Cidade de MG

Medina

Medina tem 20.156 habitantes (Censo 2022) em 1.435,9 km² no baixo Jequitinhonha, a 650 km de Belo Horizonte. A comarca do TJMG, instalada em 23 de junho de 1951, é de primeira entrância e tem vara única no Fórum Doutor Antenor da Cunha Melo. Respondem a ela três municípios: Medina, Comercinho e Itaobim — este último é comarca criada por lei e nunca instalada, razão de ter no próprio território uma Sala do Fórum Digital do TJMG. Não há presídio em Medina, mas há em Itaobim (PRIBM, 15ª RISP), e por isso a execução penal de quem está recolhido lá corre na Vara Única de Medina, pela Portaria Conjunta nº 344/2014. Juiz das garantias em par recíproco com a 1ª Vara de Pedra Azul (PC 1.818/2026), sem alcançar os crimes dolosos contra a vida, que ficam com o Júri da comarca. Justiça Federal em Teófilo Otoni, com Unidade Avançada de Atendimento na própria cidade; a comarca deixou de ter competência federal delegada. Justiça do Trabalho partida: Medina e Comercinho em Almenara, Itaobim em Araçuaí.

UF
MG
Porte
pequena
População
20.156 hab.

Para questões judiciais em Medina (MG), o juízo competente é da Comarca de Medina — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

Pessoa presa e a família sem informação? Veja como localizar uma pessoa presa em Minas Gerais — o passo a passo com os canais oficiais do estado.

Crimes dolosos contra a vida

Tribunal do Júri em Medina/MG

Homicídio, feminicídio, infanticídio, aborto e induzimento ao suicídio — os crimes dolosos contra a vida, consumados ou tentados — não são julgados por um juiz, e sim pelo Tribunal do Júri (art. 5º, XXXVIII, da Constituição). Para um fato ocorrido em Medina/MG, o julgamento é no Júri da Comarca de Medina: a competência é do lugar do crime (art. 70 do CPP), salvo desaforamento (art. 427 do CPP). Como o Júri está organizado nesta comarca — vara que o preside, fórum, jurisdição — está descrito mais abaixo, em Órgãos e instituições e no Panorama jurídico desta página.

No Júri, quem decide são sete jurados sorteados entre moradores da comarca, que votam em sigilo e sem justificar o voto (arts. 406 a 497 do CPP). O rito tem duas fases: a instrução preliminar, que termina em pronúncia, impronúncia, absolvição sumária ou desclassificação, e o plenário, em que a prova é debatida diante dos jurados e a defesa fala por último. Por isso a defesa em plenário é ofício próprio: quesitação, prova oral, tese e réplica se decidem na sessão, e o que não chega ao plenário não conta. A Constituição assegura ao acusado a plenitude de defesa — mais do que a ampla defesa dos demais processos — e é o advogado quem a exerce.

Felipe Smargiassi (OAB/MG 155.242) atua em plenário do Júri em Minas Gerais — a partir de Guaxupé, no Sul de Minas, em qualquer comarca do estado. Minas tem uma tradição própria de plenário, a chamada escola mineira do Júri; é nessa tradição que o escritório trabalha.

Precisa de um advogado?

Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

Resposta em horário comercial · Sigilo profissional

Particularidades

História

A história de Medina é a de um município que deu de si até sobrar só o essencial — e de uma comarca que guardou tudo o que o município perdeu. O ponto de partida é 1824, quando um espanhol de sobrenome Medina se afazendou na margem do sertão do Jequitinhonha e chamou o lugar de Santa Rita, pela data da chegada. Vieram depois, da Bahia, um padre e um posseiro à frente de cinquenta índios e outros tantos escravizados; em 1847 rezou-se a primeira missa, e em terreno doado por Maria Gonçalves ergueu-se a primeira igreja. O povoado foi distrito de Araçuaí e depois de Fortaleza — hoje Pedra Azul. O Decreto-Lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, tirou-lhe o santo do nome e deu-lhe categoria de município, instalado em 1º de janeiro de 1939 com três distritos: Medina, Comercinho e Itaobim. Em 1943 o Decreto-Lei estadual nº 1.058 criou um quarto, Tuparecê, com terra tirada de Comercinho e sede no povoado de Santo Antônio. Depois começou a subtração: a Lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, emancipou Comercinho com efeito a partir de 1º de janeiro de 1949, e a Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, emancipou Itaobim. Sobraram dois distritos, Medina e Tuparecê, e assim está até hoje. Só que, no meio dessa perda territorial, entrou um ganho institucional: em 23 de junho de 1951 instalou-se a comarca, que antes não existia — no quadro judiciário de 1944-1948 o território medinense era termo da comarca de Pedra Azul. A comarca nasceu com o desenho do município de 1938, e ficou com ele: os dois filhos emancipados continuam respondendo ao fórum da mãe.

