História
Caputira é uma cidade que mudou de nome quatro vezes e de município-mãe duas antes de ser dona de si. O verbete do IBGE conta que tudo começou no povoado de Santa Helena da Cabeluda, "formado numa região de passagem de tropas", que em 1868 passou à freguesia de São Francisco do Vermelho e, em 1875, recebeu o nome de freguesia de Santa Helena do Manhuaçu. O distrito de Santa Helena foi criado pelas leis provinciais nº 1.246, de 18 de novembro de 1865, e nº 2.165, de 20 de novembro de 1875, e pela Lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891, subordinado a Manhuaçu — e ali ficou por quase meio século. Em 1923 a Lei estadual nº 843 trocou o nome para Amazonita; em 1927 a Lei nº 948 devolveu o de Santa Helena. A primeira mudança de dono veio com o Decreto-Lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, que criou o município de Matipó e transferiu para ele o distrito de Santa Helena, tirado de Manhuaçu. Cinco anos depois, o Decreto-Lei nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, deu ao distrito o nome de Caputira. A emancipação veio pela Lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962, que elevou Caputira a município, desmembrado de Matipó, com sede no antigo distrito; a instalação, pelo verbete, foi em 1º de março de 1963. Desde a divisão territorial de 31 de dezembro de 1963 o município é formado só pelo distrito-sede. A consequência judicial é curiosa: Caputira saiu de Manhuaçu e de Matipó, mas o seu processo não corre em nenhuma das duas — corre em Abre Campo, a cidade de onde Matipó, por sua vez, havia saído.