Cidade de MG

Tiros

Tiros tem 7.883 habitantes (Censo 2022) em 2.091,8 km² no Alto Paranaíba, a 365 km de Belo Horizonte e a 130 km de Patos de Minas, e é sede de comarca do TJMG de primeira entrância com uma vara só — a Vara Única, no Fórum Dr. Edison de Morais, na Avenida José Ferreira Capetinga, 152 —, que acumula cível, criminal, infância, família, Tribunal do Júri e execução penal. A comarca tem um único município e o distrito judiciário de Canastrão, a 69 km da sede. O Guia Judiciário dá 16 de setembro de 2002 como data de instalação, embora o verbete do IBGE registre que Tiros já havia sido comarca em 1948, depois de ter sido termo judiciário de São Gotardo. Não há unidade prisional no território: a execução penal de quem está preso corre na comarca da unidade — Carmo do Paranaíba a 54 km, ou Patos de Minas, Presidente Olegário, Patrocínio, Coromandel e Monte Carmelo — pela Portaria Conjunta nº 344/2014, e o que fica aqui é a execução de quem responde solto. A investigação também sai: o juiz das garantias é o da Vara Única de Rio Paranaíba, num ciclo de três fixado pela Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026 em que Tiros, por sua vez, serve de garantias a Presidente Olegário; o rodízio não alcança os crimes dolosos contra a vida nem a violência doméstica. A Justiça Federal é a Subseção de Patos de Minas e a comarca CONSERVA a competência federal delegada — a ação contra o INSS pode ser ajuizada aqui mesmo. A Delegacia de Polícia Civil fica na Rua Agenor Faria, 1774, e responde à regional de São Gotardo.

UF
MG
Porte
micro
População
7.883 hab.

Para questões judiciais em Tiros (MG), o juízo competente é da Comarca de Tiros — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

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Crimes dolosos contra a vida

Tribunal do Júri em Tiros/MG

Homicídio, feminicídio, infanticídio, aborto e induzimento ao suicídio — os crimes dolosos contra a vida, consumados ou tentados — não são julgados por um juiz, e sim pelo Tribunal do Júri (art. 5º, XXXVIII, da Constituição). Para um fato ocorrido em Tiros/MG, o julgamento é no Júri da Comarca de Tiros: a competência é do lugar do crime (art. 70 do CPP), salvo desaforamento (art. 427 do CPP). Como o Júri está organizado nesta comarca — vara que o preside, fórum, jurisdição — está descrito mais abaixo, em Órgãos e instituições e no Panorama jurídico desta página.

No Júri, quem decide são sete jurados sorteados entre moradores da comarca, que votam em sigilo e sem justificar o voto (arts. 406 a 497 do CPP). O rito tem duas fases: a instrução preliminar, que termina em pronúncia, impronúncia, absolvição sumária ou desclassificação, e o plenário, em que a prova é debatida diante dos jurados e a defesa fala por último. Por isso a defesa em plenário é ofício próprio: quesitação, prova oral, tese e réplica se decidem na sessão, e o que não chega ao plenário não conta. A Constituição assegura ao acusado a plenitude de defesa — mais do que a ampla defesa dos demais processos — e é o advogado quem a exerce.

Felipe Smargiassi (OAB/MG 155.242) atua em plenário do Júri em Minas Gerais — a partir de Guaxupé, no Sul de Minas, em qualquer comarca do estado. Minas tem uma tradição própria de plenário, a chamada escola mineira do Júri; é nessa tradição que o escritório trabalha.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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Particularidades

História

A vida institucional de Tiros começou como posto de fiscalização e demorou dois séculos para virar comarca — depois virou duas vezes, o que é raro mesmo em Minas. No século XVIII, para acabar com a dispersão dos caminhos por onde escoava o contrabando de ouro e diamante rumo a Goiás e aos sertões do Paracatu, as autoridades fiscais ordenaram a abertura de uma picada única e bloquearam as demais, guarnecendo-a com quartéis policiais. O que supervisionava os outros ficava onde hoje é a cidade de Quartel Geral — município que ainda faz divisa com Tiros — e o subordinado, o Quartel D'Assunção, ficava junto ao córrego que a escaramuça com garimpeiros batizou de "ribeirão dos tiros". Um dos empreiteiros da picada, capitão de sobrenome Borba, vindo de Sabará, recebeu em pagamento a sesmaria onde hoje está o município e foi seu primeiro morador; os Morais Pessoa, filhos de um comendador português radicado em Pitangui e vindos do Quartel Geral, foram a segunda família a se fixar. Um deles era capitão-de-fragata e batizou dois acidentes geográficos da sua fazenda com nomes de embarcação, Fragata e Nau de Guerra. O povoado nasceu como pouso de tropeiros na "vila velha" e foi transferido de lugar por decisão coletiva: em 1920 um professor local, Leôncio Ferreira, propôs mudar o núcleo para o chapadão da Lagoinha, e oito anos depois o mutirão dos moradores fez a limpeza do terreno e rezou missa campal ao pé de um cruzeiro erguido no lugar exato onde depois se levantou a Matriz. Os primeiros a se transferirem foram Ernesto Bomtempo, Sebastião Dias, Agenor Faria e João Cruz — três desses quatro nomes estão hoje em logradouros da cidade, e um deles, Agenor Faria, é a rua onde ficam a Delegacia de Polícia Civil e a Secretaria de Desenvolvimento Social. A cidade que resultou foi planejada: ruas de 15 metros de largura, avenidas de 20 metros e uma praça de dez mil metros quadrados. Administrativamente, a Lei provincial nº 1.416, de 9 de dezembro de 1867, confirmada pela Lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891, criou o distrito de Santo Antônio dos Tiros, então de Abaeté. A Lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, criou o município com quatro distritos desmembrados de Abaeté — Tiros, São José do Canastrão, São Gonçalo do Abaeté e Canoas — e a instalação foi em 10 de fevereiro de 1924. Em 1943 o Decreto-Lei estadual nº 1.058 entregou São Gonçalo do Abaeté e Canoeiros ao novo município daquele nome e deixou Tiros com a sede e Canastrão, configuração que dura até hoje. Judiciariamente o caminho foi mais longo. Nos quadros da divisão judiciário-administrativa de 1936, 1937 e 1938, e na que vigorou no quinquênio 1939-1944, o município de Tiros era TERMO judiciário da comarca de São Gotardo — termo é degrau intermediário, não comarca, e confundir os dois produz jurisdição histórica errada. No quinquênio 1944-1948 o termo de Tiros seguia sob São Gotardo, agora integrado por dois municípios, Tiros e o recém-criado São Gonçalo do Abaeté. A comarca própria veio, segundo o verbete do IBGE, em 1948, com São Gonçalo do Abaeté sob sua jurisdição. Depois disso a comarca sai do mapa judiciário e só reaparece com a Lei Complementar estadual nº 59, de 18 de janeiro de 2001, que a lista no Anexo I entre as de primeira entrância; a instalação que o TJMG registra é de 16 de setembro de 2002. É por isso que uma comarca com mais de meio século de certidão de nascimento tem, no cabeçalho do Guia, pouco mais de vinte anos de funcionamento — e é por isso que São Gonçalo do Abaeté, que foi distrito de Tiros e depois município da comarca de Tiros, hoje tem comarca própria criada pela mesma LC 59 e ainda não instalada.

Economia

O PIB municipal de 2023 foi de R$ 441,0 milhões — cerca de R$ 55,9 mil por habitante, número alto para uma cidade deste tamanho, e a explicação está na terra. A Produção Agrícola Municipal do mesmo ano dá R$ 148,4 milhões só em lavoura, mais de um terço do PIB, e a composição é a assinatura do Alto Paranaíba: café em grão arábica com R$ 67,8 milhões, 46% do valor colhido; ALHO com R$ 31,5 milhões, 21%; feijão com R$ 18,3 milhões; milho com R$ 16,0 milhões; soja com R$ 10,2 milhões; cebola com R$ 2,3 milhões; e, em volumes pequenos, sorgo, abacaxi, mandioca, maracujá, abacate e cana-de-açúcar. A própria Prefeitura resume a base econômica em três palavras — agropecuária, laticínio e as empresas que aqui se estabeleceram — e registra a existência de uma cooperativa rural e de três instituições bancárias no município. Alho e cebola em escala industrial num município de 3,77 habitantes por quilômetro quadrado significam lavoura irrigada, pivô central, capital intensivo e mão de obra sazonal contratada de fora. É dessa combinação que nasce o tipo de litígio que chega a uma comarca assim, e vale nomeá-lo: outorga de uso de água e conflito de irrigação; contrato de parceria e de arrendamento rural; safra dada em garantia, cédula de produto rural e penhor agrícola, todos com registro no Registro de Imóveis da Avenida José Ferreira Capetinga, 759; disputa de divisa e usucapião em imóvel de centenas ou milhares de hectares; acidente de trabalho na colheita; e vínculo de emprego rural discutido a 130 km, na Vara do Trabalho de Patos de Minas. Some-se o contencioso tributário típico da atividade: ITR, incidência do Funrural, crédito presumido de ICMS na saída de produto agrícola, e o autuado que descobre tarde que o prazo para impugnar administrativamente é mais curto do que o da ação judicial. O calendário também importa, e é um dado operacional para quem advoga aqui: o pico do café e o da colheita do alho concentram em poucas semanas a circulação de dinheiro e de trabalhador de fora, com o que isso traz de ocorrência policial no curto prazo e de reclamação trabalhista meses depois. E há o risco climático, que no cerrado de chapada é estiagem: o município chegou a decretar emergência econômica no setor agropecuário, criando respaldo institucional para produtores rurais, segundo comunicação do próprio portal municipal — decreto desse tipo é documento que instrui renegociação de crédito rural e defesa em execução de dívida agrícola.

