Cidade de MG

Caputira

Caputira tem 8.936 habitantes (Censo 2022) em 188 km² da Zona da Mata mineira e um único distrito, a sede. Não é sede de comarca: o Guia Judiciário do TJMG responde que a localidade "pertence à Comarca de Abre Campo", de segunda entrância, instalada em 1892, cujo fórum — o Fórum Doutor Octávio de Paula Rodrigues, na Rua Eduardo Miguel Chaves Fernandes, 31, em Abre Campo — fica a 47 km. Lá funcionam as duas varas mistas da comarca, a 1ª Vara Cível, Criminal e da Infância e da Juventude e a 2ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais, e é nesse fórum que se reúne o Tribunal do Júri que julga os crimes dolosos contra a vida ocorridos em Caputira. A execução penal segue a unidade onde o preso está (Portaria Conjunta nº 344/2014): no Presídio de Abre Campo, 2ª Vara de Abre Campo; no de Manhuaçu, comarca de Manhuaçu. O juiz das garantias dos crimes comuns é de Ponte Nova. Justiça Federal e Justiça do Trabalho, em Manhuaçu. A cidade não tem delegacia de Polícia Civil nem hospital; a Defensoria atende em Abre Campo.

UF
MG
Porte
micro
População
8.936 hab.

Para questões judiciais em Caputira (MG), o juízo competente é da Comarca de Abre Campo — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

Pessoa presa e a família sem informação? Veja como localizar uma pessoa presa em Minas Gerais — o passo a passo com os canais oficiais do estado.

Crimes dolosos contra a vida

Tribunal do Júri em Caputira/MG

Homicídio, feminicídio, infanticídio, aborto e induzimento ao suicídio — os crimes dolosos contra a vida, consumados ou tentados — não são julgados por um juiz, e sim pelo Tribunal do Júri (art. 5º, XXXVIII, da Constituição). Para um fato ocorrido em Caputira/MG, o julgamento é no Júri da Comarca de Abre Campo: a competência é do lugar do crime (art. 70 do CPP), salvo desaforamento (art. 427 do CPP). Como o Júri está organizado nesta comarca — vara que o preside, fórum, jurisdição — está descrito mais abaixo, em Órgãos e instituições e no Panorama jurídico desta página.

No Júri, quem decide são sete jurados sorteados entre moradores da comarca, que votam em sigilo e sem justificar o voto (arts. 406 a 497 do CPP). O rito tem duas fases: a instrução preliminar, que termina em pronúncia, impronúncia, absolvição sumária ou desclassificação, e o plenário, em que a prova é debatida diante dos jurados e a defesa fala por último. Por isso a defesa em plenário é ofício próprio: quesitação, prova oral, tese e réplica se decidem na sessão, e o que não chega ao plenário não conta. A Constituição assegura ao acusado a plenitude de defesa — mais do que a ampla defesa dos demais processos — e é o advogado quem a exerce.

Felipe Smargiassi (OAB/MG 155.242) atua em plenário do Júri em Minas Gerais — a partir de Guaxupé, no Sul de Minas, em qualquer comarca do estado. Minas tem uma tradição própria de plenário, a chamada escola mineira do Júri; é nessa tradição que o escritório trabalha.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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Particularidades

História

Caputira é uma cidade que mudou de nome quatro vezes e de município-mãe duas antes de ser dona de si. O verbete do IBGE conta que tudo começou no povoado de Santa Helena da Cabeluda, "formado numa região de passagem de tropas", que em 1868 passou à freguesia de São Francisco do Vermelho e, em 1875, recebeu o nome de freguesia de Santa Helena do Manhuaçu. O distrito de Santa Helena foi criado pelas leis provinciais nº 1.246, de 18 de novembro de 1865, e nº 2.165, de 20 de novembro de 1875, e pela Lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891, subordinado a Manhuaçu — e ali ficou por quase meio século. Em 1923 a Lei estadual nº 843 trocou o nome para Amazonita; em 1927 a Lei nº 948 devolveu o de Santa Helena. A primeira mudança de dono veio com o Decreto-Lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, que criou o município de Matipó e transferiu para ele o distrito de Santa Helena, tirado de Manhuaçu. Cinco anos depois, o Decreto-Lei nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, deu ao distrito o nome de Caputira. A emancipação veio pela Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, que elevou Caputira a município, desmembrado de Matipó, com sede no antigo distrito; a instalação, pelo verbete, foi em 1º de março de 1963. Desde a divisão territorial de 31 de dezembro de 1963 o município é formado só pelo distrito-sede. A consequência judicial é curiosa: Caputira saiu de Manhuaçu e de Matipó, mas o seu processo não corre em nenhuma das duas — corre em Abre Campo, a cidade de onde Matipó, por sua vez, havia saído.

Economia

O café é quase tudo o que se colhe em Caputira. A Produção Agrícola Municipal de 2023 dá ao município R$ 90.653 mil em lavouras, dos quais R$ 88.635 mil são de café em grão arábica — 98% do valor. Tudo o mais é residual: milho (R$ 780 mil), feijão (R$ 753 mil), cana-de-açúcar (R$ 252 mil), banana (R$ 103 mil), abacate e mandioca (R$ 65 mil cada). O PIB municipal de 2023 foi de R$ 196.872 mil, 0,02% do PIB de Minas Gerais, e o painel do IBGE reproduzido pela Prefeitura dá um PIB per capita de R$ 11.560,05 em 2020. A Prefeitura registra, como motor do comércio local, a Feira Gastronômica e Cultural, bimestral, na Praça Padre Joaquim de Castro, com barracas de comida mineira, artesanato e a cachaça local. Para a advocacia, a monocultura de encosta desenha um contencioso reconhecível: contrato de parceria e de meação no café, arrendamento, safra e safrista, registro do trabalhador rural, acidente no transporte da colheita, penhora de safra, inventário de sítio com cafezal e disputa de divisa. E a peculiaridade processual é que essas causas se espalham por duas cidades: o cível e o criminal em Abre Campo, a reclamação trabalhista e a ação contra o INSS em Manhuaçu.

