História
A história institucional de Carmo da Mata é a de um território recortado dos dois vizinhos que hoje decidem a vida judicial dela. O distrito nasceu com o nome de Carmo da Mata da Ermida pela Lei Provincial nº 3.202, de 23 de setembro de 1884, e a criação foi confirmada pela Lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891. Nos quadros de 1911, nos de apuração do Recenseamento de 1920 e no fixado pela Lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, ele já se chama Carmo da Mata e figura no município de Oliveira, onde permanece nas divisões de 1933, 1936 e 1937 e no quadro anexo ao Decreto-Lei estadual nº 88, de 30 de março de 1938. A emancipação veio no fim daquele mesmo ano: o Decreto-Lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, criou o município de Carmo da Mata com o distrito único de Carmo da Mata, desmembrado de Oliveira e acrescido de parte do território de Itapecerica. O Decreto-Lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, deu ao distrito mais um pedaço do distrito-sede de Oliveira. Judicialmente, o município continuou no termo e comarca de Oliveira em 1939-1943, no quinquênio 1944-1948 e no quadro da Lei nº 336, de 27 de dezembro de 1948 — e só no quadro da Lei nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, para vigorar de 1954 a 1958, aparece como comarca própria. Vale reler a lista de hoje com isso na mão: Oliveira, de quem o município se desmembrou e a cuja comarca pertenceu por quinze anos, é a primeira da fila para substituir esta vara quando ela fica vaga; Itapecerica, que cedeu terra em 1938, é o juiz das garantias. Quase noventa anos depois, os dois vizinhos do desmembramento continuam dentro do processo.