Economia

A economia de Medina não está na lavoura e não está no eucalipto — está no gado e no leite, e é modesta em qualquer medida. A Produção Agrícola Municipal de 2023 soma R$ 3,04 milhões em todas as culturas juntas, e o ranking diz o tipo de agricultura que existe: mandioca (R$ 930 mil), feijão em grão (R$ 921 mil), cana-de-açúcar (R$ 400 mil), milho (R$ 189 mil) e banana em cacho (R$ 127 mil) — mandioca e feijão à frente de tudo é assinatura de lavoura de subsistência e de mercado local, não de commodity. A Pesquisa da Pecuária Municipal do mesmo ano registra 31.849 bovinos, 2.959 suínos, 2.457 equinos, 38.560 galináceos, 520 caprinos e 304 ovinos, com 5,6 milhões de litros de leite, 168 mil dúzias de ovos e 630 quilos de mel, num valor total de produção de origem animal de R$ 12,65 milhões — mais de quatro vezes a lavoura inteira. Da silvicultura quase nada: mil metros cúbicos de lenha de eucalipto em 2023, o oposto do que se vê nas comarcas do alto Jequitinhonha. O PIB de 2023 foi de R$ 330,7 milhões, e é ele que dá a Medina o peso que a população não dá: 24,21% de toda a microrregião de Pedra Azul. Para a advocacia, o desenho é reconhecível — arrendamento e parceria rural, divisão e demarcação de fazenda, usucapião e retificação de registro, inventário de propriedade rural, acidente e vínculo de trabalho no pasto e na carvoaria, e o contencioso previdenciário rural que, aqui, deixou de ser causa do fórum estadual.

Panorama jurídico

Três coisas fazem de Medina um caso incomum no mapa penal mineiro, e as três contrariam a leitura rápida. A primeira: a comarca julga mais do que a lei parece dizer. O Anexo II da LC 59/2001 dá a Medina só Medina e Comercinho, porque reserva um item próprio para a comarca de Itaobim — comarca criada por lei, com cargo de juiz numerado à espera, e nunca instalada. Como o artigo 3º, § 3º, da mesma lei mantém o município vinculado à comarca originária até a instalação, Itaobim responde a Medina, e o TJMG mantém lá uma Sala do Fórum Digital para provar isso na prática. Quem lê só o anexo publica dois terços da jurisdição. A segunda: a cidade não tem presídio, e é exatamente por isso que a informação precisa ser dita — porque o presídio está em Itaobim, que é da comarca, e o artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 fixa a execução penal no juízo da comarca onde o condenado estiver recolhido. Resultado: a Vara Única de Medina decide progressão, remição, livramento e falta grave de todo preso do PRIBM, venha a condenação de onde vier — e perde o processo no dia em que o preso for transferido, porque o artigo 3º obriga o juízo a declinar e remeter os autos de imediato. A terceira: a investigação não é decidida aqui. Pela Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025 e pelo Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026, a Vara Única de Medina e a 1ª Vara de Pedra Azul são juiz das garantias uma da outra — par recíproco entre entrâncias diferentes — de modo que prisão, cautelar, quebra de sigilo e audiência de custódia do inquérito de Medina são decididas a 50 km, ainda que a secretaria que processa continue sendo a de Medina. A exceção é o que mais importa: crime doloso contra a vida está fora do rodízio pelo artigo 3º da Resolução, e o inquérito de homicídio de Medina, de Comercinho ou de Itaobim fica com o juízo que depois presidirá o Júri, no próprio fórum. Some-se a isso uma Justiça Federal em Teófilo Otoni com posto avançado na própria cidade e uma Justiça do Trabalho repartida entre Almenara e Araçuaí, e tem-se uma comarca pequena em que errar de foro é fácil. A banca atua na comarca de Medina em defesa criminal, Tribunal do Júri e execução penal, nos limites éticos da advocacia e sem promessa de resultado.

Patrimônio

O patrimônio de Medina é toponímico, e está guardado em dois lugares improváveis: um calendário judicial e um endereço de cartório. A cidade se chamou Santa Rita, depois Santa Rita de Medina, e só perdeu a santa em 1938. A santa não saiu de cena: o Guia Judiciário do TJMG ainda publica 22 de maio — dia de Santa Rita, e o dia em que o fundador chegou em 1824 — entre os feriados municipais da comarca, ao lado de 24 de junho, de São João, e de 14 de agosto. E o Registro de Imóveis, Títulos e Documentos da comarca funciona na Praça Santa Rita, número 110. O fórum, por sua vez, leva o nome de um doutor Antenor da Cunha Melo e fica no bairro Cidade Jardim, fora do centro — arranjo urbano de comarca instalada em meados do século XX, quando a cidade já tinha centro formado. Os nomes dos lugares da comarca contam o resto da história: Comercinho guarda em Água Branca de Minas um distrito com cartório próprio a 35 km do fórum; Tuparecê, criado em 1943, tem sede no antigo povoado de Santo Antônio; e Itaobim, que foi distrito de Medina até 1962, hoje é município com presídio, com cartório e com uma sala digital do Tribunal, esperando desde a Lei Complementar 59 a instalação da comarca que a lei lhe deu.