Panorama jurídico

Quem abre a Lei Complementar estadual nº 59/2001 à procura do juiz de Caputira encontra, no Anexo II, uma Comarca de Matipó formada por Matipó, Caputira e Santa Margarida. Essa comarca nunca recebeu cargo de juiz nem prédio, e quem seguir a lei ao pé da letra vai atrás de um fórum que não existe. O Guia Judiciário do TJMG, consultado com o código da localidade, desfaz o equívoco: Caputira pertence à Comarca de Abre Campo. O desenho do papel é herança do tempo em que Caputira, então Santa Helena, era distrito de Matipó, situação que durou até a emancipação de 1962. Na vida real, portanto, o endereço judicial do caputirense é o Fórum Doutor Octávio de Paula Rodrigues, em Abre Campo, a 47 km da Praça Padre Joaquim de Castro, e ali se protocola e se decide tudo o que é estadual: a denúncia e as audiências, o Júri, o divórcio, o inventário do sítio de café, o alvará de soltura. O plenário do Júri é o momento de maior peso. Morte violenta ocorrida em Caputira é julgada nesse prédio por jurados alistados entre moradores dos seis municípios da comarca, e Caputira responde por cerca de um oitavo dessa população. O inquérito de homicídio fica com o juízo de Abre Campo desde a primeira cautelar, porque o artigo 3º da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025 tira os crimes dolosos contra a vida do rodízio das garantias. Vara privativa do Júri a comarca não tem: as duas são mistas, ambas com competência criminal, e o Guia não indica qual delas conduz o plenário. Crime comum segue outra trilha: até o oferecimento da denúncia, prisão, custódia, busca e demais cautelares passam por um juiz de Ponte Nova, num arranjo de pares recíprocos entre as varas das duas comarcas. Depois da condenação, quem fixa o juízo é a unidade onde o preso está: no Presídio de Abre Campo, a pena é executada na 2ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais daquela comarca; transferido para Manhuaçu ou a outra unidade, o processo de execução o acompanha; em liberdade, cumpre em Abre Campo, comarca da sua residência. Duas portas ficam fora do fórum estadual: a Justiça Federal, onde se pede o benefício do INSS, e a Vara do Trabalho, onde o safrista cobra as verbas da colheita, funcionam ambas em Manhuaçu, município que faz divisa com Caputira. Defensoria Pública, promotoria de justiça e 163ª Subseção da OAB/MG, estas sim, estão em Abre Campo, perto do fórum.

Patrimônio

O patrimônio de Caputira está na paisagem e na praça. A Prefeitura aponta como referências da cidade o Parque Municipal da Cachoeira, a dois quilômetros da sede, com corredeiras e quedas d'água — a água, avisa a própria Prefeitura, é imprópria para banho —, e a Rampa de Voo Livre do Fié, a catorze quilômetros, no alto da Serra do Sr. Gil, no Córrego Pernambuco, com 1.200 metros de altitude e 600 metros de desnível até o pouso, procurada por pilotos de parapente e asa-delta e por ciclistas. No centro, o Conjunto Paisagístico da Praça Padre Joaquim de Castro recebe a Feira Gastronômica e Cultural, e a cidade tem a sua banda de música, a Corporação Musical Campo Florido, fundada em 1984. O nome antigo, Santa Helena, sobrevive no nome de um laboratório do Centro registrado no cadastro do Ministério da Saúde.

Curiosidades

A curiosidade de Caputira é a de uma cidade com endereço judicial trocado. A Lei Complementar estadual nº 59/2001 criou, no Anexo II, uma "Comarca de Matipó" formada por Matipó, Caputira e Santa Margarida — exatamente o município de Matipó como ele era em 1938, com os distritos de Santa Helena e Santa Margarida. Só que a lei não deu a essa comarca nenhum cargo de juiz, e o Tribunal, perguntado, responde que Caputira pertence a Abre Campo. Resultado: Caputira, que foi distrito de Manhuaçu e depois de Matipó, julga os seus processos numa terceira cidade, a 47 km. Outra curiosidade é de nome: o mesmo lugar se chamou Santa Helena da Cabeluda, Santa Helena do Manhuaçu, Santa Helena, Amazonita, Santa Helena de novo e, desde 1943, Caputira — e cada troca está numa lei registrada no verbete do IBGE.

Educação e cidadania

Para o cidadão de Caputira, o caminho dos direitos passa por endereços em três cidades, e vale anotá-los antes de precisar. Na própria cidade: a Prefeitura, na Praça Padre Joaquim de Castro, 54, (31) 3873-5138, com atendimento das 12h às 18h; o Departamento de Assistência Social, pelo ramal 38; o Centro de Saúde, na Rua Ferreira Rios, (31) 3873-5180; e o Registro Civil com Atribuição Notarial, na Rua Lafaiete, 49-A, (31) 3873-5505, onde se tiram certidões e se lavram procurações. Em Abre Campo: o fórum, a Defensoria Pública, na Rua Adalberto Leão, 60, (31) 3872-1956, a promotoria de justiça e o CEJUSC, que faz conciliação e mediação antes e durante o processo. Em Manhuaçu: a Justiça Federal, para o INSS, e a Vara do Trabalho. Quem não pode pagar advogado tem direito à Defensoria Pública, que atende Caputira em Abre Campo nas áreas criminal, família, infância, saúde, cível, sucessões e execução penal. E qualquer pessoa pode pedir informação pública à Prefeitura pelo e-SIC do portal oficial, e a ouvidoria municipal informa prazo de resposta de trinta dias, prorrogáveis por mais trinta.

