História
A história de Medina é a de um município que deu de si até sobrar só o essencial — e de uma comarca que guardou tudo o que o município perdeu. O ponto de partida é 1824, quando um espanhol de sobrenome Medina se afazendou na margem do sertão do Jequitinhonha e chamou o lugar de Santa Rita, pela data da chegada. Vieram depois, da Bahia, um padre e um posseiro à frente de cinquenta índios e outros tantos escravizados; em 1847 rezou-se a primeira missa, e em terreno doado por Maria Gonçalves ergueu-se a primeira igreja. O povoado foi distrito de Araçuaí e depois de Fortaleza — hoje Pedra Azul. O Decreto-Lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, tirou-lhe o santo do nome e deu-lhe categoria de município, instalado em 1º de janeiro de 1939 com três distritos: Medina, Comercinho e Itaobim. Em 1943 o Decreto-Lei estadual nº 1.058 criou um quarto, Tuparecê, com terra tirada de Comercinho e sede no povoado de Santo Antônio. Depois começou a subtração: a Lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, emancipou Comercinho com efeito a partir de 1º de janeiro de 1949, e a Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, emancipou Itaobim. Sobraram dois distritos, Medina e Tuparecê, e assim está até hoje. Só que, no meio dessa perda territorial, entrou um ganho institucional: em 23 de junho de 1951 instalou-se a comarca, que antes não existia — no quadro judiciário de 1944-1948 o território medinense era termo da comarca de Pedra Azul. A comarca nasceu com o desenho do município de 1938, e ficou com ele: os dois filhos emancipados continuam respondendo ao fórum da mãe.