História
A história de Cachoeira de Pajeú começa, pelo verbete do IBGE, num lugar sagrado tomado à força. A região foi habitada por povos indígenas, possivelmente tupis; os colonizadores brancos os expulsaram, tomaram posse do "lugar sagrado do Pajé" e ergueram um altar a Nossa Senhora da Conceição. O arraial nasceu em torno da casa grande da fazenda Pajeú, da senzala e dos casebres de agregados e vaqueiros, e novos moradores — o verbete nomeia Ciriaco Xavier Cruz, Tibúrcio José de Souza e Henrique Brito — fixaram-se ali com a agricultura e a pecuária. A formação administrativa tem data e lei. A lei estadual nº 556, de 30 de agosto de 1911 — a grande lei de divisão administrativa daquele ano —, criou o distrito "da Cachoeira do Pajeú, no município de Salinas", com divisas que começam "nas cabeceiras do córrego Catriangango" e passam pelo córrego São Francisco e pela Pedra do Morro Agudo; e, na mesma lei, criou o município de Fortaleza, "formado dos distritos de Fortaleza e Cachoeira do Pajeú, de Salinas". Pelo decreto-lei estadual nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, Fortaleza passou a chamar-se Pedra Azul, e o distrito seguiu com ela. A lei estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, rebatizou o distrito de André Fernandes, e foi com esse nome que a lei estadual nº 2.764, de 30 de dezembro de 1962 — a mesma que emancipou Águas Vermelhas —, o elevou a município, desmembrado de Pedra Azul, com instalação em 1º de março de 1963. A lei estadual nº 9.961, de 27 de outubro de 1989, devolveu o nome de Cachoeira do Pajeú. Até a divisão territorial de 2007 o município era constituído só do distrito-sede; hoje o IBGE lhe atribui quatro. A Prefeitura conta a idade da cidade de outro modo: a festa anual, o Festicap, foi anunciada em 2026 como celebração dos "163 anos de história", com três dias de programação em 28, 29 e 30 de agosto, na Avenida Daniel Ferraz. A conta remete a 1863, data que o verbete do IBGE não registra, e esta página a reproduz como a Prefeitura a publica.