Panorama jurídico

Quem procura advogado em Tiros recebe, para três perguntas, três respostas que ficam em três lugares — e uma delas, ao contrário da maioria das cidades pequenas de Minas, é uma boa notícia. A primeira resposta: a Justiça Estadual está aqui. Uma vara única, no Fórum Dr. Edison de Morais, decide o divórcio, o inventário, a guarda, a dívida, o furto, o tráfico e o homicídio de quem mora no município, no distrito de Canastrão e nos povoados de Água Limpa, Serra do Moinho, Fragata e Espinha de Peixe. Essa mesma vara acumula a infância e a juventude, a família, a fazenda pública municipal, o Tribunal do Júri e a execução penal de quem responde solto, e processa as classes do Juizado Especial Cível — que tramitam nela pelo PJe desde 24 de junho de 2019, ainda que o Grupo Jurisdicional dos Juizados seja o de Patos de Minas. A segunda resposta é criminal e surpreende: a fase de investigação saiu da cidade. Desde 25 de agosto de 2025, prisão preventiva e temporária, busca e apreensão, quebra de sigilo, interceptação, acordo de não persecução penal e audiência de custódia de quem é preso em Tiros são decididos pelo juiz da Vara Única de Rio Paranaíba, no rodízio do juiz das garantias — e a Vara Única de Tiros faz o mesmo papel para Presidente Olegário, num ciclo de três que não tem reciprocidade. Ficam de fora do rodízio o crime doloso contra a vida, a violência doméstica, a infração de menor potencial ofensivo e o crime militar, que permanecem integralmente com o juiz daqui; e o cartório não muda em caso nenhum, porque a secretaria que processa continua sendo a da Vara Única de Tiros. Vale notar que a estrutura policial tem um terceiro endereço: o delegado que preside o inquérito responde à regional de São Gotardo, segundo o e-mail que a própria Polícia Civil publica para a delegacia local. Comarca aqui, garantias em Rio Paranaíba, regional de polícia em São Gotardo — três autoridades, três cidades, três atos diferentes. A terceira resposta é previdenciária e é "sim": esta comarca CONSERVA a competência federal delegada pela Portaria Presi nº 170/2026 do TRF6, de modo que aposentadoria rural, aposentadoria por idade, auxílio por incapacidade, salário-maternidade, pensão por morte e benefício de prestação continuada contra o INSS podem ser ajuizados na própria vara desta cidade, com recurso para o TRF6, sem viagem de 130 km a Patos de Minas. Num município cuja economia é rural e cuja população é rarefeita e envelhecida na ponta, isso é a diferença mais concreta que uma portaria federal faz na vida de alguém. Duas advertências sobre esse "sim", e elas são a parte séria. Ele é da comarca e não da região: Patos de Minas, Carmo do Paranaíba, Patrocínio e Presidente Olegário perderam a delegada, e Presidente Olegário está no mesmo ciclo de garantias de Tiros. E ele é datado: o gatilho da cessação em Minas é a instalação de unidade de apoio do TRF6, que se decide por portaria, sem aviso a quem mora aqui. Quem já tem processo em curso na vara estadual confere nos autos antes de presumir qualquer coisa — o artigo 4º da Resolução CJF nº 603/2019 preserva no juízo estadual as ações ajuizadas antes de 2020, e a regra do acervo formado depois disso não está com texto publicado que esta ficha possa citar.

Patrimônio

Toda a vida jurídica da cidade caberia num quarteirão, e isso não é figura de linguagem: é o que os endereços mostram. O Fórum Dr. Edison de Morais está na Avenida José Ferreira Capetinga, 152, no Centro, e nele funcionam, sob o mesmo telefone, a Vara Única, a Direção do Foro, a Sala da Administração, o CEJUSC e a Contadoria/Tesouraria. Poucos números adiante, na mesma avenida, estão o Registro de Imóveis (nº 759), o 1º Tabelionato de Notas e Protesto e Registro Civil das Pessoas Naturais (nº 775, sala 101) e a Câmara Municipal (nº 813). A mesma avenida, mais adiante, abriga a Vigilância Epidemiológica (nº 444), o Centro de Odontologia (nº 444), a APAE (nº 1420) e o Centro de Especialidades (nº 1640). É uma cidade organizada ao longo de um eixo, resultado da mudança planejada de 1928 — ruas de 15 metros, avenidas de 20, uma praça de dez mil metros quadrados. A praça é a Santo Antônio, e nela estão o 2º Tabelionato de Notas (nº 304), o Centro de Convivência e Cultura CECO I (nº 28) e, no nº 170, a Prefeitura Municipal com a Sala da Defesa Civil dentro. O topônimo da praça é o único vestígio urbano do nome que a cidade perdeu ao virar município — Santo Antônio dos Tiros — e do padroeiro cuja festa, em 13 de junho, é feriado municipal declarado no próprio Guia Judiciário, ao lado de 10 de fevereiro, 4 e 5 de junho e 15 de agosto. Quem foram José Ferreira Capetinga, que dá nome à avenida principal, e o Dr. Edison de Morais, que dá nome ao fórum, nenhuma das fontes oficiais consultadas identifica, e esta ficha não arrisca a atribuição. Vale apenas registrar que Morais é o sobrenome de uma das duas famílias fundadoras da região, os Morais Pessoa do Quartel Geral, e que Agenor Faria, a rua da delegacia, é o nome de um dos quatro primeiros moradores que se transferiram para o novo sítio da cidade em 1928 — a toponímia urbana de Tiros é feita de fundadores, não de autoridades de fora. O outro traço de patrimônio não é edifício: é o traçado e a paisagem. A picada aberta no século XVIII para canalizar o tráfego rumo a Goiás e a Paracatu é a razão de a cidade existir onde existe. O Morro da Vigia, de onde um vigia foi posto a olhar a estrada durante a revolução do século XIX, ainda tem esse nome. E há uma gruta a seis quilômetros da sede onde foram encontrados utensílios e armas de indígenas Araxás — sítio que, se confirmado como arqueológico, é bem da União pelo artigo 20, X, da Constituição, e cuja destruição é crime do artigo 62 da Lei nº 9.605/98. O relevo é de chapada com terras planas e rochas sedimentares, cerrado e mata ciliar, com cachoeiras que o município aponta como vocação de ecoturismo.

Curiosidades

Tiros é, provavelmente, a única sede de comarca do país cujo nome é literalmente um fato criminal. O córrego onde garimpeiros e soldados do Quartel D'Assunção se enfrentaram a bala ficou conhecido como ribeirão dos tiros, o apelido se espalhou pela região e sobreviveu a tudo: ao padroeiro que por um tempo lhe foi acrescentado, à perda de metade do território em 1943 e ao desaparecimento e volta da comarca. A ironia administrativa é que o nome cria um problema prático de pesquisa, e ele é real: qualquer varredura de fonte de segurança pública pelo nome da cidade retorna centenas de linhas que falam de disparos e nenhuma que fale de Tiros. Por isso todo dado desta ficha foi buscado por código — MG_689 no Guia Judiciário do TJMG, 0689 no cadastro do Tribunal, 3168903 no IBGE, 316890 no CNES — e nunca por casamento de nome, e a varredura das unidades prisionais foi feita por endereço. A segunda curiosidade é geográfica e tem efeito jurídico direto: o distrito de Canastrão fica a 69 km da sede, mais longe do próprio fórum do que ficam de Tiros as comarcas de São Gotardo (46 km) e de Carmo do Paranaíba (54 km). Quem mora no distrito passa por duas comarcas vizinhas antes de chegar ao fórum a que responde — e ainda assim é lá que responde, porque o artigo 3º, § 1º, da LC 59/2001 não deixa Júri nem execução penal descerem ao nível de distrito judiciário. A serventia do próprio distrito, aliás, sai na relação oficial com endereço na sede, a esses mesmos 69 km. A terceira é de nome e vem do mar. Um dos fundadores, capitão-de-fragata João de Morais Pessoa, comprou fazenda do lado oposto do rio Indaiá e batizou dois acidentes geográficos da propriedade com nomes de embarcação: Fragata e Nau de Guerra. Dois séculos depois, num município do cerrado a mais de setecentos quilômetros do litoral, Fragata continua no mapa oficial — é um dos quatro povoados que a Prefeitura reconhece, ao lado de Água Limpa, Serra do Moinho e Espinha de Peixe. A quarta é institucional e serve de advertência a quem confia em portal municipal: o site oficial da Prefeitura de Tiros publica, na própria página inicial e no rodapé de páginas internas, o endereço "Rua 12 de Outubro, 429 - Borebi/SP" e o e-mail de uma prefeitura do interior de São Paulo, ao lado dos dados verdadeiros de Tiros. É resíduo de modelo de site, não fraude — mas é exatamente o tipo de erro que faz alguém escrever para a cidade errada. Os dados corretos, cruzados por DDD, CEP, CNPJ e domínio, são Praça Santo Antônio, 170, Centro, CEP 38880-000, Tiros/MG, CNPJ 18.602.094/0001-34.

