPJ
13.071.204/0001-65

Câmara Municipal

Nome
Câmara Municipal de Igrapiúna
Endereço
Centro Administrativo Dr. Antônio Lemos Maia, s/n, Centro, Igrapiúna - BA, CEP 45443-000
Telefone
E-mail
CNPJ
13.071.212/0001-01
Horário
Segunda a sexta, das 8h às 13h; sessão ordinária às quartas-feiras, às 9h
Site
www.igrapiuna.ba.leg.br

Saúde Pública

Hospital
Hospital Maternidade Luís Eduardo Magalhães — hospital geral com centro obstétrico e atendimento 24 horas, na Avenida Geovane de Almeida Docio, s/n, bairro Edrízio Régis, CEP 45443-000 (CNES 2413299).
Rede
O cadastro nacional registra 20 estabelecimentos de saúde no município, entre oito unidades básicas e de saúde da família, quatro postos, uma equipe multiprofissional, uma academia da saúde, uma unidade odontológica móvel e a central de abastecimento farmacêutico.

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Cvv
188
Direitos humanos
100

Singularidades institucionais

RPPN Ouro Verde — a reserva da Michelin é federal, e não se confunde com a Reserva Ecológica

A unidade de conservação que existe juridicamente em Igrapiúna é a RPPN Ouro Verde, federal, criada pela Portaria ICMBio nº 10, de 27 de janeiro de 2010, com 213,72 hectares e plano de manejo aprovado pela Portaria nº 63, de 30 de dezembro de 2015; a proprietária é a Plantações Michelin da Bahia Ltda. e a Cachoeira da Pancada Grande está dentro dela. A distinção importa porque muda o regime jurídico: a Reserva Ecológica Michelin, criada pela empresa em 2004 no âmbito do Projeto Ouro Verde Bahia, é um mosaico privado de cerca de 3.096 hectares e não é unidade de conservação — só a RPPN Ouro Verde tem status legal no Sistema Nacional de Unidades de Conservação.

Ato de criação
Portaria ICMBio nº 10, de 27 de janeiro de 2010
Área
213,72 hectares
Plano de manejo
Portaria nº 63, de 30 de dezembro de 2015

Fonte: ICMBio — ficha oficial e plano de manejo da RPPN Ouro Verde

O município inteiro dentro da APA do Pratigi, mais duas RPPNs estaduais

Igrapiúna integra a Área de Proteção Ambiental do Pratigi, criada pelo Decreto estadual nº 7.272, de 2 de abril de 1998, e ampliada pelo Decreto estadual nº 8.036, de 20 de setembro de 2001, que reúne também Ituberá, Nilo Peçanha, Ibirapitanga e Piraí do Norte. O objeto declarado pelo INEMA inclui restingas, manguezais, os estuários do município, a foz do rio Pinaré, a floresta ombrófila densa e a bacia do rio Juliana, e cita entre os aspectos relevantes as Ilhas de Contrato e Âmbar e a Ponta do Santo. Completam a proteção duas RPPNs estaduais: a Espinita, pela Portaria INEMA nº 11.783, de 17 de maio de 2016, com 29 hectares, e a Fazenda São José, pela Portaria nº 018, de 7 de março de 2024, com 105 hectares. A APA das Ilhas de Tinharé e Boipeba, apesar da proximidade, abrange apenas Cairu.

Criação da APA
Decreto estadual nº 7.272, de 2 de abril de 1998
Ampliação
Decreto estadual nº 8.036, de 20 de setembro de 2001
Municípios abrangidos
Igrapiúna, Ituberá, Nilo Peçanha, Ibirapitanga e Piraí do Norte

Fonte: INEMA/Governo do Estado da Bahia — ficha oficial da APA do Pratigi; MMA/CNUC — cadastro nacional de unidades de conservação (julho de 2026). A área da APA diverge entre INEMA (85.686 ha) e CNUC (86.686 ha) e por isso não é afirmada

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

Emergências e apoio

Telefones gratuitos válidos em todo o Brasil. Discagem direta — não precisa de prefixo.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

Resposta em horário comercial · Sigilo profissional