Curiosidades

Quatro coisas que enganam quem procura Medina pelos portais oficiais. A primeira é geográfica e sai errada na aritmética: a consulta de municípios e distritos do Guia Judiciário diz que Itaobim está a 43 km da sede da comarca e a 606 km da capital, enquanto Medina, a sede, está a 650 km — o município jurisdicionado aparece 44 km mais perto de Belo Horizonte do que o fórum a que responde. Por isso esta ficha só usa a coluna "Distância Comarca". A segunda é hierárquica: nas classificações do IBGE, Medina é apenas um município da microrregião e da região imediata de Pedra Azul; na organização judiciária, é Medina que é comarca e Pedra Azul que não tem jurisdição sobre ela. A terceira é histórica e fecha um círculo: até 1951, o processo do medinense corria em Pedra Azul, que na época se chamava Fortaleza e de onde Medina foi desmembrada em 1938. Hoje as duas são juiz das garantias uma da outra, e Pedra Azul é a primeira da fila para substituir Medina se a comarca vagar — a comarca-mãe virou par. A quarta é federal e parece contradição: existe um posto da Justiça Federal em Medina desde 2022, e é justamente por causa dele que a comarca deixou de poder julgar ação contra o INSS. Na linha da Subseção de Teófilo Otoni, no Anexo III da resolução do TRF6, a coluna das comarcas que conservam a competência federal delegada vem vazia: nenhuma das catorze conserva.

Educação e cidadania

Mapa prático de quem precisa da Justiça em Medina. Processo estadual, Tribunal do Júri, violência doméstica e execução penal: Fórum Doutor Antenor da Cunha Melo, Rua David Antunes Guimarães, 51, Cidade Jardim, telefones (33) 3753-3250, 3753-3251 e 3753-3252, além do (33) 98448-6751; a secretaria da Vara Única atende em mda1secretaria@tjmg.jus.br, a Contadoria/Tesouraria em mdacontadoria@tjmg.jus.br e o CEJUSC, para conciliação, em cejusc.mda@tjmg.jus.br. Advogado: sala da OAB no próprio fórum, telefone (33) 3753-1268, das 8h às 11h e das 13h às 18h, e-mail medina@oabmg.org.br. Benefício previdenciário, FGTS, tributo federal e crime de competência da União: Subseção Judiciária de Teófilo Otoni, com atendimento presencial na Unidade Avançada de Atendimento da Rua Olinta de Melo, 51, Centro, uaa.tot@trf6.jus.br — e atenção, porque a ação contra o INSS não corre mais no fórum estadual. Reclamação trabalhista: Vara do Trabalho de Almenara (vt.almenara@trt3.jus.br, (33) 98421-5532) para quem mora em Medina ou em Comercinho; Vara do Trabalho de Araçuaí (vt.aracuai@trt3.jus.br, (33) 98449-1428) para quem mora em Itaobim. Registro de imóvel, inventário, escritura e protesto: Registro de Imóveis na Praça Santa Rita, 110, (33) 3753-1007, e Tabelionato de Notas e Protesto na Rua Francisco Figueiredo, 10, (33) 3753-1561. Preso: Presídio de Itaobim, Rua Senador Lúcio Bittencourt, 660, (33) 3734-1283, com o processo de execução no fórum de Medina. Prefeitura na Rua 7 de Setembro, 22, Centro. Três advertências. Esta ficha não publica Ministério Público, Defensoria Pública, delegacia da Polícia Civil, zona eleitoral nem Câmara Municipal de Medina: os portais desses órgãos não entregaram o dado em consulta direta em 20 de setembro de 2026, e a ausência aqui não significa ausência do serviço. O telefone da Prefeitura está publicado com ressalva, porque o prefixo divergiu de todas as outras linhas fixas oficiais da cidade. E este site é de advocacia particular — não é canal oficial de nenhum órgão público, tribunal, presídio ou secretaria.

Segurança e fronteira

Para quem tem alguém preso, a pergunta prática em Medina tem duas respostas, e convém não confundi-las. Onde está o corpo: no Presídio de Itaobim (PRIBM), Rua Senador Lúcio Bittencourt, 660, Bairro Santo Antônio, Itaobim, telefone (33) 3734-1283, a 43 km da sede da comarca — não há unidade prisional dentro do município de Medina, e isso foi verificado percorrendo a relação inteira do Depen-MG/Sejusp, das dezenove Regiões Integradas de Segurança Pública, sem uma única ocorrência do nome do município. Onde está o processo: na Vara Única de Medina, porque o juízo da execução é o da comarca em que o condenado está recolhido, e Itaobim é município desta comarca. Visita, saúde, pertences e pedido de transferência se resolvem na unidade; progressão de regime, remição, livramento condicional, unificação de penas e defesa em procedimento de falta grave se resolvem no fórum de Medina. A ressalva é a mudança de endereço do preso: uma remoção para a Penitenciária de Teófilo Otoni, única penitenciária da 15ª RISP, ou para qualquer outro presídio faz o processo viajar atrás dele, com prazo de trinta dias para a remessa dos autos e sem aviso nenhum à família — o rastro é a guia de recolhimento e o SEEU. A relação oficial não publica capacidade nem regime das unidades e protege os endereços eletrônicos por script, de modo que esta ficha não reproduz e-mail de presídio. E a relação foi lida em cópia arquivada de janeiro de 2026, porque o portal do Depen-MG está suspenso durante o período de vedações eleitorais de 2026.

Dados do município

Gentílico
medinense
Mesorregião
Jequitinhonha
Microrregião
Pedra Azul
Área (km²)
1435.903
População (Censo 2022)
20.156
Densidade demográfica (hab/km²)
14.04

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Impostos e dívidas com o Estado de Minas Gerais

IPVA atrasado, ITCD de herança ou doação, ICMS, taxas, dívida ativa na AGE-MG e protesto de CDA valem para Medina como para qualquer cidade mineira — os guias mostram o caminho oficial e quando cabe defesa.

