História
Itinga começou na água. Em 1805, pelo que registra o IBGE, o Capitão-Mor João da Silva Santos subiu o Jequitinhonha com treze canoas, a mando do Governador da Bahia, até a barra do Pombal, e ali teve origem Santo Antônio do Barreiro do Itinga. Vinte anos depois o tenente João Antunes de Oliveira, hospedado na fazenda Barra do Rio Itinga, de Manoel de Jesus Maria, levantou a primeira capela e o cemitério, e em volta deles cresceu um povoado de agropecuária. O nome é o do rio, em tupi-guarani: "rio da água branca". Por quase um século a povoação foi distrito — criado pela lei provincial nº 670, de 1854, e, desde a lei estadual nº 2, de 1891, subordinado a Arassuaí, a vila rio acima. A emancipação chegou no último dia de 1943, pelo ato estadual nº 1.058, o mesmo que tirou Caraí de Araçuaí; a lei estadual nº 336, de 1948, deu ao município o distrito de Jacaré, e a de 1982, o de Ponto dos Volantes. O mapa encolheu em 1995, quando a lei estadual nº 10.703 levou Ponto dos Volantes e Santana do Araçuaí para formar um município novo. O que não mudou foi a direção do fórum: hoje, como quando era distrito, Itinga responde na Justiça à cidade de onde saiu — a comarca de Araçuaí, instalada em 1892, meio século antes de Itinga ser município.