História
A cidade começou como posto militar de vigilância de um rio que se supunha diamantífero. A Coroa deu a ordem em 1804; o alferes Julião Fernandes Leão chegou à barra do córrego que batizou de São Miguel em 29 de setembro de 1811, dia do arcanjo, e ergueu duas casas — uma no lugar chamado Roda, outra no centro do povoado. Os habitantes anteriores eram os Machacalis, também ditos Patachós, descendentes dos Tapuias, aldeados em Aldeias e Faranchos, de 3 a 36 km da sede; o verbete do IBGE registra, sem rodeio, que foram exterminados pela doença ou massacrados por quem lhes tomou a terra. Do posto veio a Sétima Divisão Militar de São Miguel, depois a Freguesia de São Miguel da Sétima Divisão e o município de São Miguel do Jequitinhonha. A Lei estadual nº 622, de 18 de setembro de 1914, fez dele Vila Jequitinhonha, e a Lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923 — a mesma lei que reordenou topônimos por toda Minas —, Jequitinhonha. Entre uma e outra, em 1º de janeiro de 1918, instalou-se a comarca. O território original era imenso e foi sendo repartido: pela Lei estadual nº 58, de 12 de janeiro de 1938, o distrito de Vigia virou município desmembrado de Jequitinhonha com sete distritos, todos desmembrados daqui — Vigia, Bandeira, Jacinto, Palestina, Pedra Grande, Rubim e Salto Grande; instalado em 6 de março de 1938, esse município passou a chamar-se Almenara pelo Decreto-lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, o mesmo que dele destacou Jacinto, Jordânia e Salto da Divisa. As duas comarcas que hoje fazem fronteira judiciária com Jequitinhonha, Almenara e Jacinto, são território que já foi seu.