Segurança e fronteira

Numa noite de sábado em Caputira, se alguém da família é detido, não há na cidade porta de delegacia onde bater: a consulta de unidades da Polícia Civil responde que o município não possui delegacias da PCMG, e também não existe ali presídio nem cadeia. O socorro começa pelo 190, da Polícia Militar. Fora do expediente, o plantão 24 horas da Polícia Civil que o cadastro oficial registra está em Manhuaçu, cidade que faz divisa com Caputira, e é lá também que funciona a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher. Se o flagrante for por crime comum, quem decide a custódia é um juiz de Ponte Nova; sendo homicídio ou violência doméstica, a decisão fica com o juízo de Abre Campo. O passo seguinte é descobrir para onde o preso foi conduzido, porque a unidade define o juiz. No Presídio de Abre Campo, Rua Carolina de Abreu Costa, 91, processo e execução correm na mesma comarca, e a OAB/MG mantém parlatório nesse endereço para a conversa reservada com o advogado. No Presídio de Manhuaçu, Avenida Melo Viana, 222, a execução deixa Abre Campo e passa ao juízo de Manhuaçu. Ninguém comunica a família quando há transferência, embora ela troque o juiz; quem quer acompanhar consulta a guia de recolhimento e o SEEU. Para visitar, é preciso carteirinha: o pedido se faz em pessoa, no Núcleo de Assistência às Famílias ou na própria unidade, apresentando certidão criminal e comprovante de endereço, e o credenciamento vale por um ano.

Dados do município

Gentílico
caputirense
Mesorregião
Zona da Mata
Microrregião
Manhuaçu
Região intermediária (IBGE)
Juiz de Fora
Área (km²)
187.704
População (Censo 2022)
8.936
Densidade demográfica (hab/km²)
47.61

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Impostos e dívidas com o Estado de Minas Gerais

IPVA atrasado, ITCD de herança ou doação, ICMS, taxas, dívida ativa na AGE-MG e protesto de CDA valem para Caputira como para qualquer cidade mineira — os guias mostram o caminho oficial e quando cabe defesa.