Órgãos e instituições — Medina/MG

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Medina
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG)
Entrância
primeira entrância
Instalação
O Guia Judiciário do TJMG dá 23 de junho de 1951 como data de instalação da comarca. Aqui a ordem é a que a intuição espera, e em Minas isso não é regra: o município veio primeiro — Decreto-Lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, instalado em 1º de janeiro de 1939 — e a comarca veio treze anos depois. A prova de que 1951 é a primeira instalação, e não o retorno de uma comarca suprimida, está no quadro judiciário anterior: no Decreto-Lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, que fixou a divisão judiciária do quinquênio 1944-1948, Medina não aparece entre as comarcas nem entre os termos — a lista de circunscrições exclusivamente judiciárias traz, no número 109, a comarca de Pedra Azul (ex-Fortaleza) com termo único. Ou seja: antes de 1951 o processo do medinense corria em Pedra Azul. Comarca instalada e em funcionamento, com uma vara; não é caso de comarca criada em lei e por instalar.
Classificação
Primeira entrância, e por aritmética, não por tamanho da cidade: o artigo 8º, inciso II, da Lei Complementar estadual nº 59, de 2001, classifica como de primeira entrância a comarca que tem apenas uma vara instalada. Medina tem uma. O Anexo I da mesma lei a relaciona no item I.2.III — Primeira Entrância, Primeira Parte, sob o número 98, com um cargo de Juiz de Direito (JPE-98), e o Guia Judiciário confirma "Entrância: Primeira". A coluna 4 do Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026 também diz "Primeira", mas essa coluna não é fonte de entrância em Minas — erra com frequência, e aqui apenas coincide.
Estrutura
Vara única no Fórum Doutor Antenor da Cunha Melo, com a secretaria no endereço mda1secretaria@tjmg.jus.br. A consulta de justiça comum do Guia devolve quatro blocos de órgão, e nenhum deles é uma segunda vara: a Administração do Fórum, com a Direção do Foro e a Sala da Administração; o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania, o CEJUSC (cejusc.mda@tjmg.jus.br); a Contadoria/Tesouraria (mdacontadoria@tjmg.jus.br), que abriga também a Distribuição de Feitos; e a Vara Única. Como a paginação dessa consulta corta de dez em dez blocos de órgão, quatro blocos cabem inteiros na primeira página — a segunda, pedida com paginaFlag=forum e pagina=2, vem sem nenhum órgão, o que fecha a contagem. Dentro do bloco da Administração do Fórum o Guia lista ainda uma Sala do Fórum Digital — Unidade Itaobim, na Rua Paraíba, 505, Centro, Itaobim, CEP 39625-000: é o posto de atendimento que o TJMG mantém no município de uma comarca criada e nunca instalada. Não há Juizado Especial autônomo — a consulta própria de Juizados não retorna resultado — e a comarca integra o Grupo Jurisdicional JESP de Teófilo Otoni. No PJe, a Vara Única recebeu as classes cíveis e as dos Juizados Especiais Cíveis em 19 de agosto de 2019 (Aviso Conjunto nº 7/CGJ/2019) e as da Infância e Juventude em 15 de maio de 2020 (Aviso Conjunto nº 30/CGJ/2020); a página de implantações não registra os feitos criminais, e esta ficha não afirma em que sistema eles tramitam.
Endereço
Fórum Doutor Antenor da Cunha Melo — Rua David Antunes Guimarães, 51, Cidade Jardim, Medina - MG, CEP 39620-000
Telefone
Jurisdição
Três municípios respondem ao Fórum Doutor Antenor da Cunha Melo: Medina, Comercinho e Itaobim. Perguntado por qualquer um dos outros dois, e também pelos distritos, o Guia Judiciário responde a mesma frase seca — a localidade "não é uma Comarca" e "pertence à Comarca de Medina" — e isso vale para Comercinho, para Itaobim, para Tuparecê e para Água Branca de Minas. A consulta de municípios e distritos integrantes distingue os dois níveis pela estrutura da própria tabela: Comercinho, Itaobim e Medina saem em célula larga, de município; Água Branca de Minas (de Comercinho) e Tuparecê (de Medina) saem em duas células estreitas, de distrito. As distâncias à sede da comarca: Água Branca de Minas 35 km, Tuparecê 42 km, Comercinho e Itaobim 43 km cada.
Composição legal
A lei e o Guia não dizem a mesma coisa, e a diferença tem nome. O Anexo II da LC 59/2001 dá à comarca de Medina, no item 184, apenas dois municípios — Medina e Comercinho — porque reserva um item próprio, o 140, para a comarca de Itaobim, com o município de Itaobim. Só que a comarca de Itaobim foi criada e nunca instalada: está no Anexo I, item I.2.III — Primeira Entrância, Segunda Parte, sob o número 7, com um cargo de Juiz de Direito à espera (JPE-178), e o artigo 10, inciso IV, da mesma lei diz que ali haverá juiz "a partir de sua instalação". Enquanto isso não acontece, vale o artigo 3º, § 3º, acrescentado pela Lei Complementar nº 166, de 2022: até a instalação das comarcas criadas, prevalecem a divisão judiciária e a competência anteriores, permanecendo os municípios vinculados à comarca originária. É por isso que o Guia devolve Itaobim como parte de Medina. A composição real da comarca — três municípios — tem terceira prova, independente do TJMG: a página oficial da Unidade Avançada de Atendimento da Justiça Federal em Medina publica uma tabela de jurisdição em que a comarca de Medina aparece com Comercinho, Itaobim e Medina.
Substituição comarca vaga
A consulta de substituição de comarcas vagas devolve duas tabelas, e elas não são espelho uma da outra. Na que lista quem substitui Medina: Pedra Azul em 1º lugar (50 km), Jequitinhonha em 2º (110 km), Almenara em 3º (159 km) e Araçuaí em 4º (119 km) — a ordem, note-se, não é por distância. Na que lista as comarcas que Medina substitui: Araçuaí em 1º (118 km), Pedra Azul também em 1º (50 km), Jequitinhonha em 2º (110 km) e Almenara em 4º (159 km) — dois primeiros lugares, nenhum terceiro, e Araçuaí com um quilômetro de diferença entre as duas leituras. Esta ficha registra as duas tabelas como a fonte as publica e não as reconcilia.
Tribunal juri
O Tribunal do Júri é órgão da própria comarca, por força do artigo 9º, § 3º, da LC 59/2001, e não desce a distrito judiciário, por força do artigo 3º, § 1º. Em comarca de vara única a consequência é direta e não depende de resolução nenhuma: quem preside o Conselho de Sentença é o juiz da Vara Única de Medina. O homicídio praticado em Comercinho, em Itaobim, em Tuparecê ou em Água Branca de Minas é julgado por júri reunido no Fórum Doutor Antenor da Cunha Melo, em Medina, a até 43 km do lugar do fato — e não em Pedra Azul, nem em Teófilo Otoni, nem na capital.