Educação e cidadania

Este bloco é um mapa de endereços, e em Tiros ele tem uma particularidade que vale dizer de saída: mais coisa fica na cidade do que numa comarca pequena típica de Minas. O que se resolve aqui, no Fórum Dr. Edison de Morais, Avenida José Ferreira Capetinga, 152, Centro, telefone (34) 3853-2800: divórcio, guarda, alimentos, inventário, usucapião, cobrança, despejo, processo criminal do começo ao fim depois da denúncia, Tribunal do Júri, execução penal de quem responde solto, causas do Juizado Especial Cível, processos de infância e juventude, medida protetiva de urgência da Lei Maria da Penha — e, ao contrário da maioria das comarcas pequenas mineiras, a AÇÃO PREVIDENCIÁRIA contra o INSS, porque a comarca conserva a competência federal delegada. Conciliação e mediação antes do processo: Sala do CEJUSC-Tiros, no mesmo prédio, cejusc.trz@tjmg.jus.br. Cálculo de custas, alvará e depósito judicial: Contadoria/Tesouraria, trzcontadoria@tjmg.jus.br. O que NÃO se resolve aqui, e onde se resolve. Medida da fase de investigação — prisão preventiva, busca e apreensão, custódia, acordo de não persecução penal: decide o juiz das garantias da Vara Única de Rio Paranaíba, com o processo fisicamente na secretaria daqui. Execução penal de quem está recolhido: na comarca onde fica a unidade prisional — Carmo do Paranaíba, Patos de Minas, Presidente Olegário, Patrocínio, Coromandel ou Monte Carmelo —, nunca nesta. Reclamação trabalhista: Vara do Trabalho de Patos de Minas, TRT da 3ª Região, a 130 km, com atermação por vt.patosdeminas@trt3.jus.br. Ação contra a União, a Caixa, o FGTS ou crime federal: Subseção Judiciária de Patos de Minas. Polícia e registro de ocorrência: Delegacia de Polícia Civil de Tiros, Rua Agenor Faria, 1774, Centro, (34) 3671-0217, dias úteis das 08h às 12h e das 14h às 18h; fora disso, 190, e Delegacia Virtual da PCMG para o que não é urgente. Emergência médica e exame de urgência: Hospital Municipal Conceição Palhares, Avenida Presidente Antônio Carlos, 372, aberto 24 horas, (34) 99831-7768, e SAMU 192. Atenção básica: Centro de Saúde PSF Renascer, Avenida Antônio Carlos, 369. Saúde mental e convivência: CECO I, Praça Santo Antônio, 28. Pessoa com deficiência: APAE de Tiros, Avenida José Ferreira Capetinga, 1420, (34) 3853-2360. Benefício, CadÚnico e proteção social: Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, Rua Agenor Faria, 1557, das 07h às 16h, (34) 99954-7026. Criança e adolescente em risco: Conselho Tutelar do município, que tem plantão, e o disque 100. Mulher em situação de violência: 180, e a medida protetiva no fórum daqui. Ocorrência de estiagem, incêndio ou vendaval: Defesa Civil de Tiros, Praça Santo Antônio, 170, (34) 98817-4766, e (34) 99139-2811 nas 24 horas. Certidão, escritura, procuração, protesto e registro de imóvel: as três serventias da Avenida José Ferreira Capetinga e da Praça Santo Antônio. Advogado de plantão e estrutura de apoio: subseção da OAB/MG de Patos de Minas, patosdeminas@oabmg.org.br, (34) 3821-7422 — e, para a fase de investigação, a sala da Ordem na Comarca de Rio Paranaíba. Agora as ressalvas, que aqui são parte da informação e não rodapé. A primeira: competência federal delegada e par de garantias mudam por portaria do tribunal, sem aviso a quem mora aqui, e o "sim" do previdenciário vale para a data de verificação desta página. A segunda: não foi possível determinar qual unidade da Defensoria Pública de Minas Gerais atende esta comarca — a relação oficial não menciona Tiros e a unidade de Patos de Minas declara atender apenas o próprio município —, nem localizar Sala do Ministério Público ou Cartório Eleitoral no fórum, nem endereço de Detran ou Ciretran, de agência do INSS, de Procon ou de IML, nem o telefone do plantão do Conselho Tutelar e da Polícia Militar local. Ausência numa relação oficial não é prova de ausência do serviço, e a pergunta certa se faz na Direção do Foro ou na Prefeitura. A terceira: o portal da própria Prefeitura publica, misturados aos dados verdadeiros, o endereço e o e-mail de uma prefeitura de São Paulo — confira DDD, CEP e domínio antes de escrever para qualquer canal municipal. A quarta: este site é página de escritório de advocacia particular, não é órgão público nem canal oficial de atendimento, e para dado vinculante vale a fonte primária citada em cada bloco desta ficha.

Segurança e fronteira

Numa comarca sem cadeia, a primeira pergunta que chega ao escritório criminal não é quanto tempo de pena: é onde está o processo. Em Minas a execução penal segue o corpo do preso, pelo artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG, e não há unidade prisional em Tiros — o que se afirma aqui depois de varrer o texto integral da relação estadual endereço por endereço, jamais por busca de nome, que neste município produziria falso positivo a cada linha de relatório policial. A consequência é que a pessoa condenada nesta comarca e recolhida passa a ter progressão de regime, remição, livramento condicional, unificação de penas, indulto, comutação e falta disciplinar decididos pelo juízo da comarca onde fica a unidade. As unidades possíveis, pela leitura dos endereços, são o Complexo Penitenciário Nossa Senhora do Carmo, em Carmo do Paranaíba, comarca a 54 km e a mais próxima com distância medida em fonte do TJMG; o Presídio Sebastião Satiro, em Patos de Minas; o Presídio Presidente Olegário; a Penitenciária Deputado Expedito de Faria Tavares, em Patrocínio; o Presídio Sargento Jorge, em Coromandel; e o Presídio de Monte Carmelo. O artigo 3º da mesma portaria manda o juízo declinar da competência e remeter os autos a cada nova transferência, e ninguém avisa a família — é por isso que um pedido de progressão pode parecer perdido: mudou de fórum junto com o preso, e quem foi procurar no fórum de Tiros não o encontra. O caminho inverso é alívio quando se aplica: o parágrafo único do artigo 1º fixa a execução de quem está solto no juízo da comarca da residência. Pena restritiva de direitos, prestação de serviços à comunidade, regime aberto, sursis e livramento de quem mora em Tiros ou em Canastrão ficam na Vara Única desta comarca, que trabalha com o SEEU desde a semana de 21 a 25 de maio de 2018. Provisório e definitivo correm no mesmo juízo, porque a guia provisória sai logo após a sentença, independentemente do trânsito em julgado. Do lado da investigação, o desenho local tem uma limitação que convém saber antes de precisar: a Delegacia de Polícia Civil de Tiros, na Rua Agenor Faria, 1774, atende em dias úteis das 08h às 12h e das 14h às 18h — não há plantão noturno nem de fim de semana na unidade. Fora desse horário, o 190 e a estrutura regional de São Gotardo são o caminho, e o registro de ocorrência sem urgência pode ser feito pela Delegacia Virtual da PCMG. Não há DEAM, não há delegacia de tóxicos, não há posto de perícia nem IML no município: em comarca deste porte a especialização está na região, e o que está aqui é uma delegacia de município que responde a uma regional em outra cidade. Há uma peculiaridade de estrutura que ajuda a entender o mapa: a vara especializada em execução penal da região não é aqui nem em Patos de Minas — a tabela do juiz das garantias nomeia a "Vara Criminal e de Execuções Penais de São Gotardo", comarca de segunda entrância a 46 km, que é também a primeira na fila para substituir Tiros quando a comarca vaga, e cuja regional de polícia é a mesma da delegacia daqui.

Dados do município

Gentílico
tirense
Mesorregião
Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba
Microrregião
Patos de Minas
Área (km²)
2091.774
População (Censo 2022)
7.883
Densidade demográfica (hab/km²)
3.77

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Empresa ou produtor rural em Tiros

Autuação fiscal, ICMS e execução fiscal

A economia de Tiros tem agroindústria — atividade que gera obrigação acessória, crédito acumulado, substituição tributária e, quando o Fisco entende diferente, auto de infração e execução fiscal. A defesa começa no prazo do processo administrativo, antes da inscrição em dívida ativa.