Órgãos e instituições — Caputira/MG

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Abre Campo
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG)
Entrância
segunda entrância (da Comarca de Abre Campo, que é a que julga)
Instalação
Caputira não é sede de comarca, e quem diz isso é o próprio Tribunal. Pedida a consulta do fórum no Guia Judiciário do TJMG com o código da localidade de Caputira (MG_129), o sistema recusa e explica na mesma mensagem: "Desculpe, não é possível realizar a sua consulta: A Localidade Caputira não é uma Comarca. Somente Comarcas podem realizar esta consulta. A Localidade Caputira pertence à Comarca de Abre Campo". A contraprova vem da comarca-mãe: a consulta de municípios e distritos integrantes da Comarca de Abre Campo (MG_3), com o nome da sede conferido no próprio resultado ("Abre Campo(Comarca)"), lista Caputira a 47 km do fórum e a 267 km da capital. A Comarca de Abre Campo, pelo cabeçalho do mesmo Guia, é de entrância Segunda e foi instalada em 18 de junho de 1892. Uma terceira fonte, independente do Tribunal, fecha o ponto: a Defensoria Pública de Minas Gerais publica, para a sua unidade de Abre Campo, os municípios contemplados "Abre Campo, Caputira, Matipó, Pedra Bonita, Santa Margarida, Sericita" — os mesmos seis do Guia.
Classificação
Segunda entrância, e a classificação é a da comarca que julga. O Anexo I da Lei Complementar estadual nº 59, de 18 de janeiro de 2001, no item das comarcas de segunda entrância, traz Abre Campo com dois cargos de Juiz de Direito, e o Guia Judiciário publica duas varas instaladas no fórum. Caputira não tem cargo de juiz em lugar nenhum da lei. Vale lembrar que o Anexo I lista CARGOS de juiz, não varas, e que a entrância se lê no cabeçalho do Guia ("Entrancia: Segunda"), não se deduz do tamanho da cidade.
Anexo ii da lei
Quem lê só a lei se perde, porque o Anexo II da LC 59/2001 — a relação das comarcas com os municípios que as integram, a que se refere o artigo 3º, § 2º — não põe Caputira em Abre Campo. No texto atualizado publicado pela Assembleia Legislativa, o item 2 ("Abre Campo") tem apenas Abre Campo, Pedra Bonita e Sericita, e o item 181 ("Matipó") reúne Matipó, Caputira e Santa Margarida. Só que Matipó não tem juiz no Anexo I nem fórum instalado, e o artigo 3º, § 3º, da mesma lei manda que, até a instalação das comarcas criadas, prevaleçam "a divisão judiciária e a competência jurisdicional previstas na legislação em vigor". O Guia, que é a fonte viva do Tribunal, resolve na prática: Caputira pertence à Comarca de Abre Campo. A coincidência histórica explica o desenho do papel: os três municípios do item 181 são exatamente o território de Matipó entre 1938 e 1948 — Caputira, a antiga Santa Helena, foi distrito de Matipó até a Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962.
Estrutura
Não há fórum, vara, secretaria judicial, juiz nem e-mail @tjmg.jus.br próprio de Caputira. A Justiça Estadual de quem mora aqui funciona a 47 km, no Fórum Doutor Octávio de Paula Rodrigues, na Rua Eduardo Miguel Chaves Fernandes, 31, bairro São Jorge, em Abre Campo, CEP 35365-000, telefones (31) 3872-2850, (31) 3872-2851 e (31) 3872-2852. São duas varas, as duas mistas — cível e criminal —, divididas por uma especialização acessória que a família precisa conhecer: a 1ª VARA CÍVEL, CRIMINAL E DA INFÂNCIA E DA JUVENTUDE, e-mail abn1secretaria@tjmg.jus.br, ficou com a infância; a 2ª VARA CÍVEL, CRIMINAL E DE EXECUÇÕES PENAIS, e-mail abn2civ@tjmg.jus.br, ficou com a execução da pena. Traduzindo: processo criminal comum e processo cível podem cair em qualquer das duas; ato infracional e medida de proteção de criança vão à 1ª; progressão de regime, remição e livramento condicional vão à 2ª. No mesmo prédio o Guia registra a Administração do Fórum e a Direção do Foro (abn.adm@tjmg.jus.br), a Sala da Administração, a Sala da Assistência Social, o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania — CEJUSC (cejusc.abn@tjmg.jus.br) — e a Contadoria/Tesouraria (abncontadoria@tjmg.jus.br), que abriga a Distribuição de Feitos. O Guia não registra no prédio Sala do Ministério Público, Central de Mandados nem Cartório Eleitoral, o que prova apenas que esses serviços não ocupam sala cadastrada no fórum. Os feriados municipais da comarca publicados para 2026 são 4 e 5 de junho e 26 e 27 de julho — feriados de Abre Campo, que contam no prazo do processo de quem mora em Caputira.
Juizado especial
A consulta de Juizados Especiais do Guia Judiciário não devolve unidade autônoma na Comarca de Abre Campo. A causa de pequeno valor do caputirense é processada nas próprias varas do fórum de Abre Campo, e o cabeçalho do Guia inclui a comarca no Grupo Jurisdicional JESP de Viçosa. Esta página não deduz, desse grupo, o endereço da Turma Recursal.
Jurisdição
Seis municípios e três distritos respondem ao fórum de Abre Campo, e o Guia publica as duas distâncias de cada um — ao fórum e à capital: Abre Campo, sede, a 221 km de Belo Horizonte, com o distrito de Granada a 27 km e 239 km; Caputira a 47 km e 267 km; Matipó a 25 km e 249 km, com o distrito de Padre Fialho a 25 km e 245 km; Pedra Bonita a 48 km e 267 km; Santa Margarida a 52 km e 270 km, com o distrito de Ribeirão de São Domingos a 52 km e 272 km; e Sericita a 22 km e 236 km. Caputira está entre os mais distantes da sede: só Pedra Bonita (48 km) e Santa Margarida (52 km) ficam mais longe do fórum. Na distância à capital, Caputira empata com Pedra Bonita, a 267 km.
Tribunal juri
O homicídio, a tentativa de homicídio, o feminicídio, o induzimento ao suicídio, o infanticídio e o aborto ocorridos em Caputira são julgados pelo Tribunal do Júri da Comarca de Abre Campo, com Conselho de Sentença reunido no Fórum Doutor Octávio de Paula Rodrigues, na Rua Eduardo Miguel Chaves Fernandes, 31, em Abre Campo, a 47 km da cidade — e não em Manhuaçu, que é a cidade grande da região e a sede da região imediata, nem em Matipó, que é o vizinho de onde Caputira se emancipou, nem em Ponte Nova, que é a cidade do juiz das garantias. A regra é da lei de organização judiciária: o artigo 9º, § 3º, da LC 59/2001 põe em cada comarca um Tribunal do Júri. Não há vara privativa do Júri na comarca: as duas varas são mistas e as duas têm competência criminal no nome oficial — 1ª Vara Cível, Criminal e da Infância e da Juventude (abn1secretaria@tjmg.jus.br) e 2ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais (abn2civ@tjmg.jus.br). O Guia não diz qual delas preside o Júri, e esta página, por isso, afirma o fórum e as duas varas candidatas sem escolher entre elas. O corpo de jurados é alistado na comarca (artigo 425 do Código de Processo Penal), isto é, entre moradores dos seis municípios; Caputira responde por um oitavo da população da comarca.
Juri e garantias
Há uma consequência na fase de investigação que quase ninguém conhece: por ser crime doloso contra a vida, o inquérito de homicídio de Caputira NÃO vai para o juiz das garantias de Ponte Nova. O artigo 3º da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025 exclui os crimes dolosos contra a vida do rodízio, e o juízo que decide a prisão preventiva, a busca e apreensão e a quebra de sigilo no inquérito de homicídio é o mesmo juízo de Abre Campo que depois decide a pronúncia e preside o plenário.
Execução penal
Caputira não tem unidade prisional: a relação de unidades do Depen-MG não tem nenhuma ocorrência de "Caputira". Onde corre a execução da pena de quem mora aqui depende de onde a pessoa está, e a Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG dá as duas respostas, que esta página escreve juntas. Primeira metade (artigo 1º): a guia de recolhimento, provisória ou definitiva, vai ao juízo da execução da comarca onde o condenado ESTIVER RECOLHIDO. Se o preso de Caputira estiver no Presídio de Abre Campo, a execução corre na 2ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais de Abre Campo (abn2civ@tjmg.jus.br) — a mesma comarca do processo. Se estiver no Presídio de Manhuaçu, no Complexo Penitenciário de Ponte Nova ou em qualquer outra unidade, a execução corre na comarca dessa unidade. Segunda metade (parágrafo único): quem responde SOLTO — regime aberto, pena restritiva de direitos, sursis, livramento condicional — executa no juízo da comarca do seu endereço residencial, e para quem mora em Caputira isso é a 2ª Vara de Abre Campo. Atenção ao número da vara: a execução é da 2ª, não da 1ª, que ficou com a infância. A transferência muda o juiz: pelo artigo 3º da mesma portaria, transferido o preso, o juízo declina da competência e remete os autos "imediata e diretamente" à comarca de destino; os incidentes já instruídos têm trinta dias (artigo 4º); e a guia provisória sai logo após a sentença ou o acórdão, sem esperar o trânsito em julgado (artigo 2º). A pergunta que a família deve fazer, portanto, não é "qual é a comarca", mas "em que unidade ele está hoje". A execução tramita no SEEU, o sistema eletrônico de execução do Conselho Nacional de Justiça.
Juiz das garantias
Quem decide as medidas da investigação contra um morador de Caputira — prisão em flagrante e audiência de custódia, prisão preventiva, busca e apreensão, quebra de sigilo, produção antecipada de prova, homologação de acordo de não persecução penal e arquivamento — não é o juiz que vai julgar o processo, e não fica em Abre Campo: é um juiz de PONTE NOVA. O rodízio do juiz das garantias do interior de Minas está em vigor desde 25 de agosto de 2025 pela Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025, alterada pela Resolução nº 1.155/2026, e a tabela vigente é o Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026. Caputira não aparece na tabela — e não aparecer é o resultado correto, porque a escala é entre varas de comarcas. As linhas que valem são as de Abre Campo, na 3ª Região, lidas nas duas direções da coluna "JUIZ DAS GARANTIAS DE", e o desenho é de DOIS PARES RECÍPROCOS, um por vara: a 1ª Vara Cível, Criminal e da Infância e da Juventude de Abre Campo e a 1ª Vara Criminal e da Infância e da Juventude de Ponte Nova são, uma da outra, juiz das garantias; o mesmo vale para a 2ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais de Abre Campo e a 2ª Vara Criminal e de Execuções Penais de Ponte Nova. O par acompanha a especialização: infância com infância, execução com execução. Na prática, o inquérito de Caputira distribuído à 1ª Vara de Abre Campo tem as cautelares decididas pela 1ª Vara Criminal de Ponte Nova; o distribuído à 2ª, pela 2ª Vara Criminal de Ponte Nova. O cartório que processa continua sendo o de Abre Campo (artigo 7º, § 1º, da Resolução), e a função do juiz das garantias cessa com o oferecimento da denúncia. Ficam FORA do rodízio, pelo artigo 3º da Resolução, os crimes dolosos contra a vida, a violência doméstica e familiar contra a mulher, as infrações de menor potencial ofensivo e os crimes militares — nesses casos o juízo de Abre Campo decide tudo desde o início.
Substituição comarca vaga
Se uma vara de Abre Campo ficar vaga, a ordem oficial de substituição publicada pelo Guia é Rio Casca em 1º lugar, Raul Soares em 2º e Ervália em 3º. Vale o aviso que a fonte não dá: a substituição de comarca vaga NÃO é o par do juiz das garantias — Ponte Nova, que é o par de garantias, não aparece na tabela de substituição.

