História
Brasilândia de Minas é, pelo relato do IBGE, filha de uma reforma agrária feita por decreto de guerra. As terras pertenceram a Joaquina do Pompéu, a grande sesmeira do sertão mineiro, cujo nome completo o verbete transcreve inteiro — Joaquina Maria Bernarda da Silva de Abreu Castello Branco Souto Maior de Oliveira Campos —, e ao marido, o capitão Inácio de Oliveira Campos; eram retiros de gado cuidados por escravizados. Com a morte de Dona Joaquina, em 1824, a fazenda se repartiu entre os herdeiros, e uma gleba de seis léguas quadradas, a Fazenda Extrema, acabou nas mãos de um grupo de ingleses, que a chamou de Brazil Land. A companhia abandonou a terra durante a Segunda Guerra; terminado o conflito, o governo de Getúlio Vargas a desapropriou, e o verbete registra aí "a primeira reforma agrária de nossa região". Em 22 de maio de 1952 chegaram os colonos, vindos de Pirapora pelo Porto dos Cavalos, e acamparam diante da Casa Grande. Houve doença, falta de ferramenta e de mantimento; a resposta foi uma cooperativa. Em volta da Casa Grande formou-se o povoado, que virou vila e ganhou impulso com a chegada de empresas que o próprio verbete nomeia. No fim dos anos 1980 eram cerca de sete mil moradores em bairros como Contingente, Porto e Sede Velha, e começou a luta pela emancipação — com um plebiscito frustrado, conta o IBGE, que teria emancipado o distrito de Caatinga com sede em Brasilândia. O distrito de Brasilândia veio pela Lei municipal nº 397, de 30 de julho de 1991, ainda dentro de João Pinheiro; o município, pela Lei estadual nº 12.030, de 21 de dezembro de 1995, que emancipou de uma vez dezenas de municípios mineiros e registrou este como "Brasilândia de Minas (ex-Brasilândia)", desmembrado de João Pinheiro. A instalação foi em 1º de janeiro de 1997. A comarca não acompanhou a emancipação: a mesma lei manteve Brasilândia de Minas na Comarca de João Pinheiro, onde ela está até hoje.