Execução penal
Aqui está a resposta menos óbvia desta ficha, e a que mais interessa a família de preso. Não há unidade prisional no município de Medina: o nome do município não aparece uma única vez na relação de unidades prisionais do Depen-MG/Sejusp, lida por inteiro. Mas há unidade prisional na comarca — o Presídio de Itaobim (PRIBM), na Rua Senador Lúcio Bittencourt, nº 660, Bairro Santo Antônio, Itaobim, telefone (33) 3734-1283 —, e Itaobim é município da comarca de Medina. Como o artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG manda a guia de recolhimento, provisória ou definitiva, tramitar no juízo de execução da comarca onde o condenado estiver recolhido, quem está preso no PRIBM tem progressão, remição, livramento condicional, detração, soma de penas e falta grave decididos pela Vara Única de Medina — tenha sido condenado em Itaobim, em Belo Horizonte ou em outro estado. O parágrafo único do mesmo artigo cuida do outro lado: estando o condenado solto, a execução corre na comarca do endereço residencial, de modo que regime aberto, pena restritiva de direitos, sursis e livramento de quem mora em Medina, Comercinho ou Itaobim ficam na Vara Única daqui. Provisório e definitivo correm no mesmo juízo, e a guia provisória sai imediatamente após a sentença ou o acórdão, sem esperar o trânsito em julgado (artigo 2º). A ressalva que ninguém avisa é a transferência: pelo artigo 3º, o juízo declina da competência e remete os autos "imediata e diretamente" ao juízo de destino a cada mudança de presídio, ressalvadas as informações em habeas corpus e, desde que instruídos os autos, as pendências sobre benefícios, medidas urgentes de integridade física ou saúde, faltas disciplinares e soma ou unificação de penas — com prazo de trinta dias para a remessa (artigo 4º) e com a oitiva do preso já transferido a cargo do juízo declinado (artigo 3º, § 2º). Na prática, uma remoção do PRIBM para a Penitenciária de Teófilo Otoni tira o processo de Medina sem que a família saiba. Tramitação pelo SEEU, o Sistema Eletrônico de Execução Unificado do CNJ.
Execução penal estrutura
O tipo da unidade também decide estrutura, não só regime. O artigo 10, § 3º, da LC 59/2001 só obriga a instalação de vara de execução penal por circunscrição judiciária onde houver penitenciária — e na 15ª Região Integrada de Segurança Pública, que é a de Medina e de Itaobim, a única penitenciária é a de Teófilo Otoni. As treze unidades restantes da região são presídios. Comarca com presídio executa pela vara que tem: em Medina, a Vara Única, cujo juiz é também o Corregedor Permanente encarregado de fiscalizar as unidades prisionais existentes na comarca.
Juiz das garantias
No interior de Minas o juiz das garantias não é vara: é rodízio entre juízos, em vigor desde 25 de agosto de 2025 pela Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025, alterada pela Resolução nº 1.155/2026. Para comarca de vara única, o artigo 5º, inciso I, manda compor com outras comarcas da mesma região, e quem diz com quem é o Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026 (DJe de 15 de junho de 2026, publicação de 16 de junho), que deu nova redação ao Anexo I da Portaria Conjunta nº 1.709/PR/2025. Na 6ª Região, a tabela traz as duas linhas do par: a Vara Única de Medina funciona como juiz das garantias da 1ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais de Pedra Azul, e a 1ª Vara de Pedra Azul funciona como juiz das garantias da Vara Única de Medina. É par recíproco, e é par entre entrâncias diferentes — Medina de primeira, Pedra Azul de segunda. Não é rodízio interno nem cadeia de três, e não envolve a 2ª Vara de Pedra Azul, que na mesma tabela pareia com a 2ª Vara de Almenara. O par não é novidade da portaria de 2026: as mesmas duas linhas já constavam do Anexo Único original da PC 1.709/2025, e a alteração de 2026 não as tocou. Na prática, o inquérito aberto em Medina, em Comercinho ou em Itaobim tem prisão, liberdade, cautelares, quebra de sigilo, produção antecipada de prova, homologação de acordo de não persecução penal e audiência de custódia decididas pelo juiz de Pedra Azul, a 50 km — e a secretaria que processa tudo continua sendo a da Vara Única de Medina (artigo 7º, § 1º, da Resolução). Oferecida a denúncia, o feito volta ao juízo de Medina para instruir e julgar (artigo 2º, parágrafo único, e artigo 7º, inciso III).
Juiz das garantias exclusoes
O que fica fora do rodízio é justamente o que mais importa numa comarca de Júri. O artigo 3º da Resolução nº 1.109/2025 exclui da competência do juiz das garantias os crimes dolosos contra a vida, os de violência doméstica e familiar (Leis nº 11.340/2006 e nº 14.344/2022), as infrações de menor potencial ofensivo, os crimes militares, os procedimentos de vara colegiada e os de competência originária de tribunal. Logo, o inquérito de homicídio de Medina não vai a Pedra Azul: fica com o juízo natural da comarca, o mesmo que depois presidirá o Júri. E há marco temporal: o instituto não alcança ação penal cuja denúncia tenha sido recebida até 24 de agosto de 2025 (PC 1.709, artigo 3º), e os inquéritos e feitos criminais distribuídos antes da implantação — bem como as ações penais deles decorrentes — permanecem no juízo original, sem que o ato decisório anterior gere impedimento ou suspeição (artigo 9º, §§ 2º e 3º, acrescentados pela Resolução nº 1.155/2026).
Plantao microrregiao
Para o caso de o plantonista ficar impedido — o que acontece, pelo artigo 6º, § 1º, da PC 1.709/2025, quando o flagrante que ele recebe é de competência da própria unidade —, o Anexo II da mesma portaria organiza o estado em microrregiões que se substituem reciprocamente. Medina está na Microrregião III, com Águas Formosas, Almenara, Jacinto, Jequitinhonha e Pedra Azul, e a III se substitui com a Microrregião LII, formada por Araçuaí, Minas Novas, Salinas e Turmalina. O par é recíproco, mas não é simétrico em tamanho: seis comarcas de um lado, quatro do outro. Note que a primeira posição da ordem de substituição de comarca vaga também é Pedra Azul: a coincidência com o par de garantias é coincidência, porque as duas listas têm fontes e finalidades diferentes.