OAB — Subseção

Nome
163ª Subseção da OAB/MG — Abre Campo
Endereço
Rua Eduardo Miguel Chaves Fernandes, 10 (Rodovia BR-262, km 96), bairro São Jorge, Abre Campo - MG, CEP 35365-000
Telefone
E-mail
Estrutura
A subseção da Ordem sediada na comarca que julga Caputira é a 163ª Subseção da OAB/MG, em Abre Campo, cadastrada na Rua Eduardo Miguel Chaves Fernandes, 10, com o complemento "Rod. BR 262 - KM 96", bairro São Jorge, CEP 35365-000, telefone (31) 99765-2200 — na mesma rua do fórum, que fica no número 31. A relação oficial de salas da OAB/MG atribui a Abre Campo uma sala no Fórum, com funcionamento das 12h às 18h, e-mail abrecampo@oabmg.org.br e telefone (31) 3872-2083, e um parlatório — o espaço de atendimento reservado entre advogado e preso — no endereço Abreu Costa, 91, Maria Adelaide, que é o endereço do Presídio de Abre Campo na relação do Depen-MG. Não há sala da OAB/MG em Caputira na relação oficial.
Alternativa regional
Para o que corre em Manhuaçu — Justiça Federal e Justiça do Trabalho — a estrutura da Ordem é a da subseção de Manhuaçu, que mantém salas no Fórum (Avenida Centenário, 280, Bom Pastor), na Justiça do Trabalho (Praça Cordovil Pinto Coelho, 156, Centro) e na Justiça Federal (Rua Duarte Peixoto, 70 a 90, Coqueiro), com o e-mail manhuacu@oabmg.org.br.
Ressalva
A página da subseção não publica a lista de municípios da sua área, de modo que esta página não afirma que Caputira está na área da 163ª Subseção: afirma que ela é a subseção sediada na comarca a que Caputira responde. A página da subseção foi lida em cópia do Arquivo da Internet de 25 de janeiro de 2025, porque o portal da OAB/MG recusa a leitura automatizada. Na relação de salas, a linha da sala do Fórum de Abre Campo traz o endereço "Praça Santana, nº 7, Centro", que não é o do Fórum Doutor Octávio de Paula Rodrigues no Guia Judiciário; o dado fica registrado como publicado, e o endereço que vale para o fórum é o do Tribunal.

Serviços federais na fronteira

Justica federal
Subseção Judiciária de Manhuaçu (SJMG/TRF6) — não há vara federal em Caputira nem em Abre Campo, e a comarca de Abre Campo deixou de ter competência federal delegada: a ação previdenciária nova corre em Manhuaçu, com recurso ao TRF6.
Justica trabalho
Vara do Trabalho de Manhuaçu (TRT-3) — vt.manhuacu@trt3.jus.br, (33) 98455-1510.
INSS
Atendimento por agendamento pelo telefone 135 ou pelo aplicativo e site Meu INSS.
Ressalva
Agência do INSS, unidade do Detran/Ciretran, Procon municipal e Conselho Tutelar em Caputira não foram conferidos em fonte oficial para esta página, e por isso não são afirmados. A Prefeitura publica, na sua estrutura organizacional, um Departamento de Assistência Social, com atendimento pelo telefone geral (31) 3873-5138, ramal 38 — o ponto onde a família começa a procurar o CRAS, o Cadastro Único e os programas sociais.

