História
Catuji começou como garimpo. O verbete do IBGE liga a origem do lugar à mineração e a um nome, Jovelino Maciel, apontado como fundador, e registra o primeiro topônimo, Três Barras, tirado dos três pequenos rios da região. A história que se pode documentar em lei começa em 1953: a Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro daquele ano, criou o distrito com o nome de Catugi, com terras desmembradas do distrito de Itaipé, subordinado ao município de Novo Cruzeiro. Nove anos depois, a Lei nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962 — a grande lei de divisão administrativa de Minas — transferiu o distrito de Catugi para o novo município de Itaipé, que nascia ali, e é em Itaipé que o IBGE o registra nas divisões territoriais de 1963 e de 1988. A emancipação veio com a Lei nº 10.704, de 27 de abril de 1992, que criou de uma só vez 33 municípios mineiros e, no item 5 do seu Anexo I, deu à lista "Catuji (ex-Catugi)", com Itaipé como município remanescente; o município foi instalado em 1º de janeiro de 1993. A mesma lei retificou a grafia, trocando o g pelo j, e fixou os limites com Itaipé, Caraí e Teófilo Otoni por córregos, ribeirões e divisores de águas. A trajetória tem uma ironia jurídica: o distrito que nasceu em Novo Cruzeiro, passou a Itaipé e se separou dele voltou, na Justiça, a responder ao fórum de Novo Cruzeiro, junto com o próprio Itaipé.