A frente tributária da banca é dupla: Felipe Smargiassi (planejamento e defesa fiscal — o canal direto abaixo) e Dr. Edelcio Smargiassi — OAB/MG 154.574, Auditor Fiscal Aposentado · Doutor em Direito (UMSA).

Atendimento remoto em todo o Brasil · honorários em contrato escrito

Impostos e dívidas com o Estado de Minas Gerais

IPVA atrasado, ITCD de herança ou doação, ICMS, taxas, dívida ativa na AGE-MG e protesto de CDA valem para Tiros como para qualquer cidade mineira — os guias mostram o caminho oficial e quando cabe defesa.

Órgãos e instituições — Tiros/MG

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Tiros
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG)
Entrância
primeira entrância
Instalação
Esta comarca tem duas datas de instalação, e quem procura só uma delas conta a história errada. O Guia Judiciário do TJMG informa, no cabeçalho da localidade 0689, "Data de Instalação da Comarca: 16/09/2002" — e o dado foi conferido duas vezes, em sessões independentes e com jar de cookies novo, porque o Guia contamina resultado entre consultas e já entregou a tabela de uma comarca no lugar da de outra. Mas o verbete do IBGE, na parte que ele chama de Formação Jurídica, registra que a comarca de Tiros já havia sido criada e instalada meio século antes, em 1948, e que antes disso o município era apenas termo judiciário da comarca de São Gotardo — e termo é degrau intermediário, não comarca: lê-lo como comarca produz jurisdição histórica errada. O ato de 1948 que o verbete cita não foi localizado: a base da Assembleia Legislativa não tem registro sob aquele número em nenhuma das três espécies possíveis para o ano, e a numeração estadual de 1948 estava na casa das centenas, não dos milhares — a Lei nº 336, de 27 de dezembro de 1948, é da mesma época e existe na base. Ou seja: a citação do verbete está errada no número, no ano ou na espécie, mas o fato que ela narra tem apoio independente, porque o próprio verbete descreve, com os quadros territoriais de 1936, 1938 e 1939-1944, a passagem de termo de São Gotardo a comarca própria, e informa que o município de São Gonçalo do Abaeté passou a ficar sob a jurisdição da comarca de Tiros. A lei em vigor dá a moldura das duas datas: o artigo 7º da Lei Complementar estadual nº 59, de 18 de janeiro de 2001, autoriza suspender as atividades jurisdicionais da comarca que por três anos consecutivos deixe de atender aos requisitos que justificaram sua criação, anexando-se o território à comarca de origem, e o parágrafo único manda que a suspensão vigore até que a comarca volte a atender aos requisitos; o artigo 10, § 4º, determina que a instalação seja decidida por resolução da Corte Superior do Tribunal de Justiça. É esse o caminho pelo qual uma comarca mineira desaparece e volta sem mudar de nome. Comarca hoje instalada e em pleno funcionamento — não é caso de comarca criada por lei e ainda por instalar.
Classificação
Primeira entrância, e aqui os dois lados da conta fecham. A Lei Complementar estadual nº 59/2001 põe Tiros no Anexo I entre as comarcas de primeira entrância: no texto original ela é o item 188, com um Juiz de Direito e o cargo JPE-188, e no texto atualizado passou a ser o item 166 da primeira parte da lista, a das comarcas já instaladas, com o cargo JPE-166. O deslocamento não é erro nem contradição: a consolidação partiu a lista única de 2001 em duas — 171 comarcas instaladas e 21 ainda por instalar —, e Tiros ficou do lado das instaladas, ao contrário de Tocantins, que a seguia imediatamente na lista original e continua por instalar até hoje. O Guia Judiciário confirma "Entrancia: Primeira" no cabeçalho, e é ele a fonte autoritativa: a coluna de entrância da tabela do juiz das garantias erra em Minas de modo recíproco e documentado, e não foi usada. Vale a cautela que o Anexo I impõe em todo o estado, porque ele lista CARGOS e não varas instaladas, e vale lembrar que o rol de juízes por comarca do artigo 10 da LC 59 está inteiramente revogado desde a LC nº 166/2022 — quem o lê como vigente inventa varas que não existem. Aqui a contagem se prova pela estrutura: o Guia devolve quatro blocos de órgão e só um deles é vara. O critério legal, por fim, é o do artigo 8º, II, da LC 59: primeira entrância é a comarca com um só juiz — nada tem a ver com o tamanho da cidade.
Estrutura
Uma vara para tudo: a Vara Única, cuja secretaria atende por trz1secretaria@tjmg.jus.br, no Fórum Dr. Edison de Morais. No mesmo endereço e sob o mesmo telefone funcionam os outros três setores que o Guia lista: a Administração do Fórum, que abriga a Direção do Foro e a Sala da Administração (trzadm@tjmg.jus.br); o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania, isto é a Sala do CEJUSC-Tiros (cejusc.trz@tjmg.jus.br), que é a porta da conciliação e da mediação pré-processual; e a Contadoria/Tesouraria (trzcontadoria@tjmg.jus.br), que é onde se calcula custas, se levantam alvarás e se conferem depósitos judiciais. São quatro blocos, muito abaixo do corte de dez que o Guia aplica por página, e o HTML da consulta não traz bloco paginador algum, o que confirma que a lista veio inteira — não é caso de estrutura cortada pela primeira página. A relação não registra neste fórum Sala do Ministério Público nem Cartório Eleitoral: o Guia publica os dois quando existem, mas é comarca-dependente, e em comarca pequena costuma não trazer nenhum, de modo que a ausência aqui não nega a existência de promotoria nem de zona eleitoral. Sendo vara única, ela acumula o cível, o criminal, a infância e a juventude, a família, a fazenda pública municipal, o Tribunal do Júri e a execução penal, além de receber o flagrante e processar as classes do Juizado Especial Cível. A página de implantações do PJe da comarca diz o mesmo pelo nome do órgão: o único listado é "Vara Única" — três fontes independentes concordando, o nome do órgão no Guia, a contagem de blocos e a página do PJe. Um detalhe de leitura de fonte que vale registrar porque custa caro errar: o prefixo dos e-mails institucionais desta comarca é "trz", que não se deduz de "Tiros" — quem escreve para um endereço inventado a partir do nome da cidade não é atendido e não sabe por quê.
Endereço
Fórum Dr. Edison de Morais — Avenida José Ferreira Capetinga, 152, Centro, Tiros - MG, CEP 38880-000
Telefone
Sistemas processuais
O PJe foi implantado na Vara Única em duas etapas, e as duas são cíveis. Em 24 de junho de 2019, pelo Aviso Conjunto nº 5/CGJ/2019, entraram "todas as classes processuais de natureza cível que tramitam na Justiça Comum e no Sistema dos Juizados Especiais Cíveis e suas respectivas Turmas Recursais". Em 15 de maio de 2020, pelo Aviso Conjunto nº 30/CGJ/2020, entraram "todas as classes processuais cíveis regidas pela Lei nº 8.069/90 - Estatuto da Criança e do Adolescente". Nenhuma competência criminal consta dessa página de implantação, o que é informação útil e não lacuna: quem procura um processo criminal desta comarca não o encontra necessariamente no PJe. A execução penal, por sua vez, tem sistema próprio e nacional — o SEEU do CNJ, com implantação nesta comarca na semana de 21 a 25 de maio de 2018.
Jurisdição
Um município só, e isso é raro o suficiente para merecer nome. A consulta de municípios e distritos integrantes do Guia, lida pelo atributo colspan de cada linha — que é o único juiz confiável entre município e distrito, porque pelo texto é impossível distinguir —, devolve uma única linha de município: Tiros, a sede, a 365 km da capital. A linha seguinte, em células de largura menor, é distrito: Canastrão, a 69 km da sede e, pela mesma tabela, a 421 km da capital. O Anexo II da LC 59/2001 diz o mesmo, no item 299 do texto original e no 303 do atualizado: "Tiros — Tiros". Nem sempre foi assim. Quando o município foi criado em 1923 ele se formava de quatro distritos, e depois de 1943 ficou com dois; judiciariamente, a comarca chegou a ter sob jurisdição o município de São Gonçalo do Abaeté por décadas, segundo o verbete do IBGE. Hoje não tem: a LC 59/2001 criou a comarca de São Gonçalo do Abaeté, que consta da segunda parte do Anexo I — a das comarcas por instalar —, sob o item 18, com o cargo JPE-189. A qual comarca instalada São Gonçalo do Abaeté responde hoje esta ficha não afirma, porque não consultou o Guia da comarca candidata; o que afirma, com fonte, é que não responde mais a Tiros. Para quem mora no distrito de Canastrão ou nos povoados de Água Limpa, Serra do Moinho, Fragata e Espinha de Peixe a regra é simples e tem endereço legal: investigação, processo, Júri e execução penal correm na sede, porque o artigo 3º, § 1º, da LC 59/2001 proíbe que Júri e execução penal desçam ao nível de distrito judiciário.
Substituição comarca vaga