Estabelecimentos penais

Panorama
Não há presídio, cadeia pública, penitenciária nem APAC em Caputira na relação oficial do Depen-MG. As duas unidades que mais interessam à família de quem é preso em Caputira são a da comarca e a da cidade vizinha. O PRESÍDIO DE ABRE CAMPO (PRACP) fica na Rua Carolina de Abreu Costa, 91, Bairro Maria Adelaide, em Abre Campo, telefones (31) 3872-1307 e (31) 3872-1104, fax (31) 3872-1104 — é a unidade da comarca do processo, e o preso recolhido nela tem a execução decidida pela 2ª Vara de Abre Campo. O PRESÍDIO DE MANHUAÇU (PRMÇU) fica na Avenida Melo Viana, 222, Bairro Bom Pastor, em Manhuaçu, telefones (33) 3332-1986 e (33) 3331-7754, fax (33) 3332-1986 e (33) 98407-1300 — e o preso recolhido nele executa a pena na comarca de Manhuaçu, não em Abre Campo. As duas estão na 12ª Região Integrada de Segurança Pública, que reúne também o Presídio de Caratinga, o Presídio de Manhumirim e o Complexo Penitenciário de Ponte Nova.
Visita
A visita a preso em Minas Gerais depende de cadastro prévio, e a regra é da Sejusp, não de cada presídio. Pelo serviço oficial de cadastro e renovação de visita social, podem visitar familiares, namorados e amigos que comprovem o vínculo, maiores de 18 anos (menor precisa de autorização judicial) e com a concordância do preso. O pedido é presencial, no Núcleo de Assistência às Famílias (NAF) ou na própria unidade, com documento oficial com foto (original e cópia), comprovante de endereço em nome do visitante de até 90 dias, certidão criminal da Polícia Civil de até 30 dias, certidão de casamento ou escritura de união estável para cônjuge e certidão de nascimento para filhos menores. O credenciamento demora até dez dias úteis; a carteirinha vale 365 dias e deve ser renovada 30 dias antes do vencimento. A visitação é semanal ou quinzenal, no sábado ou no domingo, limitada a dois adultos por vez, e filhos menores de 12 anos entram sem essa restrição. Os dias exatos de cada unidade são fixados pela administração dela.
Ressalva
A relação do Depen-MG foi lida em cópia de janeiro de 2026 (conteúdo informado como de março de 2025), porque o portal do Depen está fora do ar durante o período de vedações eleitorais de 2026. A relação não publica capacidade nem regime das unidades. Um detalhe de endereço que vale conferir antes de viajar: o Presídio de Manhuaçu e a 6ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Manhuaçu estão cadastrados no mesmo número da Avenida Melo Viana, 222, Bom Pastor.

Ministério Público Estadual

Estrutura
O Ministério Público de Minas Gerais atua perante as duas varas da Comarca de Abre Campo, e é a promotoria de justiça dessa comarca que oferece a denúncia e sustenta a acusação no Júri de um crime ocorrido em Caputira. A lista oficial de telefones do MPMG publica, para a comarca, uma linha: "Abre Campo - Secretaria da Promotoria de Justiça", telefone (31) 98482-1976. A mesma lista não traz linha própria para Caputira, o que é coerente com o município não ser comarca.
Ressalva
A lista de telefones não publica o endereço da promotoria nem quantos cargos de promotor a comarca tem, e a consulta de órgãos do Guia Judiciário não registra Sala do Ministério Público no fórum de Abre Campo — o que só prova que a promotoria não ocupa sala cadastrada no prédio. Por isso esta página não publica endereço da promotoria.

Defensoria Pública Estadual

Nome
Defensoria Pública de Minas Gerais — Abre Campo (Sede)
Endereço
Rua Adalberto Leão, 60, Praça Santana, lojas 11 e 13, Centro, Abre Campo - MG
Telefone
Horário
Segunda a sexta, das 8h às 17h
Contexto
Não há unidade da Defensoria Pública em Caputira. Quem não pode pagar advogado é atendido pela unidade de Abre Campo, cuja página oficial lista como municípios contemplados "Abre Campo, Caputira, Matipó, Pedra Bonita, Santa Margarida, Sericita" e como áreas atendidas Criminal, Família, Direitos das Crianças e dos Adolescentes, Saúde, Cível, Sucessões, Execução Penal, Juizado Cível e Juizado Criminal. Para a família de preso, as duas áreas que importam — criminal e execução penal — estão ali. Um cuidado de método: a lista de municípios de uma unidade da Defensoria mostra a abrangência do ÓRGÃO, não a jurisdição da COMARCA; aqui as duas coincidem, e a coincidência foi conferida no Guia Judiciário, que é quem define a comarca.

Justiça Federal

Subseção
Subseção Judiciária de Manhuaçu — Seção Judiciária de Minas Gerais (SJMG), Tribunal Regional Federal da 6ª Região
Jurisdição
A ação contra a União, contra o INSS, contra a Caixa ou contra autarquia federal de quem mora em Caputira é da Subseção Judiciária de MANHUAÇU. A tabela de jurisdições do Anexo II da Portaria Presi nº 170/2026 do TRF6 relaciona, na linha de Manhuaçu, Caputira ao lado de Abre Campo, Matipó, Pedra Bonita, Santa Margarida e Sericita — os seis municípios da comarca inteira — e de Alto Caparaó, Alto Jequitibá, Caiana, Caparaó, Carangola e outros da região. Não é Juiz de Fora, que é a região intermediária do IBGE, nem Ponte Nova, que é a cidade do juiz das garantias estadual: é Manhuaçu, município com o qual Caputira faz divisa.
Competência delegada
Este é o dado que decide onde se ajuíza a aposentadoria, o auxílio por incapacidade e o benefício assistencial: a Comarca de Abre Campo DEIXOU de ter competência federal delegada. O Anexo III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3, de 31 de março de 2026, na redação da Portaria Presi nº 170, de 19 de agosto de 2026, traz Abre Campo na coluna das comarcas que deixaram de possuir a delegação, ao lado de Caratinga, Carangola e Manhuaçu; na Subseção de Manhuaçu conservam a delegação apenas Ipanema e Mutum. Como a competência delegada segue a comarca, a ação previdenciária nova do caputirense não se ajuíza no fórum de Abre Campo, e sim na Justiça Federal em Manhuaçu, com recurso ao TRF da 6ª Região. O acervo formado antes da cessação não migra e permanece no juízo estadual (artigo 13, § 2º, da Resolução Conjunta). O critério legal é o do artigo 15, inciso III, e § 2º, da Lei federal nº 5.010/1966, na redação da Lei nº 13.876/2019: a delegação só subsiste onde a comarca fica a mais de 70 km da sede da vara federal mais próxima.
Juizado especial federal
As causas federais de até sessenta salários mínimos seguem o rito do Juizado Especial Federal (Lei nº 10.259/2001) na mesma Subseção Judiciária de Manhuaçu. Esta página não publica o endereço nem a composição das varas federais de Manhuaçu, que não foram conferidos em fonte do TRF6; o que se registra, por outra fonte oficial, é que a OAB/MG mantém sala de apoio ao advogado junto à Justiça Federal em Manhuaçu, na Rua Duarte Peixoto, 70 a 90, bairro Coqueiro.
Histórico
Minas Gerais saiu do Tribunal Regional Federal da 1ª Região quando a Lei federal nº 14.226/2021 criou o TRF da 6ª Região, com jurisdição exclusiva sobre o estado.

