Cidade de MG

Monte Azul

Monte Azul tem 20.328 habitantes (Censo 2022) em 1.001 km² no extremo norte de Minas, a 667 km de Belo Horizonte. A comarca do TJMG, instalada em 6 de setembro de 1921, é de primeira entrância e tem vara única no Fórum Desembargador Hugo Bengtsson Júnior. Respondem a ela Monte Azul, Gameleiras e Mato Verde — este porque a comarca de Mato Verde, criada pela LC 59/2001, nunca foi instalada, e seus outros dois municípios foram para Porteirinha e Rio Pardo de Minas. O município tem presídio (PRMAZ, 11ª RISP), e por isso a execução penal de quem está recolhido corre aqui, pela Portaria Conjunta nº 344/2014. Júri e medida protetiva são do juiz da Vara Única; a investigação é do juiz de Espinosa, em par recíproco (PC 1.818/2026), que não alcança os crimes dolosos contra a vida. Justiça Federal em Janaúba, mas a ação previdenciária fica na Vara Única por competência delegada; Vara do Trabalho na própria cidade, com vinte municípios.

UF
MG
Porte
pequena
População
20.328 hab.

Para questões judiciais em Monte Azul (MG), o juízo competente é da Comarca de Monte Azul — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

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Crimes dolosos contra a vida

Tribunal do Júri em Monte Azul/MG

Homicídio, feminicídio, infanticídio, aborto e induzimento ao suicídio — os crimes dolosos contra a vida, consumados ou tentados — não são julgados por um juiz, e sim pelo Tribunal do Júri (art. 5º, XXXVIII, da Constituição). Para um fato ocorrido em Monte Azul/MG, o julgamento é no Júri da Comarca de Monte Azul: a competência é do lugar do crime (art. 70 do CPP), salvo desaforamento (art. 427 do CPP). Como o Júri está organizado nesta comarca — vara que o preside, fórum, jurisdição — está descrito mais abaixo, em Órgãos e instituições e no Panorama jurídico desta página.

No Júri, quem decide são sete jurados sorteados entre moradores da comarca, que votam em sigilo e sem justificar o voto (arts. 406 a 497 do CPP). O rito tem duas fases: a instrução preliminar, que termina em pronúncia, impronúncia, absolvição sumária ou desclassificação, e o plenário, em que a prova é debatida diante dos jurados e a defesa fala por último. Por isso a defesa em plenário é ofício próprio: quesitação, prova oral, tese e réplica se decidem na sessão, e o que não chega ao plenário não conta. A Constituição assegura ao acusado a plenitude de defesa — mais do que a ampla defesa dos demais processos — e é o advogado quem a exerce.

Felipe Smargiassi (OAB/MG 155.242) atua em plenário do Júri em Minas Gerais — a partir de Guaxupé, no Sul de Minas, em qualquer comarca do estado. Minas tem uma tradição própria de plenário, a chamada escola mineira do Júri; é nessa tradição que o escritório trabalha.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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Particularidades

História

A história de Monte Azul começa com uma mulher e um rio. Segundo a tradição que o IBGE registra, Maria Rosária, companheira do explorador Spinosa, foi a primeira a se fixar às margens do rio Tremendal, por volta do segundo quartel do século XIX; João Carlos de Oliveira e o coronel Manoel José da Silva ajudaram a levantar o povoado de Boa Vista do Tremendal, e o território ficou definido quando o alferes Joaquim Teixeira da Silva doou à paróquia de Nossa Senhora das Graças as terras entre o rio e o lugar chamado Pau do Morcêgo. O distrito veio pela Lei Provincial nº 1.593, de 30 de julho de 1868, subordinado a Rio do Pardo, e foi confirmado pela Lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891. A vila saiu da Lei Provincial nº 2.487, de 9 de novembro de 1878, desmembrada de Rio Pardo, e a cidade da Lei Provincial nº 3.485, de 4 de outubro de 1887 — data que, mais de um século depois, continua no calendário de feriados que o TJMG publica para a comarca. O século seguinte foi de território perdido, pedaço por pedaço. Em 1911 o município tinha oito distritos. A Lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, tirou-lhe o Boa Vista do nome, deixando Tremendal, e no mesmo ato desmembrou Lençóis, Mamonas e Santa Rita para formar Espinosa. O Decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, fez o nome atual e extinguiu o distrito de São João de Pernambuco. A Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, levou Mato Verde e São João do Bonito para o novo município de Mato Verde. E a Lei estadual nº 12.030, de 21 de dezembro de 1995 — conferida no texto da ALMG, que a traz criando também Catuti e dezenas de outros municípios mineiros de uma vez — desmembrou Gameleiras. De oito distritos, sobrou a sede. A comarca, instalada em 6 de setembro de 1921, atravessou tudo isso: perdeu o território do município e manteve a jurisdição sobre parte dos filhos emancipados.