Vagando a comarca, a substituição começa por São Gotardo — a mesma comarca de que Tiros foi termo judiciário antes de ter juiz próprio, coincidência que a história explica e a norma não menciona. O Guia publica duas tabelas para esse par de perguntas e elas não coincidem. Na que diz quem substitui Tiros: São Gotardo em 1º, a 46 km; Rio Paranaíba em 2º, a 56 km; Carmo do Paranaíba em 3º, a 54 km; Vazante em 4º, a 211 km. Na que diz quem Tiros substitui: Carmo do Paranaíba em 2º, a 54 km; São Gotardo também em 2º, a 46 km; Rio Paranaíba em 3º, a 61 km; Vazante em 4º, a 212 km. São dois ordinais "2º" na mesma tabela, nenhuma 1ª posição nela, cinco quilômetros de divergência para Rio Paranaíba e um para Vazante. A ficha registra as duas listas como estão publicadas e não as reconcilia. Note-se ainda que a ordem não é por distância — Carmo do Paranaíba está mais perto que Rio Paranaíba e vem depois — e que a 1ª posição da substituição não é o par do juiz das garantias: são listas diferentes, feitas por atos diferentes, e aqui elas de fato divergem, porque o juiz das garantias de Tiros é o de Rio Paranaíba, que é apenas o segundo substituto.
Juizado especial
A comarca não tem Juizado Especial próprio: a consulta específica do Guia responde, nestes termos, que "sua consulta não retornou nenhum resultado". O que o cabeçalho informa é "Grupo Jurisdicional JESP: Patos de Minas", e é só isso que a fonte diz — a ficha não deduz daí a que unidade vai cada causa de pequeno valor nem onde se reúne a Turma Recursal. O que se sabe com fonte é que as classes processuais do Sistema dos Juizados Especiais Cíveis tramitam no PJe da Vara Única desde 24 de junho de 2019, pelo Aviso Conjunto nº 5/CGJ/2019, o que indica que a causa de pequeno valor de quem mora aqui é protocolada e processada no próprio fórum, ainda que o grupo jurisdicional seja o de Patos de Minas.
Tribunal juri
O Tribunal do Júri é da comarca, e em comarca de vara única não existe a dúvida que existe nas de duas ou três varas sobre qual delas preside o Conselho de Sentença: é o juiz de direito da Vara Única de Tiros. O artigo 9º, § 3º, da LC 59/2001 põe um Tribunal do Júri em cada comarca. O homicídio cometido no distrito de Canastrão, a 69 km, ou num dos quatro povoados é julgado no Fórum Dr. Edison de Morais, por jurados sorteados na comarca — o que, num município de 7.883 habitantes, significa um corpo de jurados recrutado numa população pequena e, em causa de repercussão local, a discussão de desaforamento como hipótese real. Os dias de reunião do Júri desta comarca não são publicados pelas fontes consultadas e não são afirmados aqui. E o inquérito desse homicídio também não sai daqui, por uma razão que está no bloco do juiz das garantias.
Execução penal
Não há unidade prisional em Tiros. A afirmação não vem de busca por nome — que aqui seria especialmente traiçoeira, porque "tiros" é palavra corrente em relatório de segurança pública — e sim de varredura do texto integral da relação de unidades prisionais do Depen-MG/Sejusp, endereço por endereço, sem uma única ocorrência do município. Essa ausência é o que mais desloca a resposta. O artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG manda a guia de recolhimento, provisória ou definitiva, ao juízo de execução da comarca onde o condenado estiver recolhido. Como não há presídio aqui, quem é preso nesta comarca cumpre pena em outra, e o processo de execução viaja com o corpo. Progressão de regime, remição, livramento condicional, unificação de penas, indulto, comutação e falta disciplinar de quem está recolhido passam a ser decididos pelo juízo da comarca da unidade, não pela Vara Única de Tiros, e o artigo 3º da mesma portaria obriga o juízo a declinar da competência e remeter os autos imediata e diretamente a cada transferência, com prazo de trinta dias para os incidentes já instruídos (artigo 4º). Ninguém avisa a família: o pedido que parecia parado está em outro fórum, em outra cidade. O que fica aqui é o parágrafo único do artigo 1º — estando o condenado solto, a execução tramita no juízo da comarca do endereço residencial. Regime aberto, penas restritivas de direitos, prestação de serviços à comunidade, sursis e livramento condicional de quem mora em Tiros ou em Canastrão correm na Vara Única desta comarca. Provisório e definitivo correm no mesmo juízo, porque a guia provisória é expedida logo após a sentença ou o acórdão, independentemente do trânsito em julgado (artigo 2º). A tramitação é pelo SEEU, do CNJ, e a comarca tem data: a preparação começou em abril de 2018 e a semana de implantação, com capacitação dos servidores, início do cadastramento dos processos e lançamento dos atos processuais, foi de 21 a 25 de maio de 2018. Uma nota de estrutura que ajuda a entender o mapa: o artigo 10, § 3º, e o artigo 311 da LC 59/2001 obrigam o Tribunal a instalar vara de execução penal onde houver PENITENCIÁRIA, obrigação que se aciona por penitenciária e não por presídio; a vara especializada da região existe e não é aqui — a tabela do juiz das garantias nomeia a "Vara Criminal e de Execuções Penais de São Gotardo", comarca de segunda entrância a 46 km, que é também a primeira na fila para substituir Tiros quando a comarca vaga.
Juiz das garantias
No interior de Minas o juiz das garantias não é uma vara: é um rodízio entre juízes de comarcas diferentes, em vigor desde 25 de agosto de 2025 pela Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025, alterada pela Resolução nº 1.155/2026. A tabela vigente é o Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026, que reescreveu o anexo da Portaria Conjunta nº 1.709/PR/2025, e o desenho de Tiros não é par: é CICLO DE TRÊS, na 5ª Região. As três linhas se leem em sequência — a Vara Única de Rio Paranaíba é juiz das garantias da Vara Única de Tiros; a Vara Única de Tiros é juiz das garantias da Vara Única de Presidente Olegário; e a Vara Única de Presidente Olegário é juiz das garantias da Vara Única de Rio Paranaíba. O ciclo fecha e não tem reciprocidade: quem decide aqui não é quem recebe daqui, e essa é exatamente a armadilha de leitura da tabela — a coluna "garantias de" da sua linha diz quem VOCÊ atende, não quem atende você. Para o investigado em Tiros isso significa que prisão preventiva, prisão temporária, busca e apreensão, quebra de sigilo bancário, fiscal ou telefônico, interceptação, produção antecipada de prova, arquivamento, homologação de acordo de não persecução penal e a audiência de custódia são decididos pelo juiz de Rio Paranaíba, a 56 ou 61 km conforme a tabela do Guia que se leia — mas a secretaria que processa continua sendo a daqui (artigo 7º, § 1º, da Resolução nº 1.109/2025), e o juiz das garantias cessa quando a denúncia é oferecida. O artigo 3º da Resolução nº 1.109/2025 exclui do rodízio os crimes dolosos contra a vida, a violência doméstica, as infrações de menor potencial ofensivo e os crimes militares: o inquérito de homicídio de Tiros não vai a Rio Paranaíba, fica com o juízo do Júri da própria comarca, e a medida protetiva de urgência é pedida e decidida aqui mesmo. Denúncia recebida até 24 de agosto de 2025 não é alcançada (PC 1.709, artigo 3º), e inquérito distribuído antes da implantação permanece no juízo original (Resolução nº 1.155/2026).
Ressalva
Este ciclo de três não mudou com a portaria alteradora, e a afirmação foi provada do modo correto: comparando a PC 1.818/2026 com o TEXTO ORIGINAL da PC 1.709/2025, publicado no DJe de 26 de agosto de 2025, e não com o consolidado. O consolidado reproduz a tabela vigente duas vezes, de modo que quem compara uma seção com a outra conclui sempre que nada mudou — conclusão que já entrou errada em ficha deste acervo e teve de ser corrigida. No original, a 5ª Região trazia exatamente as mesmas três linhas de Rio Paranaíba, Tiros e Presidente Olegário. Registre-se também que a coluna de entrância do par, na tabela da PC 1.818, é notoriamente defeituosa em Minas e não foi usada: a entrância desta comarca sai do Guia e do Anexo I da LC 59.
Contexto
Três recortes territoriais diferentes se sobrepõem a esta comarca e nenhum deles se deduz do outro, e é por confundi-los que se erra aqui. O rodízio do juiz das garantias liga Tiros a Rio Paranaíba e a Presidente Olegário. A ordem de substituição de comarca vaga liga Tiros a São Gotardo, Rio Paranaíba, Carmo do Paranaíba e Vazante, em ordem que não é de distância. E a delegacia regional da Polícia Civil de que a unidade local depende é a de São Gotardo, o que se lê no e-mail institucional que a própria Polícia Civil publica para a Delegacia de Tiros. São três autoridades diferentes, definidas por atos diferentes, em três cidades diferentes — e a coincidência de São Gotardo aparecer em duas delas é herança histórica, não regra.
Acesso principal
Acesso principal
Avenida José Ferreira Capetinga, 152, Centro — a mesma avenida em que ficam o Registro de Imóveis (nº 759), o 1º Tabelionato (nº 775) e a Câmara Municipal (nº 813), Telefones do fórum: (34) 3853-2800, (34) 3853-2801 e (34) 3853-2802 — o campo de fax do Guia está vazio