Justiça do Trabalho

Nome
Vara do Trabalho de Manhuaçu — Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3)
E-mail
Telefone
Abrangência
Alto Caparaó, Alto Jequitibá, Caparaó, Caputira, Chalé, Conceição de Ipanema, Durandé, Ipanema, Lajinha, Luisburgo, Manhuaçu, Manhumirim, Martins Soares, Matipó, Reduto, Santa Margarida, Santana do Manhuaçu, São João do Manhuaçu, São José do Mantimento, Sericita, Simonésia e Taparuba
Contexto
A reclamação trabalhista de quem trabalha em Caputira vai para a Vara do Trabalho de MANHUAÇU, cuja jurisdição, na relação oficial do TRT-3, abrange 22 municípios, Caputira entre eles. A Justiça do Trabalho parte a comarca de Abre Campo em duas, e a parte de Caputira não fica com a sede: Abre Campo e Pedra Bonita reclamam em Ponte Nova, enquanto Caputira, Matipó, Santa Margarida e Sericita reclamam em Manhuaçu. Para o trabalhador rural da cafeicultura — e o café é quase tudo o que Caputira colhe —, o efeito é concreto: o crime cometido na lavoura é julgado em Abre Campo, mas a ação pelo registro em carteira e pelas verbas da safra corre em Manhuaçu. Na planilha oficial de códigos das varas do TRT-3, a Vara do Trabalho de Manhuaçu é a de código 066. A OAB/MG mantém sala de apoio ao advogado junto à Justiça do Trabalho em Manhuaçu, na Praça Cordovil Pinto Coelho, 156, Centro.

Justiça Eleitoral

Ressalva
A zona eleitoral de Caputira e o endereço do cartório eleitoral que atende o município não foram conferidos nesta página: o cadastro de zonas é do TRE-MG, cujo portal bloqueia a leitura automatizada, e o Guia Judiciário não registra Cartório Eleitoral no fórum de Abre Campo. Para certidão de quitação, transferência de domicílio ou justificativa, o caminho é o portal do TRE-MG ou o autoatendimento da Justiça Eleitoral.

Segurança Pública

Panorama
O mapa da segurança e da justiça criminal de Caputira tem quatro cidades, e a família precisa das quatro. Em Caputira ficam a Prefeitura, o Centro de Saúde e o Registro Civil — mas nem delegacia, nem fórum, nem presídio. Em Abre Campo, a 47 km, ficam o fórum, as duas varas, o Tribunal do Júri, a execução penal, a Defensoria, a promotoria, a subseção da OAB, uma delegacia e o presídio da comarca. Em Manhuaçu, município vizinho, ficam o plantão policial 24 horas, a delegacia da mulher, a 6ª Delegacia Regional, o presídio regional, a Justiça Federal e a Justiça do Trabalho. E em Ponte Nova fica o juiz das garantias que decide a prisão e a audiência de custódia na investigação dos crimes comuns. Quem é preso em flagrante em Caputira tem a custódia decidida por juiz de Ponte Nova (artigo 2º da Resolução nº 1.109/2025), salvo se o crime for doloso contra a vida ou de violência doméstica, casos em que decide o juízo de Abre Campo.

Polícia Militar

Estrutura
A Polícia Militar atende pelo 190, e é ela, na prática, a primeira porta de quem precisa de socorro policial em Caputira, que não tem delegacia de Polícia Civil. Esta página não afirma o nome, o número nem a subordinação (batalhão, companhia, pelotão ou destacamento) da fração da Polícia Militar de Minas Gerais responsável por Caputira, nem o seu endereço e telefone locais, porque nenhuma fonte oficial lida publicou esse dado: o portal da Prefeitura não tem página de telefones úteis, e a relação de unidades da PMMG por município não foi obtida.

Polícia Civil

Estrutura
Caputira NÃO tem delegacia de Polícia Civil, e isso está dito pela própria fonte: a consulta de unidades do portal da Polícia Civil de Minas Gerais, pedida para o município de Caputira, responde "Esta cidade não possui delegacias da PCMG". O cadastro não diz qual delegacia tem a circunscrição sobre Caputira, e esta página não a deduz. O que ele publica são as unidades dos municípios vizinhos. Em MATIPÓ, limítrofe de Caputira, a Delegacia de Polícia Civil de Matipó fica na Rua José Monteiro de Oliveira, 75, Centro, CEP 35367-000, telefone (31) 3873-1221, e-mail depol.matipo@policiacivil.mg.gov.br. Em ABRE CAMPO, sede da comarca, a Delegacia de Polícia Civil de Abre Campo fica na Rua José Lopes Salgado, 1, bairro Ferraria, telefone (31) 3828-1141, e-mail cartorio.abrecampo@policiacivil.mg.gov.br. As duas funcionam de segunda a sexta, das 8h às 12h e das 14h às 18h.
Regional
Plantão 24 horas e delegacia especializada da mulher ficam em MANHUAÇU, município que também faz divisa com Caputira, na Avenida Melo Viana, 222, bairro Bom Pastor, CEP 36902-290, telefone (33) 3331-1020: a 6ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Manhuaçu (regional.manhuacu@pcivil.mg.gov.br), a Delegacia de Polícia Civil de Manhuaçu, a Delegacia de Polícia Civil de PLANTÃO de Manhuaçu, que funciona de domingo a domingo, 24 horas (plantao.manhuacu@policiacivil.mg.gov.br), e a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Manhuaçu (deam.manhuacu@policiacivil.mg.gov.br).
Contexto
Para a vítima de violência doméstica de Caputira o desenho tem três pontos. O registro da ocorrência pode ser feito pela Polícia Militar, pelo 190, ou numa delegacia; a delegacia especializada e o plantão ficam em Manhuaçu; e a medida protetiva de urgência é decidida pelo juízo de Abre Campo, que não a manda para Ponte Nova, porque o artigo 3º da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025 exclui a violência doméstica do rodízio do juiz das garantias. A Central de Atendimento à Mulher, o 180, funciona 24 horas.