OAB — Subseção

Nome
Subseção da OAB/MG de Medina
E-mail
Estrutura
A relação oficial de salas da OAB/MG registra a subseção de Medina com um único espaço: a sala no Fórum, telefone (33) 3753-1268, aberta das 8h às 11h e das 13h às 18h, com o endereço eletrônico medina@oabmg.org.br. Não há, no documento, sala em Comercinho nem em Itaobim, e não há parlatório — o que é coerente com a inexistência de unidade prisional no município-sede, e deixa o atendimento ao preso do Presídio de Itaobim sem espaço próprio registrado na relação.
Ressalva
Rótulo, município do endereço, DDD e e-mail fecham entre si nessa linha — mas coerência interna não prova endereço vigente. O PDF situa a sala do Fórum na Rua Francisco Figueiredo, 250, Centro; o Guia Judiciário situa o Fórum Doutor Antenor da Cunha Melo na Rua David Antunes Guimarães, 51, Cidade Jardim. O documento da OAB/MG é de 18 de fevereiro de 2021 e o Guia é a fonte viva: esta ficha adota o Guia e trata o endereço do PDF como provavelmente antigo. O número ordinal da subseção não consta do documento.

Serviços federais na fronteira

Justica federal
Subseção Judiciária de Teófilo Otoni (SJMG/TRF6) — não há vara federal em Medina; há Unidade Avançada de Atendimento na Rua Olinta de Melo, 51, Centro, uaa.tot@trf6.jus.br.
Justica trabalho
Vara do Trabalho de Almenara (TRT-3) para Medina e Comercinho — vt.almenara@trt3.jus.br, (33) 98421-5532; Vara do Trabalho de Araçuaí para Itaobim — vt.aracuai@trt3.jus.br, (33) 98449-1428.
INSS
Atendimento por agendamento pelo telefone 135 ou pelo Meu INSS; a ação judicial contra o INSS corre na Justiça Federal em Teófilo Otoni, porque a comarca deixou de ter competência federal delegada.

