História
Novo Oriente de Minas nasceu de duas aglomerações vizinhas. A primeira era o povoado de Jaboti, no município de Teófilo Otoni, depois chamado Frei Gonzaga em homenagem a um sacerdote franciscano. A Lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948 — a mesma que emancipou Ladainha —, fez de Frei Gonzaga um distrito, com terras tiradas do distrito de Pavão, subordinado a Teófilo Otoni. A segunda nasceu numa fazenda. Em 1936, João Roque e a mulher, Cristina Ferreira Coimbra, compraram as terras de Inácio Pereira; em 1946 descobriu-se que o subsolo era rico em pedras semipreciosas, e vieram os garimpeiros e, atrás deles, o pequeno comércio. João Roque quis organizar uma feira livre em Frei Gonzaga e procurou os líderes políticos locais; a feira não pegou. Ele então a montou na própria fazenda, e ali ela prosperou. Com as feiras e os eventos, a fazenda virou povoado, com o nome de Belo Oriente. O histórico que a Prefeitura publica guarda os marcos de uma vila que se fez em mutirão: nos anos 1950, a primeira professora, Alexandrina Sena Lima, dava aula na própria casa, até que João Roque doou terreno para um salão; em outro terreno doado por ele levantou-se, com dinheiro de festas, a igreja católica, onde a primeira missa foi celebrada por Frei Obaldo. O primeiro bispo a visitar Belo Oriente foi Dom José Maria Pires, da Diocese de Araçuaí; o Padre Domingos chegou em 1974. Em 23 de julho de 1975 instalou-se o cartório de registro civil e notas, e em novembro de 1976 chegou a energia elétrica, inaugurada pelo prefeito de Teófilo Otoni. A emancipação teve dois capítulos. A Lei estadual nº 10.703, de 27 de abril de 1992, criou o município de Novo Oriente de Minas, "ex-Frei Gonzaga, sede em Belo Oriente", com os distritos da sede e de Rio Pretinho; a lei foi declarada inconstitucional, e a Assembleia Legislativa a publica com essa anotação no título. A criação definitiva veio com a Lei estadual nº 12.030, de 21 de dezembro de 1995, que criou dezenas de municípios mineiros de uma vez: no item LII, Novo Oriente de Minas, ex-Frei Gonzaga, desmembrado de Teófilo Otoni, sem outros distritos — Rio Pretinho ficou com Teófilo Otoni — e com a anotação "Comarca: Teófilo Otôni". O município foi instalado em 1º de janeiro de 1997. Na Justiça, portanto, Novo Oriente nunca saiu de Teófilo Otoni: foi distrito da comarca, e é município da comarca.