Economia

A economia de Monte Azul não está na lavoura, e os números dizem isso com clareza incomum. A Produção Agrícola Municipal de 2023 dá R$ 5.807 mil no total das culturas do município — para 1.001 km², é pouco. As cinco maiores são feijão em grão (R$ 2.802 mil), milho em grão (R$ 1.161 mil), tomate (R$ 493 mil), banana em cacho (R$ 326 mil) e mandioca (R$ 317 mil). O feijão sozinho faz quase metade do valor: é a assinatura da roça de sequeiro do semiárido, não da fruticultura irrigada que caracteriza os vizinhos de perímetro público. O PIB de 2023 foi de R$ 325.958 mil, para 20.328 habitantes e densidade de 20,3 por quilômetro quadrado. O que sustenta a cidade, em boa medida, é a função de sede: comarca, presídio, Vara do Trabalho, subseção da Ordem, sete serventias notariais e de registro, emprego público e o comércio que vive de quem vem de fora resolver processo. Para a advocacia, o desenho se lê nos dois lados do balcão. De um lado, contrato de parceria e de arrendamento rural, usucapião e divisão de terra, crédito rural e execução, acidente de trabalho no plantio e na carvoaria, e o contencioso trabalhista de uma faixa de vinte municípios que se ajuíza aqui mesmo. De outro, o previdenciário rural — aposentadoria por idade de trabalhador rural, salário-maternidade, benefício por incapacidade e BPC —, que em Monte Azul não precisa viajar a Janaúba porque a comarca conserva a competência federal delegada.

Panorama jurídico

Monte Azul é uma comarca de vara única com três respostas que não coincidem com a intuição, e vale tomá-las uma a uma. A primeira é sobre quem julga o quê aqui dentro: como existe uma só vara, o mesmo juiz preside o Júri, decide a medida protetiva de urgência, conduz o cível e responde pela execução da pena — não há distribuição interna a apurar, e o Guia Judiciário nomeia a unidade simplesmente "Vara Única", sem o acréscimo de "Execuções Penais" que outras comarcas mineiras carregam no nome. A segunda é sobre o que sai daqui: desde 25 de agosto de 2025 a investigação criminal tem outro juiz. Pelo Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026, que reescreveu o anexo da PC nº 1.709/PR/2025, Monte Azul e Espinosa formam par recíproco de garantias — cada uma decide a fase de inquérito da outra —, e a prova é que as duas linhas existem, em sentidos opostos, na mesma tabela. Prisão em flagrante, audiência de custódia, preventiva, busca domiciliar, quebra de sigilo e homologação de acordo de não persecução penal de fato ocorrido em Monte Azul, em Gameleiras ou em Mato Verde são decididos pelo juiz de Espinosa, embora a secretaria que protocola e processa continue sendo a desta comarca (artigo 7º, § 1º, da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025). A terceira é o limite desse deslocamento, e é a que mais interessa a quem defende em Júri: o artigo 3º da Resolução nº 1.109/2025 exclui do rodízio os crimes dolosos contra a vida e os casos de violência doméstica. O inquérito de homicídio de Monte Azul, portanto, não vai a Espinosa — nasce, é instruído e é julgado pelo mesmo juiz, no mesmo prédio, o que faz da comarca um caso de jurisdição contínua justamente no crime mais grave. Fora do eixo penal, duas coisas mais: a Justiça Federal é a Subseção de Janaúba, a 112 km, mas o pedido previdenciário contra o INSS não sai da cidade, porque o Anexo III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026 do TRF6, na redação da Portaria Presi nº 170/2026, lista Monte Azul e Espinosa como as duas únicas comarcas da subseção que conservam competência federal delegada; e a Justiça do Trabalho é a Vara do Trabalho daqui, que alcança vinte municípios. A banca atua na comarca em defesa criminal, Tribunal do Júri e execução penal, nos limites éticos da advocacia e sem promessa de resultado.