Estabelecimentos penais

Panorama
Não há unidade prisional no município de Medina. A afirmação foi feita por leitura do texto integral da relação do Depen-MG/Sejusp, e não por índice: o topônimo Medina não aparece nenhuma vez nas dezenove Regiões Integradas de Segurança Pública. Há, porém, unidade prisional dentro da comarca — o Presídio de Itaobim (PRIBM), na Rua Senador Lúcio Bittencourt, nº 660, Bairro Santo Antônio, Itaobim, telefones (33) 3734-1283 e, no campo de fax, (33) 3734-1487. O endereço é o que prova a lotação, e este está em Itaobim, terceiro município da comarca de Medina. A unidade integra a 15ª RISP, a do Mucuri e do baixo Jequitinhonha, que reúne catorze unidades: a Penitenciária e o Presídio de Teófilo Otoni, o Presídio Doutor Carlos Vitoriano (em Araçuaí, nome que não cita a cidade) e os presídios de Águas Formosas, Almenara, Carlos Chagas, Itambacuri, Itaobim, Jacinto, Jequitinhonha, Malacacheta, Nanuque, Novo Cruzeiro e Pedra Azul. A relação não publica capacidade nem regime e protege os endereços eletrônicos por script, de modo que esta ficha não reproduz e-mail de unidade. A consequência jurídica está no bloco da comarca: quem está no Presídio de Itaobim executa a pena na Vara Única de Medina.

Justiça Federal

Subseção
Subseção Judiciária de Teófilo Otoni — Seção Judiciária de Minas Gerais (SJMG), Tribunal Regional Federal da 6ª Região
Jurisdição
A tabela de jurisdições da SJMG põe os três municípios da comarca — Medina, Comercinho e Itaobim — sob a Subseção Judiciária de Teófilo Otoni, ao lado de Almenara, Araçuaí, Capelinha, Carlos Chagas, Jequitinhonha, Malacacheta, Nanuque, Novo Cruzeiro, Pedra Azul e outras. É uma das maiores subseções de Minas em número de municípios, e a sede fica a mais de 200 km de Medina: previdenciário, FGTS, tributo federal e crime de competência da União do medinense correm em Teófilo Otoni.
Unidade avancada
Medina não é sede de subseção, mas tem porta federal aberta na própria rua. A Unidade Avançada de Atendimento de Medina, vinculada à Subseção de Teófilo Otoni, foi criada e instalada em 8 de junho de 2022 e funciona na Rua Olinta de Melo, 51, Centro, com o endereço eletrônico uaa.tot@trf6.jus.br e a Prefeitura Municipal de Medina como parceira. A própria página da unidade publica sua jurisdição em tabela de comarca por município, e ali a comarca de Medina aparece com Comercinho, Itaobim e Medina — razão pela qual esta ficha usa a UAA como contraprova da composição da comarca, independente do TJMG.
Competência delegada
A comarca de Medina DEIXOU de ter competência federal delegada. Quem responde isso não é a tabela de subseções, e sim o Anexo III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026 do TRF6, na redação da Portaria Presi nº 170, de 19 de agosto de 2026: na linha da Subseção de Teófilo Otoni, a coluna das comarcas que conservam a delegada vem VAZIA — nenhuma conserva — e Medina figura na coluna das que deixaram de possuí-la, junto com Teófilo Otoni, Águas Formosas, Almenara, Araçuaí, Capelinha, Carlos Chagas, Itambacuri, Jacinto, Jequitinhonha, Malacacheta, Nanuque, Novo Cruzeiro e Pedra Azul. O critério é o do artigo 15, inciso III, e § 2º, da Lei federal nº 5.010/1966, na redação da Lei nº 13.876/2019, regulamentado pela Resolução CJF nº 603/2019, alterada pela Resolução CJF nº 705/2021. O efeito prático: o segurado de Medina, de Comercinho e de Itaobim ajuíza a ação contra o INSS na Justiça Federal, em Teófilo Otoni, e não mais no Fórum Doutor Antenor da Cunha Melo — e a instalação da UAA em Medina, em 2022, é a razão estrutural dessa cessação.
Competência delegada acervo
Sobre o que acontece com o que já estava em curso, esta ficha escreve em dois degraus, porque só um deles está provado. Degrau provado: o artigo 4º da Resolução CJF nº 603/2019 mantém no juízo estadual as ações previdenciárias ajuizadas antes de 2020. Degrau atribuído: a preservação do acervo formado até a cessação por instalação de unidade federal é atribuída ao artigo 13, § 2º, da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026, cujo texto integral não está publicado — a Portaria Presi nº 170/2026 traz os anexos, não o corpo da resolução. Quem tem processo previdenciário antigo em Medina deve conferir a situação nos autos, e não presumir migração automática.
Observação competência
Na tabela da SJMG o asterisco marca os municípios cobertos pelos Oficiais de Justiça da subseção. Medina, Comercinho e Itaobim estão sem asterisco — Ataléia, Campanário, Caraí, Catuji, Itambacuri, Ladainha, Malacacheta e Pavão têm. Onde o Oficial não vai, citação e intimação federais seguem pelos Correios, com aviso de recebimento, ou por carta precatória à comarca estadual, isto é, ao fórum de Medina.
Histórico
Minas Gerais deixou o Tribunal Regional Federal da 1ª Região com a criação do TRF da 6ª Região pela Lei federal nº 14.226/2021, e hoje é jurisdição exclusiva dele.