OAB — Subseção

Nome
Subseção da OAB/MG de Patos de Minas
E-mail
Telefone
Horário de funcionamento
07h30 às 18h
Estrutura
Tiros não é sede de subseção da OAB/MG: pertence à de Patos de Minas, cuja sede fica na Avenida Padre Almir Neves de Medeiros, 1155, Sobradinho, em Patos de Minas, com atendimento das 07h30 às 18h. A relação oficial de salas da Ordem não registra sala em Tiros. Registra, na mesma subseção, cinco estruturas de apoio: a sede; a sala do Fórum de Patos de Minas (Avenida Padre Almir Neves de Medeiros, 1600, Sobradinho, telefone (34) 3814-0764, das 8h às 18h); a sala da Justiça do Trabalho (Rua Dr. José Olympio de Melo, 70, Eldorado, telefone (34) 3823-8883); a sala da Justiça Federal (Rua Alberto Pereira da Rocha, 12, Copacabana, 1º andar, telefone (34) 3823-1540); e o PARLATÓRIO (Avenida Ouro Branco, 355, atendimento de acordo com a demanda de agendamentos). Registra ainda, e isto é juridicamente o mais interessante para quem atua aqui, uma sala na COMARCA DE RIO PARANAÍBA, na Avenida Trajano José da Silva, 485, Centro, telefone (34) 3855-1838, das 8h às 10h e das 12h às 18h. É a comarca do juiz das garantias de Tiros: o advogado que precisa de estrutura de apoio na fase de investigação a encontra do outro lado do rodízio, não aqui.
Ressalva
O documento da OAB/MG é de 18 de fevereiro de 2021 e, por isso, não prova ausência hoje — comarca que ganhou sala depois dessa data não está nele, e o Guia Judiciário desta comarca não devolve o bloco "Ordem dos Advogados do Brasil", que é onde esse dado normalmente apareceria. A ausência de Tiros na relação é coerente com a ausência de unidade prisional no município, porque a Ordem só mantém parlatório onde há presídio. E há um ganho de prova nessa relação que vale além da OAB: a linha do parlatório da subseção dá o endereço "Avenida Ouro Branco, 355 - Patos de Minas/MG", que é exatamente o endereço do Presídio Sebastião Satiro na relação do Depen-MG. São duas fontes oficiais independentes confirmando o mesmo endereço de unidade prisional — conferência barata que o método da casa recomenda e que aqui fechou.

Serviços federais na fronteira

Justica federal
Subseção Judiciária de Patos de Minas (SJMG/TRF6), a 130 km — não há vara federal em Tiros, mas a comarca CONSERVA a competência federal delegada pela Portaria Presi nº 170/2026, de modo que a ação previdenciária pode ser ajuizada na Vara Única desta comarca, no Fórum Dr. Edison de Morais.
Justica trabalho
Vara do Trabalho de Patos de Minas (TRT-3), criada pela Lei nº 7.729/1989, a 130 km — atermação por vt.patosdeminas@trt3.jus.br e (34) 98430-9969.
INSS
Não há agência da Previdência Social identificada em Tiros pelas fontes consultadas. Requerimento, agendamento e perícia pelo telefone 135 ou pelo Meu INSS; a ação judicial contra o INSS, esta sim, pode ser ajuizada na própria comarca, pela competência federal delegada.
Ministerio público
Não foi localizada Sala do Ministério Público no Fórum Dr. Edison de Morais na relação do Guia Judiciário, e o portal do MPMG não devolveu página de promotoria por comarca nas URLs consultadas. A existência de promotoria de justiça na comarca não é negada — apenas não foi confirmada com endereço e telefone.

Estabelecimentos penais

Panorama
Nenhuma unidade prisional em Tiros. A varredura foi feita no texto integral da relação do Depen-MG/Sejusp, lendo o ENDEREÇO de cada unidade e não o nome — método que em Minas não é preciosismo: há presídio batizado com o nome de outra cidade, presídio cujo nome não cita cidade nenhuma e bairro com nome de município vizinho. No caso desta cidade o cuidado é ainda maior, porque o nome do município é uma palavra que aparece a toda hora em texto de segurança pública por razão inteiramente diversa; a busca correta foi pelo código da localidade e pelo endereço. Também não há APAC no município pelas fontes consultadas, e não há parlatório da OAB aqui — só em Patos de Minas, junto ao presídio de lá.
Unidades da região
As unidades que podem receber preso desta comarca, todas no mesmo bloco de Região Integrada de Segurança Pública da relação estadual, são seis. O Complexo Penitenciário Nossa Senhora do Carmo (sigla CPNSC), Avenida Santa Cruz, 2.150, Bairro Santa Cruz, Carmo do Paranaíba, telefones (34) 3851-3844 e 9987-9802 — comarca que o próprio Guia situa a 54 km de Tiros, e a unidade mais próxima com distância medida em fonte oficial do TJMG. O Presídio Sebastião Satiro (PRSST), Avenida Ouro Branco, 355, Distrito Industrial II, Patos de Minas, telefone (34) 3822-5356 — endereço que a relação de salas da OAB/MG confirma de forma independente, ao publicar ali o parlatório da subseção. O Presídio Presidente Olegário (PRPOL), Rua Alfredo Batista, 207, Bairro Aleixo Araújo, Presidente Olegário, telefone (34) 3811-2417. A Penitenciária Deputado Expedito de Faria Tavares (PDEFT), Estrada do Córrego Feio, s/nº, km 4, Zona Rural, Patrocínio, telefones (34) 98437-1565, 98437-1573 e 98437-1829. O Presídio Sargento Jorge (PRSJ), Rua Egídio Machado, 866, Centro, Coromandel, telefone (34) 3841-0219 — nome que não cita a cidade e que por isso só se acha pelo endereço. E o Presídio de Monte Carmelo (PRMCR), Avenida da Saudade, 380, Vila Dourada, Monte Carmelo, telefone (34) 3842-4048. A distinção entre "presídio" e "penitenciária" é de regime e destinação pela Lei de Execução Penal, não de tamanho, e tem efeito de estrutura: é a penitenciária que aciona a obrigação de instalar vara de execução penal, pelo artigo 10, § 3º, e pelo artigo 311 da LC 59/2001.
Ressalva
"Sem unidade no município" é frase que inverte a resposta da execução penal, e por isso ela não vem aqui de ausência de resultado numa busca por nome: vem de varredura do texto integral, endereço por endereço. Ainda assim, a relação lida é cópia arquivada, porque o portal do Depen-MG está indisponível durante o período de vedações eleitorais de 2026, e ausência numa relação congelada não é prova de inexistência hoje. A Região Integrada de Segurança Pública a que pertence o município de Tiros não é afirmada por esta ficha: a relação agrupa UNIDADES por RISP, não municípios, e deduzir a RISP de um município a partir dela é erro medido. E a relação não publica capacidade, regime de cada unidade nem dia e regra de visita — informação que muda por portaria da direção de cada unidade e que se confirma na própria unidade ou com o defensor ou advogado do preso, nunca por analogia com outra cadeia. Esta ficha não publica dia de visita que não tenha lido em fonte oficial.

Defensoria Pública Estadual

Panorama
A Defensoria Pública de Minas Gerais não tem unidade em Tiros, e não foi possível determinar qual unidade atende a comarca. A relação oficial de unidades responde e não menciona o município; a unidade mais próxima que a relação nomeia é "Patos de Minas - Sede", com telefone (34) 3823-4127, e essa página declara, no campo "Municípios contemplados por esta unidade / comarca", apenas Patos de Minas. Também não constam unidades em São Gotardo, em Rio Paranaíba nem em Carmo do Paranaíba. A consequência prática, e ela é séria numa comarca sem advogado dativo estruturado, é que o atendimento de quem não pode pagar advogado nesta comarca depende de designação, de plantão ou de nomeação pelo juízo, e a porta para descobrir como se faz é a Direção do Foro, não esta página.
Ressalva
Ausência numa relação oficial não é prova de ausência de atendimento. A Defensoria mineira atua por comarca e por designação, e há comarca atendida por defensor de outra sede sem que a lista de unidades registre isso. Esta ficha declara o que mediu: a relação não cita Tiros e a unidade de Patos de Minas não a inclui na sua própria lista de municípios contemplados. Quem precisa do serviço pergunta na unidade de Patos de Minas ou na Direção do Foro de Tiros, pelo (34) 3853-2800.

