História
Poucos municípios brasileiros foram criados e extintos tantas vezes quanto Igrapiúna. A ocupação começa cedo: o distrito data de 1801, sobre a antiga aldeia de Igarapé-Una, e no início do século XVIII os portugueses já cultivavam mandioca, arroz e cana-de-açúcar na região, época em que se iniciou a construção da igreja de Nossa Senhora das Dores. Pelo Ato de 12 de março de 1890, Igrapiúna foi elevada a vila, desmembrada de Camamu, e instalada em 18 de abril do mesmo ano. Quarenta e um anos depois, os Decretos estaduais nº 7.455, de 23 de junho de 1931, e nº 7.479, de 8 de julho de 1931, extinguiram a vila e devolveram o território a Camamu. Em 24 de julho de 1933, o Decreto nº 8.562 recriou o município, reinstalado em 31 de julho — e o Decreto estadual nº 11.089, de 30 de novembro de 1938, extinguiu-o outra vez, anexando-o de novo a Camamu. A emancipação definitiva só veio pela Lei estadual nº 4.835, de 24 de fevereiro de 1989, com instalação em 2 de fevereiro de 1990. Convém uma advertência: o texto histórico que a própria Prefeitura enviou ao IBGE diz que o desmembramento ocorreu em 1998 — a data está errada, e o próprio IBGE registra 1989 no campo de formação administrativa. O primeiro pedido de emancipação, negado, é de 1962; o segundo, de 1980, foi motivado pela expansão do cultivo da seringueira.