História
Itapecerica se chamou São Bento de Tamanduá e foi, por quase dois séculos, a mãe territorial do Oeste mineiro. Começou como ponto de descanso na picada aberta entre o litoral e a Capitania de Goiás, no lugar que o verbete do IBGE chama de Conquista do Campo Grande da Picada de Goiás; virou arraial com a chegada dos que buscavam ouro no fim dos anos 1730, e a Câmara da Vila de São José Del Rey tomou posse do arraial e de seus mananciais em 30 de maio de 1744. A paróquia de São Bento é de 15 de fevereiro de 1757. O Visconde de Barbacena promoveu o arraial a vila em 20 de novembro de 1789, e o pelourinho se ergueu atrás da Matriz em 18 de janeiro de 1790. Cidade em 4 de outubro de 1862 (Lei Provincial nº 1.148), ainda como São Bento de Tamanduá; Itapecerica a partir de 19 de outubro de 1882 (Lei Provincial nº 2.995). A comarca foi instalada em 21 de março de 1892. Daí em diante a história é de subtração. O distrito de Henrique Galvão, criado em 1839 sob Itapecerica, foi desmembrado pela Lei estadual nº 556, de 30 de agosto de 1911, instalado em 1º de junho de 1912 e rebatizado Divinópolis pela Lei estadual nº 590, de 3 de setembro de 1912 — a cidade que hoje concentra a Justiça Federal, a Justiça do Trabalho e o grupo de juizados a que Itapecerica responde nasceu como distrito seu. Em 1923 a Lei estadual nº 843 transferiu Santo Antônio dos Campos de Itapecerica para a nova Divinópolis. E a Lei estadual nº 2.764 desmembrou de uma vez Camacho, Pedra do Indaiá e São Sebastião do Oeste, ex-São Sebastião do Curral, criando ao mesmo tempo o distrito de Neolândia. Sobraram quatro distritos e a comarca.