História
A história de Araújos é a de uma família que deu nome a uma mata. O verbete do IBGE conta que a região do Alto São Francisco foi desbravada por bandeirantes em busca de ouro e pedras preciosas e que, por volta de 1750, uma família de sobrenome Araújo se mudou para as matas onde hoje está o município; depois vieram os Lucas, os Pereiras e outras famílias. A Prefeitura acrescenta que a terra era habitada por índios, que a família Alves de Araújo se estabeleceu no lugar e que a pequena aglomeração se formou às margens do Rio Lambari, com o nome de "Mata dos Araújo". O que prendeu as famílias foi a terra: "a fertilidade das terras, próprias para a agricultura e o desenvolvimento da cultura de arroz, feijão, mandioca e amendoim", nas palavras do IBGE. Em 1880 os Araújos construíram uma capela e um cemitério; por volta de 1930, a Igreja Matriz de São Sebastião, e na mesma época começou a rodovia Belo Horizonte–Uberaba, que deu "grande impulso" ao povoado. O percurso administrativo é curto: distrito de Bom Despacho pela Lei nº 148, de 1938; ampliado com parte de Santo Antônio do Monte em 1943; município pela Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, instalado em 1º de janeiro de 1954 — a mesma lei que fez de Perdigão e de Nova Serrana cidades. A Prefeitura registra, pelo cartório de registro civil, que 231 pessoas nasceram na cidade no ano da emancipação, que o primeiro prefeito eleito tomou posse em 1955 e que, nos anos seguintes, vieram agência dos Correios, prefeitura, biblioteca, cinema e quadra esportiva. As três cidades emancipadas pela mesma lei dividem hoje o mesmo fórum.