Patrimônio

O patrimônio de Monte Azul é feito de nomes que sobreviveram às leis que os trocaram. O rio Tremendal deu nome ao povoado, à vila e à cidade, e depois perdeu a metade "Boa Vista" em 1923 e o resto em 1938 — mas continua sendo o rio. O Pau do Morcêgo, marco da doação do alferes Joaquim Teixeira da Silva, e a paróquia de Nossa Senhora das Graças, destinatária dela, são a geografia fundadora. Nos quadros do recenseamento de 1920 aparecem topônimos que o mapa de hoje já não tem: Lençóis do Rio Verde, Santo Antônio do Brejo dos Martírios — que virou Gameleiras —, Santo Antônio de Mamonas, Santa Rita, São João de Pernambuco, extinto em 1938. O Fórum Desembargador Hugo Bengtsson Júnior guarda uma comarca de 1921, mais antiga que dois dos três municípios que julga: Mato Verde é de 1953 e Gameleiras de 1995. E as serventias da cidade — registro civil, registro de imóveis com títulos e documentos e pessoas jurídicas, tabelionato de notas e tabelionato de protesto — mais as três de Gameleiras, Mato Verde e São João do Bonito desenham a função de cabeça de termo que Monte Azul exerce desde a Primeira República.

Curiosidades

Quatro coisas enganam quem procura Monte Azul nos portais oficiais. A primeira é a comarca fantasma: quem lê só o Anexo II da LC 59/2001 encontra uma Comarca de Mato Verde com três municípios e conclui que Monte Azul julga apenas a si mesmo e Gameleiras. Essa comarca existe na lei e não existe no mundo — nunca foi instalada, e os seus três municípios foram para três fóruns diferentes: Mato Verde para cá, Catuti para Porteirinha, Santo Antônio do Retiro para Rio Pardo de Minas. Só a consulta município a município do Guia Judiciário mostra isso. A segunda é a escala invertida da Justiça do Trabalho: a Vara do Trabalho fica nesta cidade de vinte mil habitantes e julga a reclamação de Janaúba, que tem cerca de três vezes e meia mais gente e sedia a subseção federal a que Monte Azul responde — as duas cidades são, uma para a outra, sede e jurisdicionada, em justiças diferentes. A terceira é aritmética: a consulta de municípios e distritos do Guia dá 667 km entre esta comarca e Belo Horizonte, e 634 km entre a capital e São João do Bonito, um distrito 35 km mais para dentro. É o valor que está errado, não o mapa; por isso esta ficha usa a coluna "Distância Comarca" para medir deslocamento, e não a da capital. A quarta é do próprio IBGE contra si mesmo: o verbete registra a criação do distrito de Novo Horizonte, depois rebatizado Otinolândia, em 1976, e simplesmente o omite no quadro de 1997, sem citar lei que o extinga, enquanto a API de Localidades do mesmo instituto lista hoje um distrito chamado Novo Riachinho que o verbete não conhece.

Educação e cidadania

Mapa prático de quem precisa da Justiça em Monte Azul. Processo estadual, Tribunal do Júri, execução penal, infância e juventude e causa de pequeno valor: Fórum Desembargador Hugo Bengtsson Júnior, Alameda Antônio Oliveira Neto, 295, Centro, telefones (38) 3811-3200, (38) 3811-3201 e (38) 99873-5468; Vara Única por mzl1secretaria@tjmg.jus.br; Contadoria e Tesouraria por mzlcontadoria@tjmg.jus.br; conciliação pelo CEJUSC, em cejusc.mzl@tjmg.jus.br. Benefício do INSS: também no fórum daqui, porque a comarca conserva competência federal delegada — não é preciso ir a Janaúba. Crime federal, tributo federal e ação contra outras autarquias da União: Subseção Judiciária de Janaúba. Reclamação trabalhista: Vara do Trabalho de Monte Azul, Rua Coronel Eduardo Teixeira Chaves, 240, São Geraldo, vt.monteazul@trt3.jus.br, (38) 97400-7272 — e vale também para o morador de outros dezenove municípios. Presídio: Praça 12 de Outubro, s/nº, Centro, (38) 3811-1833; parlatório da OAB no mesmo endereço, com agendamento. Ordem dos Advogados: subseção de Monte Azul, monteazul@oabmg.org.br. Registro civil, de imóveis, notas e protesto: os endereços estão no bloco de cartórios. Prefeitura na Praça Cel. Jonathas, 220; Câmara na Rua Demétrio Fernandes dos Anjos, 85, (38) 99216-0431, camara@monteazul.mg.leg.br. Três advertências honestas. A primeira: esta ficha não publica Ministério Público, Defensoria Pública, zona eleitoral nem delegacia de Polícia Civil de Monte Azul, porque as fontes desses órgãos não entregaram o dado em consulta direta em 20 de setembro de 2026 — o portal do MPMG não renderiza conteúdo por leitura direta, o TRE-MG bloqueia a leitura automatizada e a relação de unidades da Defensoria não inclui o município, o que não é o mesmo que dizer que o serviço não existe. A segunda: o portal da Prefeitura não publica telefone institucional em texto, e os únicos números que aparecem no seu rodapé são contatos dos desenvolvedores do site — não são canal da Prefeitura e não estão aqui. A terceira: este site é de advocacia particular; não é canal oficial de nenhum órgão público, tribunal, presídio ou secretaria.