Justiça do Trabalho

Nome
Vara do Trabalho de Almenara (Medina e Comercinho) e Vara do Trabalho de Araçuaí (Itaobim)
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3)
E-mail
Telefone
Abrangência
Vara do Trabalho de Almenara (Lei nº 7.729, de 16/01/1989): Águas Vermelhas, Almenara, Bandeira, Cachoeira do Pajeú, Comercinho, Divisa Alegre, Divisópolis, Felisburgo, Fronteira dos Vales, Jacinto, Jequitinhonha, Joaíma, Jordânia, Mata Verde, Medina, Monte Formoso, Palmópolis, Pedra Azul, Rio do Prado, Rubim, Salto da Divisa, Santa Maria do Salto e Santo Antônio do Jacinto
Contexto
A Justiça do Trabalho parte a comarca em duas, e esta é a informação que mais faz o advogado errar de foro em Medina. Medina e Comercinho pertencem à Vara do Trabalho de Almenara, criada pela Lei federal nº 7.729, de 16 de janeiro de 1989, que atende 23 municípios de toda a faixa do baixo Jequitinhonha — inclusive Pedra Azul, a comarca-par. Itaobim, terceiro município da comarca de Medina, não vai para Almenara: está na relação da Vara do Trabalho de Araçuaí, criada pela Lei federal nº 10.770, de 21 de novembro de 2003, e instalada na forma da Resolução Administrativa nº 26, de 4 de fevereiro de 2010, cujo alcance vai de Salinas e Taiobeiras a Padre Paraíso e Ponto dos Volantes (vt.aracuai@trt3.jus.br, telefone (33) 98449-1428). Logo: o mesmo trabalhador rural que responde criminalmente em Medina reclama verba trabalhista em Almenara se mora em Comercinho e em Araçuaí se mora em Itaobim.

Segurança Pública

Panorama
Município de 1.435,9 km² com dois distritos, sede a 650 km da capital e nenhuma unidade prisional dentro do próprio território — mas com um presídio a 43 km, em Itaobim, dentro da mesma comarca. O desenho da pauta criminal é o de comarca de vara única em faixa de baixo Jequitinhonha: crimes patrimoniais e entorpecentes na sede, conflito possessório e de divisa em zona rural extensa, e uma carga de execução penal que não vem de dentro da cidade e sim do município vizinho da comarca. Como todo ato de investigação e toda audiência de custódia passam pelo juiz de Pedra Azul, e todo ato de execução penal pela Vara Única de Medina, o advogado da comarca trabalha em dois foros ao mesmo tempo sem que nenhum dos dois seja o errado.
Atendimento mulher
A Central de Atendimento à Mulher, o 180, funciona 24 horas e é gratuita. Os processos de violência doméstica e familiar correm na Vara Única de Medina do começo ao fim: o artigo 3º, inciso III, da Resolução nº 1.109/2025 os exclui da competência do juiz das garantias, de modo que nem a medida protetiva de urgência nem a prisão preventiva por descumprimento saem da comarca.

Prefeitura Municipal

Nome
Prefeitura Municipal de Medina
Endereço
Rua 7 de Setembro, 22, Centro, Medina - MG, CEP 39620-000
Telefone
Site
www.medina.mg.gov.br
Ressalva
O telefone é o único publicado no rodapé do portal oficial e é reproduzido aqui como a fonte o traz, com uma advertência: o prefixo 3751 é o das linhas institucionais de Pedra Azul que esta pesquisa colheu (sala da OAB e presídio), enquanto todas as linhas fixas oficiais localizadas em Medina — fórum, cartórios, sala da OAB no fórum — usam 3753. Confirme por telefone antes de se apoiar nesse número. O endereço eletrônico da Prefeitura está ofuscado por script no portal e não foi lido.

Cartórios

Estrutura
Duas serventias na sede, pelo Guia Judiciário: o Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas de Medina, na Praça Santa Rita, 110, Centro, CEP 39620-000, telefone (33) 3753-1007; e o Tabelionato de Notas e Protesto de Títulos e Registro Civil das Pessoas Naturais de Medina, na Rua Francisco Figueiredo, 10, Centro, CEP 39620-000, telefone (33) 3753-1561. No distrito, o Registro Civil com Atribuição Notarial de Tuparecê, que a relação publica no mesmo endereço e com o mesmo telefone do tabelionato da sede. Nos outros municípios da comarca, o Registro Civil com Atribuição Notarial de Comercinho (Praça Presidente Médici, 220, Centro, CEP 39628-000, telefone (33) 3732-1417), o de Itaobim (Rua Amazonas, 161, Centro, CEP 39625-000, telefone (33) 3734-2964) e o de Água Branca de Minas, distrito de Comercinho (Praça Sagrada Família, 25, Centro, CEP 39629-000, telefone (33) 3732-2078). Quem procura inventário, usucapião ou retificação de registro de imóvel em qualquer dos três municípios trata com o registro de imóveis da sede — é o único da comarca.

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Disque denuncia
181

Singularidades institucionais

A comarca julga três municípios, e a lei só lista dois

Sem presídio na cidade, com presídio na comarca

A comarca-mãe virou par de garantias

Uma comarca, dois foros trabalhistas

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

Precisa de um advogado?

Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

Resposta em horário comercial · Sigilo profissional