Justiça Federal

Subseção
Subseção Judiciária de Patos de Minas (SJMG/TRF6)
Jurisdição
Tiros integra a área de jurisdição da Subseção Judiciária de Patos de Minas, ao lado de Abadia dos Dourados, Arapuá, Carmo do Paranaíba, Coromandel, Cruzeiro da Fortaleza, Guimarânia, Lagamar, Lagoa Formosa, Matutina, Patrocínio, Presidente Olegário, Rio Paranaíba, São Gonçalo do Abaeté, São Gotardo, Serra do Salitre e Varjão de Minas, mais Lagoa Grande, que a portaria lista como novo. Não há vara federal em Tiros, e a sede da subseção fica a 130 km. Na tabela de jurisdições da Seção Judiciária de Minas Gerais o município sai SEM asterisco — nessa publicação o asterisco marca área de atuação dos Oficiais de Justiça, e não competência jurisdicional; no PDF da portaria que trata da competência delegada o mesmo sinal tem outro significado, e confundir os dois é erro de leitura de fonte, não de direito. A subseção da OAB/MG mantém sala própria na Justiça Federal de Patos de Minas, na Rua Alberto Pereira da Rocha, 12, Copacabana, 1º andar.
Competência delegada
Tiros CONSERVA a competência federal delegada, e essa é a resposta que mais muda a vida de quem mora aqui. A Portaria Presi nº 170/2026 do TRF6 lista as comarcas estaduais em duas colunas e o cabeçalho de cada uma foi lido inteiro, pela grade da tabela: a segunda coluna é a das comarcas "com competência federal delegada" e a terceira é a das que "deixaram de possuir competência federal delegada". Na linha da Subseção de Patos de Minas, Tiros está na coluna das que CONSERVAM, ao lado de Coromandel, Rio Paranaíba e São Gotardo; do outro lado, tendo perdido, estão Patos de Minas, Carmo do Paranaíba, Patrocínio e Presidente Olegário. O nome de Tiros não traz asterisco, o que importa porque o asterisco naquele anexo remete à Decisão PRESI nº 241/2026, que suspendeu a eficácia da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026 apenas quanto às comarcas de Poço Fundo e Carandaí, mantendo-as nas subseções de Pouso Alegre e Belo Horizonte até a instalação das unidades de apoio de Machado e Barbacena. Na prática, e é isto que a família pergunta: a ação previdenciária de quem mora em Tiros — aposentadoria por idade, aposentadoria rural, aposentadoria por tempo de contribuição, auxílio por incapacidade temporária, aposentadoria por incapacidade permanente, benefício de prestação continuada ao idoso e à pessoa com deficiência, salário-maternidade rural, pensão por morte — continua podendo ser ajuizada na Vara Única desta comarca, no Fórum Dr. Edison de Morais, com recurso para o TRF6, sem deslocamento de 130 km até Patos de Minas. O fundamento é o artigo 15, inciso III e § 2º, da Lei nº 5.010/66, na redação da Lei nº 13.876, de 20 de setembro de 2019, regulamentado pela Resolução CJF nº 603/2019, alterada pela Resolução CJF nº 705, de 27 de abril de 2021.
Contexto
A delegada não se deduz de nada — nem do tamanho da cidade, nem da vizinhança, nem do par do juiz das garantias —, e o ciclo de três desta comarca é a prova mais limpa disso que o estado oferece. Rio Paranaíba, que é o juiz das garantias de Tiros, conserva a delegada. Presidente Olegário, de quem Tiros é juiz das garantias, perdeu. Tiros conserva. São três comarcas de vara única, de primeira entrância, no mesmo ciclo do mesmo anexo da mesma portaria, com duas respostas diferentes para a mesma pergunta previdenciária. Quem generaliza a partir da comarca do lado erra em uma de cada três vezes — e quem generaliza a partir da sede da subseção erra sempre, porque Patos de Minas é justamente uma das que perderam.
Acervo anterior
Para quem conserva a delegada a pergunta do acervo não se põe do mesmo modo, mas convém registrar a regra, porque o quadro muda por portaria: o gatilho da cessação em Minas é a instalação de unidade de apoio do TRF6, e ela pode alcançar esta comarca a qualquer tempo, sem aviso a quem mora aqui. Quando isso ocorre, o que está provado é o artigo 4º da Resolução CJF nº 603/2019 — as ações previdenciárias ajuizadas no juízo estadual antes de 2020 permanecem nele até o trânsito em julgado. Já a regra específica do acervo formado até a data da cessação é atribuída ao artigo 13, § 2º, da Resolução Conjunta nº 3/2026, cujo texto integral não foi localizado publicado; esta ficha não afirma o conteúdo desse dispositivo. Quem tem ação em curso confere nos autos, não presume.

Justiça do Trabalho

Nome
Vara do Trabalho de Patos de Minas (TRT da 3ª Região)
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região
Abrangência
A reclamação trabalhista de quem trabalha em Tiros vai à Vara do Trabalho de Patos de Minas, criada pela Lei nº 7.729, de 16 de janeiro de 1989 — a 130 km daqui. A jurisdição dessa vara alcança treze municípios além da sede: Arapuá, Carmo do Paranaíba, Lagamar, Lagoa Formosa, Lagoa Grande, Matutina, Presidente Olegário, Rio Paranaíba, Santa Rosa da Serra, São Gonçalo do Abaeté, São Gotardo, Tiros e Varjão de Minas. Para atermação — o procedimento pelo qual quem não tem advogado registra a reclamação diretamente na vara — o TRT-3 publica o e-mail vt.patosdeminas@trt3.jus.br e o telefone (34) 98430-9969, sem WhatsApp. A subseção da OAB/MG mantém sala própria na Justiça do Trabalho de Patos de Minas, na Rua Dr. José Olympio de Melo, 70, Eldorado.
Contexto
Em Minas a Justiça do Trabalho não segue a comarca, e há comarca partida entre três foros diferentes. Tiros não é um desses casos, por um motivo trivial: a comarca tem um município só, então não há o que partir. A coincidência útil é outra e vale notar — a lista da Vara do Trabalho de Patos de Minas e a lista da Subseção Judiciária Federal de Patos de Minas quase se sobrepõem, mas não são a mesma: Santa Rosa da Serra está na trabalhista e não na federal, e Abadia dos Dourados, Coromandel, Cruzeiro da Fortaleza, Guimarânia, Patrocínio e Serra do Salitre estão na federal e não nesta vara do trabalho. São três recortes territoriais distintos sobre o mesmo pedaço do Alto Paranaíba — comarca, subseção federal e vara do trabalho —, e nenhum deles se deduz do outro.