Prefeitura Municipal

Nome
Prefeitura Municipal de Caputira
Endereço
Praça Padre Joaquim de Castro, 54, Centro, Caputira - MG, CEP 36925-000
Telefone
E-mail
Site
www.caputira.mg.gov.br
Horário
Segunda a sexta, das 12h às 18h
Secretarias
A Prefeitura publica a sua estrutura com o telefone de cada unidade. Atendem pelo telefone geral (31) 3873-5138 a Secretaria de Obras e Serviços Urbanos, a Secretaria de Transportes e a Secretaria de Agricultura; a Secretaria de Educação atende no ramal 32 e o Departamento de Assistência Social no ramal 38; a Secretaria de Saúde tem linhas próprias, (31) 3873-5262 e (31) 3873-5180. O portal oficial tem ouvidoria, e-SIC e portal da transparência, pelos quais qualquer pessoa pode pedir informação pública (Lei nº 12.527/2011).

Cartórios

Estrutura
Caputira tem, no próprio município, uma serventia extrajudicial: o REGISTRO CIVIL COM ATRIBUIÇÃO NOTARIAL DE CAPUTIRA, na Rua Lafaiete, 49-A, Centro, CEP 36925-000, telefone (31) 3873-5505. Por ser Registro Civil com atribuição notarial, a mesma serventia faz nascimento, casamento e óbito e também lavra procuração, escritura e reconhecimento de firma. É a única serventia do município na relação do Guia Judiciário — o que se confirma pela estrutura territorial, porque Caputira não tem distrito além da sede.
Na sede da comarca
O que não há em Caputira fica em Abre Campo. A mesma consulta lista, na sede da comarca, o Registro de Imóveis de Abre Campo (Avenida Geraldo Brandão Fernandes, 30, Conquista, (31) 3872-1538) — o único registro de imóveis da comarca na relação do Guia, e portanto o cartório onde está a matrícula dos imóveis de Caputira —; o Registro de Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas (Rua Dr. Custódio de Paula Rodrigues, 80, loja 3, (31) 3872-1498); o 1º Tabelionato de Notas (Praça Santana, 60, sala 17, (31) 3872-1857); o 2º Tabelionato de Notas e Protesto de Títulos (Rua Dr. Custódio de Paula Rodrigues, 29, (31) 3872-1168); e o Registro Civil das Pessoas Naturais de Abre Campo (Rua Rui Barbosa, 9, Centro, (31) 3872-1385 e (31) 99723-7017). Para o processo criminal e de execução, a certidão de nascimento, casamento ou óbito do caputirense sai em Caputira; a matrícula de imóvel, o registro de contrato e o protesto de título, em Abre Campo.

Saúde Pública

Estrutura
Caputira não tem hospital. O cadastro nacional de estabelecimentos de saúde (CNES) devolve, para o município, dezoito estabelecimentos, e nenhum deles é hospital, pronto atendimento ou unidade com funcionamento de 24 horas: todos atendem nos turnos da manhã e da tarde. A porta de entrada é o CENTRO DE SAÚDE DE CAPUTIRA, na Rua Ferreira Rios, sem número, Centro, telefone (31) 3873-5180. A atenção básica se completa com as equipes de Saúde da Família — a Unidade Saúde da Família Nova Caputira, também na Rua Ferreira Rios; a ESF Baixada, na Avenida Padre João Facundo; a Unidade de Saúde Nova, na Praça Jardineiro Pedro Euzebio; e, na zona rural, a ESF de Pirapetinga, a ESF do bairro São Caetano (Rua Juca Silvério) e a ESF da comunidade do Crispim. Há ainda um Polo da Academia da Saúde (Rua Mestre Chiquinha, Centro, (31) 3873-5132), uma clínica de reabilitação na Praça Padre Joaquim de Castro, a Farmácia de Todos, na Avenida Ferreira Rios, e laboratórios e serviços de diagnóstico por imagem privados no Centro.
Gestão
A Secretaria Municipal de Saúde de Caputira está cadastrada no CNES na Avenida Ferreira Rios, sem número, Centro, telefone (31) 3873-5180, e a Prefeitura publica para ela os telefones (31) 3873-5262 e (31) 3873-5180. Para o processo, é dela que sai o prontuário e o relatório médico que instruem pedido de prisão domiciliar humanitária, de saída para tratamento ou de benefício por incapacidade.
Ressalva
Como o município não tem hospital nem unidade 24 horas no cadastro, a urgência e a internação de quem mora em Caputira dependem de outro município; esta página não afirma qual, porque o plano de regionalização da Secretaria de Estado de Saúde, que define a microrregião de saúde e o hospital de referência, não foi lido. Em emergência, os números estaduais — 192 para o SAMU e 193 para os Bombeiros — valem em qualquer ponto de Minas Gerais.

Educação Pública

Estrutura
A rede municipal é coordenada pela Secretaria de Educação, que atende pelo telefone da Prefeitura, (31) 3873-5138, ramal 32. Pelo painel do IBGE reproduzido na página de dados do município, a taxa de escolarização de 6 a 14 anos era de 96,4% em 2010.

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Disque denuncia
181

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

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