História
A história de Pavão, pelos registros públicos que a contam, é curta, rural e toda amarrada a Teófilo Otoni. O verbete do IBGE, escrito com informação da Prefeitura e registrado em 2002, começa em 1914: o desbravador Ladislau Rodrigues, o Lau Rodrigues, entrou na região com João Henrique Ferreira e Henrique Bussu à procura de terra para trabalhar e se fixou onde hoje é a sede. Vieram depois famílias sertanejas com tropas, que derrubaram mata, abriram pasto e plantaram milho, feijão, arroz e mandioca. O mesmo texto registra garimpo entre as atividades do povoado nascente. Os marcos que o verbete escolhe dizem muito sobre o isolamento do lugar. Em 1944 foi instalada a agência postal dos Correios, e o primeiro estafeta, Mariano Rodrigues, levava as cartas num burrinho, a pé, no percurso entre Machacalis e Teófilo Otoni. No mesmo ano nasceu a primeira escola municipal, com a professora dando aula na própria casa. Em 1949 um morador de Teófilo Otoni custeou o prédio escolar, o cemitério e escolas isoladas; em 1951 foi erguida a matriz do Sagrado Coração de Jesus, pelo primeiro vigário, Frei Apolônio, com o trabalho do povo; e em 19 de março de 1954 a escola municipal virou Escolas Reunidas, estaduais, com o nome de Benjamim da Cunha — hoje Escola Estadual Benjamim da Cunha, funcionando desde 2 de agosto de 1954. A formação administrativa é a parte que interessa a esta página, porque explica por que a comarca é a que é. O portal da Prefeitura registra que o Decreto-Lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, fez de Pavão distrito de Teófilo Otoni, numa área que confrontava com os povoados de Belo Oriente — hoje o município de Novo Oriente de Minas —, Frei Gonzaga e Americaninha; que a Lei nº 336, de 27 de dezembro de 1948, criou o distrito de Frei Gonzaga, antigo povoado de Jaboti, com terras tiradas do distrito de Pavão; e que a Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, elevou Pavão a município, desmembrado de Teófilo Otoni, com instalação em 1º de março de 1963. O texto original da Lei nº 2.764/1962, no acervo da Assembleia, confirma a parte da lei: Pavão aparece no item 486 do Anexo nº 1 com um só distrito, o da sede, e Frei Gonzaga continua listado entre os distritos de Teófilo Otoni no item 687. Foram vinte e quatro anos como distrito da cidade que ainda hoje o julga.