História
A história de Dores do Indaiá é de um município que foi criado, desfeito e recriado, e de um nome que foi cortado e recosturado. O marco fundador é religioso: por volta de 1796 Manoel Correia de Souza, da fazenda Patos, doou o terreno da capela de Nossa Senhora das Dores; antes disso houve, pelo verbete do IBGE, acampamento de tapuias e depois quilombos, e a sesmaria de Domingos de Brito, abandonada sem vestígio. O distrito é da Lei provincial nº 239, de 30 de novembro de 1842. A vila e o município de Nossa Senhora das Dores do Indaiá foram criados pela Lei provincial nº 472, de 31 de maio de 1850, e a lei foi tornada sem efeito por falta de interesse em construir os edifícios públicos — detalhe que diz muito sobre o que era instalar município no Império. A Lei nº 623, de 30 de maio de 1853, restaurou a vila; a Lei provincial nº 1.625, de 1870, extinguiu o município e transferiu a sede para o povoado de Nossa Senhora do Patrocínio de Marmelada; a Lei provincial nº 2.651, de 1880, o devolveu, com reinstalação em 15 de setembro de 1882; e a Lei nº 3.333, de 8 de outubro de 1885, fez a cidade. A comarca veio em seguida, instalada em 22 de abril de 1890. Em 1923 chega o corte do nome, pela Lei estadual nº 843, e com ele a perda territorial que criou Luz — a mesma lei formou o novo município com distritos desmembrados de Indaiá, entre eles Nossa Senhora da Luz do Aterrado, que passou a chamar-se Luz, e Córrego d'Anta; encurtou "Espírito Santo do Quartel Geral" para Quartel Geral; e o distrito de Estrela veio a ser Estrela do Indaiá. Em 1938 a divisão territorial do estado já registra o município com o nome inteiro e esses três distritos, e o Decreto-Lei nº 1.058, de 1943, confirma a lista. Os dois que eram distritos são hoje municípios próprios — e continuam na comarca.