História
Bariri começa como ponto de rio. Em 20 de abril de 1769, a expedição comandada pelo português Teotônio José Juzarte — então com 19 anos, recém-vindo da Marinha de Guerra de Lisboa a pedido do governador da Capitania de São Paulo, Dom Luiz Antonio de Souza — avistou no Tietê uma ilha comprida e, adiante, duas cachoeiras que ficaram chamadas Bariry-Mirim e Bariry-Guaçu. Foi nesse acampamento que os indígenas da expedição encontraram os Caingangue, também conhecidos por Coroados, que habitavam a região. O relato está no verbete histórico do município na Biblioteca do IBGE, que o cita a partir de material da própria Prefeitura.
A ocupação de fato vem meio século depois. Com a instalação do município de Araraquara em 1832, a área passou a ser conhecida como "Campos de Araraquara", dividida em um distrito e dezenove quarteirões; a terra que viria a ser Bariri era o Quarteirão 9, e no primeiro recenseamento federal, de 1835, ali vivia José Antonio de Lima, lavrador às margens do rio, no Sítio do Tietê. Em 1858 João Leme da Rosa comprou o último grande lote e doou parte ao bispado para que se erguesse igreja em devoção a Nossa Senhora das Dores — o gesto que fixou o povoado e multiplicou o valor das terras.
A cronologia jurídica, que é a que esta ficha precisa acertar, corre assim: distrito criado como Nossa Senhora das Dores do Sapé pela Lei Provincial nº 30, de 7 de maio de 1877, subordinado a Jaú; elevado a vila com o nome de Bariri pelo Decreto-lei nº 60-A, de 16 de junho de 1890, desmembrado de Jaú, com sede na antiga vila e constituído apenas do distrito-sede; instalado em 12 de julho de 1891; elevado à condição de cidade pela Lei Estadual nº 1.038, de 19 de dezembro de 1906. O nome, segundo o verbete, foi dado pelo próprio governador Prudente de Moraes, depois de ouvir de Joaquim Lourenço Correa, em 16 de junho de 1890, a história da grande cachoeira.
Depois vem o episódio que ainda hoje desenha a comarca. A Lei Estadual nº 1.380, de 14 de agosto de 1913, criou o distrito de Buenópolis e o anexou a Bariri; a Lei Estadual nº 1.828, de 21 de dezembro de 1928, rebatizou-o Itaju; e a Lei Estadual nº 2.456, de 30 de dezembro de 1953, desmembrou Itaju de Bariri. O município ficou, dali em diante, com um só distrito — situação que a divisão territorial do IBGE registra inalterada até 2023. Mas a Justiça não acompanhou a separação administrativa: Itaju continua jurisdicionado à comarca de Bariri, e o cartório de Itaju leva no nome oficial, até hoje, a expressão "da Comarca de Bariri". Fontes: verbete do IBGE (Formação Administrativa e Histórico), lido em 24/09/2026.