História
A história de Pedra Bonita começa com uma fazenda e um bicho. O verbete do IBGE, escrito a partir das informações da Prefeitura, conta que o Major José Luiz da Silva Viana abriu em mata virgem a Fazenda São José, com família e escravizados, e que ali ficaram uma capela e três casas, doadas depois aos filhos. Morto o fundador, a capela recebeu o nome de São José em memória dele, e o povoado ganhou o primeiro nome, São José dos Quatis, por causa dos quatis que havia na mata. O construtor da capela foi sepultado à porta dela, sob uma pedra que, segundo o verbete, continua debaixo da escadaria da igreja; e as imagens de madeira talhadas a canivete por um artesão local, Joaquim Barroso, foram vendidas a um museu do Rio de Janeiro, restando poucas na igreja. O povoado virou São José da Pedra Bonita e, feito distrito, só Pedra Bonita. O verbete diz que o distrito pertenceu a Ponte Nova antes de passar a Abre Campo — informação da Prefeitura que não tem ato citado. Os líderes políticos lembrados são Antônio Nicolau Viana e, depois, o Coronel Pedro Vitor de Oliveira, cujo nascimento, em 10 de agosto, é data comemorativa do município. A emancipação veio com a grande rodada de criação de municípios mineiros de 1995: a Lei estadual nº 12.030, de 21 de dezembro de 1995, promulgada pela própria Assembleia Legislativa nos termos do § 8º do artigo 70 da Constituição do Estado, criou de uma só vez mais de noventa municípios, Pedra Bonita entre eles, com a sede no antigo distrito, Abre Campo como município remanescente e Abre Campo como comarca. Pelo verbete, a primeira administração municipal começou em 1997. A consequência judicial é que Pedra Bonita nunca teve fórum: foi distrito de Abre Campo, virou município de Abre Campo e continua julgada em Abre Campo.