Segurança Pública

Panorama
Um território de 2.091,8 km² com 7.883 pessoas, dois distritos e quatro povoados, um distrito a 69 km da sede, uma vara só para tudo, nenhum presídio dentro dos limites e a capital a 365 km. Esse desenho produz um efeito específico, e é o oposto do que se vê em comarca pequena com cadeia: a carga criminal que a Vara Única instrui e julga fica aqui, mas a fase de investigação e a fase de execução saem, cada uma para um lado diferente. A investigação vai para Rio Paranaíba, pelo rodízio do juiz das garantias. A execução de quem está preso vai para a comarca onde fica a unidade — Carmo do Paranaíba, Patos de Minas, Presidente Olegário, Patrocínio, Coromandel ou Monte Carmelo — pela Portaria Conjunta nº 344/2014. Sobra à Vara Única de Tiros o miolo: o flagrante, a instrução, o julgamento, o Júri e a execução de quem responde solto. Para a família isso significa três endereços possíveis para três perguntas que ela acha que são uma só.
Policia civil
Há Delegacia de Polícia Civil em Tiros, e a fonte é o próprio cadastro oficial da Polícia Civil de Minas Gerais: Delegacia de Polícia Civil de Tiros, Rua Agenor Faria, 1774, Centro, telefone (34) 3671-0217, expediente em dias úteis das 08h às 12h e das 14h às 18h. Ou seja: não há plantão noturno nem de fim de semana na unidade local — fora do expediente, o flagrante e a ocorrência urgente são atendidos pela estrutura regional, e o registro de ocorrência sem urgência pode ser feito pela Delegacia Virtual da PCMG ou pelo canal 197. O detalhe institucional mais revelador está no e-mail que a própria Polícia Civil publica para esta unidade: depol.saogotardo@policiacivil.mg.gov.br. O endereço eletrônico é o da delegacia regional de SÃO GOTARDO — a mesma cidade de cuja comarca Tiros foi termo judiciário até ter juiz próprio, e a mesma que hoje figura em 1º lugar na ordem de substituição quando esta comarca vaga. Três vínculos independentes, de épocas e de autoridades diferentes, apontando para o mesmo lugar. Note-se, por fim, que a estrutura policial não segue a do juiz das garantias: a investigação é presidida por delegado subordinado a São Gotardo e controlada por juiz de Rio Paranaíba.
Policia militar
Há unidade da Polícia Militar no município — a própria Prefeitura a arrola entre os destinos de contato do seu canal oficial, ao lado da Câmara, da Secretaria de Saúde, do Hospital Municipal e do plantão do Conselho Tutelar. O endereço e o telefone da unidade, porém, não são publicados por nenhuma das fontes consultadas e não são afirmados aqui. Para emergência vale o 190, que é nacional e atende 24 horas.
Defesa civil
A Coordenadoria Municipal de Defesa Civil de Tiros foi criada pela Lei municipal nº 1.143, de 2006, e funciona na Praça Santo Antônio, 170, na Sala Defesa Civil, dentro do prédio da Prefeitura. Atendimento presencial de segunda a sexta, das 08h às 16h, pelo (34) 98817-4766, e contato de 24 horas pelo (34) 99139-2811. Num município de chapada, cerrado e lavoura irrigada, a Defesa Civil é a porta de registro de ocorrência de estiagem, incêndio em vegetação e vendaval — e o registro dela é o documento que instrui pedido de reconhecimento de situação de emergência, matéria que já esteve em pauta aqui: o município decretou emergência econômica no setor agropecuário e criou respaldo institucional para produtores rurais, segundo comunicação oficial do próprio portal municipal.
Atendimento mulher
A Central de Atendimento à Mulher, o 180, funciona 24 horas em todo o país. Não há Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher em Tiros — a unidade local é a Delegacia de Polícia Civil de Tiros, e o registro de ocorrência de violência doméstica é feito nela, em dias úteis, ou por 190 e 180 fora do expediente. Os processos de violência doméstica correm na Vara Única desta comarca e estão expressamente FORA do juiz das garantias, pelo artigo 3º da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025 — quer dizer que a medida protetiva de urgência é pedida e decidida aqui mesmo, em Tiros, e não em Rio Paranaíba. Num município com 3,77 habitantes por quilômetro quadrado, em que a distância até o fórum pode ser de dezenas de quilômetros de estrada vicinal, isso não é detalhe processual: é a diferença entre conseguir e não conseguir a medida no mesmo dia.
Proteção crianca
Há Conselho Tutelar no município, com plantão, e a Prefeitura o arrola entre os destinos do seu canal oficial de contato; o endereço e o número do plantão não são publicados na página consultada e não são afirmados aqui. A porta administrativa do sistema de proteção é a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, na Rua Agenor Faria, 1557, Centro — a mesma rua da delegacia —, com atendimento das 07h às 16h, telefones (34) 99954-7026 e (34) 99718-0820 e e-mail desenvolvimentosocial@tiros.mg.gov.br. Do lado judiciário, a infância e a juventude são da Vara Única, que tem o PJe implantado para as classes cíveis do Estatuto da Criança e do Adolescente desde 15 de maio de 2020. O disque 100, nacional, recebe denúncia de violação de direitos de criança e adolescente.
Ressalva
O CEP que a Polícia Civil publica para a Delegacia de Tiros é 38800-000, que é faixa de Patos de Minas; o CEP do município de Tiros é 38880-000, e nele concordam o Guia Judiciário do TJMG, o cadastro do CNES e o portal da Prefeitura. A ficha adota 38880-000 e registra a divergência sem reconciliar o resto do registro. E o nome do delegado titular, que o cadastro oficial publica, não é reproduzido aqui: esta ficha não nomeia autoridade viva.

Cartórios

Estrutura
Cinco serventias na relação do Guia Judiciário, e quatro delas na sede, o que é bastante para um município de 7.883 habitantes. Uma a uma, como a fonte publica. Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas de Tiros: Avenida José Ferreira Capetinga, 759, Centro, CEP 38880-000 — é onde se matricula terra, se registra hipoteca e penhor agrícola, se averba usucapião e se registra o ato constitutivo de associação e de cooperativa. 1º Tabelionato de Notas e Protesto de Títulos e Registro Civil das Pessoas Naturais de Tiros: Avenida José Ferreira Capetinga, 775, sala 101, Centro, CEP 38880-000, telefone (34) 99904-9800 — acumula três atribuições numa só serventia, de modo que nascimento, casamento, óbito, escritura, procuração pública e protesto de título saem todos do mesmo balcão. 2º Tabelionato de Notas de Tiros: Praça Santo Antônio, 304, Centro, CEP 38880-000, telefones (34) 99113-9491 e (34) 98848-6609 — segundo tabelionato de notas numa cidade deste porte é sinal de volume de escritura rural, não de população. E, no distrito, o Registro Civil com Atribuição Notarial de Canastrão, telefone (34) 3853-1476, que na relação sai com endereço na própria sede da comarca, na Avenida José Ferreira Capetinga, 775, sala 101 — a mesma do 1º Tabelionato. A acumulação de atribuições numa mesma serventia é autorizada pelo artigo 6º, §§ 5º e 6º, da LC 59/2001, na redação da LC nº 166/2022, e é o que explica por que um único endereço abriga protesto, notas e registro civil de duas localidades.
Ressalva
Duas observações de fonte. A primeira: a serventia do distrito de Canastrão aparece publicada com endereço na sede da comarca, a 69 km do próprio distrito. A ficha reproduz o que a relação oficial publica e não conclui daí que o atendimento em Canastrão não exista nem que exista — confirme antes de mandar alguém a Canastrão ou de supor que é preciso vir a Tiros para uma segunda via de certidão. A segunda: o Guia publica números de celular no campo "Fax" de três dessas serventias e um número fixo no campo "Telefone" de outra, de modo invertido em relação ao que se esperaria; os números foram reproduzidos apenas onde o rótulo da fonte permite, e nenhum celular foi apresentado aqui como fax. Em Minas há ficha publicada que trocou fax por telefone exatamente por não ler o rótulo.

Saúde Pública

Panorama
Tiros tem um hospital e uma rede básica pequena, toda no Centro, e o que importa para quem lê esta página por causa de um processo é saber onde se faz o exame que vira prova. O Hospital Municipal Conceição Palhares, CNES 2102021, está na Avenida Presidente Antônio Carlos, 372, Centro, telefone (34) 99831-7768, com atendimento contínuo de 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados, e faz atendimento ambulatorial pelo SUS. É a unidade de porta aberta do município: é lá que chega vítima de acidente, de agressão e de intoxicação, e é de lá que sai o prontuário e a ficha de atendimento que instruem tanto o inquérito quanto o pedido de medida protetiva. A atenção primária é o Centro de Saúde de Tiros — PSF Renascer, CNES 2101963, na Avenida Antônio Carlos, 369, Centro, telefone (34) 99810-2167, manhã e tarde, com atendimento ambulatorial SUS. A Secretaria Municipal de Saúde funciona na Avenida José Bomtempo, 289, Centro, das 08h às 16h, telefone (34) 99709-1743, e-mail saude@tiros.mg.gov.br; o mesmo endereço consta no CNES como estabelecimento gestor. A Vigilância Epidemiológica está na Avenida José Ferreira Capetinga, 444, Centro, telefone (34) 99824-5614. Há uma unidade móvel de suporte básico cadastrada, a USB 022, com endereço na Avenida José Ferreira Capetinga, 1461, bairro Lagoinha, que atende nos turnos da manhã, tarde e noite — o SAMU é o 192, nacional.
Saude mental
Para a advocacia criminal esta é a linha mais relevante do bloco: o município tem um Centro de Convivência e Cultura, o CECO I Edilma Nunes Lagares, na Praça Santo Antônio, 28, Centro, telefone (34) 98285-387, com atendimento nos turnos da manhã e da tarde, cadastrado no CNES sob o código 8178178 como unidade de atenção em saúde mental. Não há CAPS nem hospital psiquiátrico no município pelas fontes consultadas, e não há APAC. Isso importa porque a medida de segurança, o tratamento ambulatorial do artigo 97 do Código Penal, a internação involuntária e o encaminhamento de dependência química dependem de rede que aqui é mínima e regionalizada — o encaminhamento sai do município e a referência regional é Patos de Minas, a 130 km. Há ainda a APAE de Tiros, na Avenida José Ferreira Capetinga, 1420, bairro Cabeceira, telefone (34) 3853-2360, atendimento pela manhã, que é a estrutura local de atenção à pessoa com deficiência intelectual — referência natural em processo de curatela, de benefício de prestação continuada e de avaliação de capacidade.
Pericia
Não há Instituto Médico-Legal nem posto de perícia criminal em Tiros pelas fontes consultadas, e esta ficha não afirma para onde vai o corpo nem onde se faz o exame de corpo de delito desta comarca — é dado de estrutura da Polícia Civil que o cadastro público de unidades não traz. Há, no município, um laboratório de análises clínicas e um centro de especialidades privado, o Centro de Especialidades Cleonice Maria de Oliveira, na Avenida José Ferreira Capetinga, 1640, bairro Nossa Senhora do Rosário, telefone (34) 99839-4418, sem atendimento ambulatorial pelo SUS. Exame pericial em processo — perícia médica previdenciária inclusive, agora que a comarca conserva a competência federal delegada — é designado pelo juízo e o local consta do mandado, não desta página.

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Disque denuncia
181
Direitos humanos
100
Defesa civil municipal
(34) 99139-2811 — contato de 24 horas da Defesa Civil de Tiros

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

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SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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