Segurança e fronteira

Para a família de alguém preso em Monte Azul, duas informações valem mais do que todas as outras, e elas apontam em direções opostas. A primeira é boa: o presídio está na cidade e o juízo da execução também. O Presídio de Monte Azul (PRMAZ) fica na Praça 12 de Outubro, no centro, e integra a 11ª Região Integrada de Segurança Pública, a de Montes Claros. Enquanto o preso estiver nele, progressão de regime, remição, livramento condicional, soma de penas e apuração de falta disciplinar são decididos pela Vara Única, no fórum da Alameda Antônio Oliveira Neto — a poucas quadras. O parlatório que a OAB/MG mantém no mesmo endereço da unidade, com uso conforme demanda de agendamento, é o ponto onde o advogado atende. A segunda informação é a ressalva, e é a que ninguém comunica: pela Portaria Conjunta nº 344/2014 o processo de execução acompanha o corpo do preso. Uma transferência para o Presídio de Janaúba, para o Presídio Regional de Montes Claros ou para a Penitenciária de Francisco Sá faz o juízo declinar da competência e remeter os autos "imediata e diretamente", e o juiz que decide a progressão passa a ser outro, sem aviso à família. Quem acompanha pelo SEEU vê a mudança; quem espera notícia pelo telefone, não. Há ainda um detalhe do começo do processo: a audiência de custódia de quem é preso em flagrante aqui não é decidida pelo juiz daqui, e sim pelo de Espinosa, por força do rodízio de garantias — o pedido de liberdade provisória entra nesta secretaria e a decisão vem de 32 km de distância. A relação de unidades do Depen-MG foi lida em snapshot de janeiro de 2026, porque o portal está suspenso pela vedação eleitoral, e ela não publica capacidade nem regime da unidade.

Dados do município

Gentílico
monte-azulense
Mesorregião
Norte de Minas
Microrregião
Janaúba
Área (km²)
1001.296
População (Censo 2022)
20.328
Densidade demográfica (hab/km²)
20.3

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Impostos e dívidas com o Estado de Minas Gerais

IPVA atrasado, ITCD de herança ou doação, ICMS, taxas, dívida ativa na AGE-MG e protesto de CDA valem para Monte Azul como para qualquer cidade mineira — os guias mostram o caminho oficial e quando cabe defesa.

Órgãos e instituições — Monte Azul/MG

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Monte Azul
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG)
Entrância
primeira entrância
Instalação
O Guia Judiciário do TJMG dá a instalação da comarca em 6 de setembro de 1921 — trinta e quatro anos depois de a sede virar cidade, e dois anos antes de Espinosa se desmembrar dela. Comarca instalada e em funcionamento: o Guia responde por ela, e não é caso de comarca criada em lei e por instalar.
Classificação
Primeira entrância pelo critério aritmético do artigo 8º da Lei Complementar estadual nº 59/2001, que classifica como de primeira entrância a comarca com uma só vara instalada. O Guia Judiciário imprime "Entrância: Primeira", e o Anexo I da mesma lei põe Monte Azul no item I.2.III — Primeira Entrância — Primeira Parte, número 106, com um cargo de Juiz de Direito, código JPE-106. A primeira parte desse item é a lista das comarcas de primeira entrância já existentes; a segunda parte é a das criadas e ainda não instaladas, e Monte Azul não está nela.
Estrutura
Vara única no Fórum Desembargador Hugo Bengtsson Júnior. O Guia Judiciário devolve quatro blocos de órgãos e setores, e mais nenhum na página 2 da consulta, o que é a prova de que a comarca não tem segunda vara: a Vara Única (mzl1secretaria@tjmg.jus.br), com a sua Secretaria; a Administração do Fórum, que reúne Arquivo, Direção do Foro e Sala da Administração, sem e-mail próprio publicado; a Contadoria/Tesouraria (mzlcontadoria@tjmg.jus.br), onde ficam também a Distribuição de Feitos e a sala do setor; e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania, CEJUSC (cejusc.mzl@tjmg.jus.br). Todos no mesmo endereço e no mesmo telefone de edificação. No PJe, a Vara Única recebeu em 22 de julho de 2019 todas as classes cíveis da Justiça Comum e dos Juizados Especiais Cíveis (Aviso Conjunto nº 6/CGJ/2019) e em 15 de maio de 2020 as classes da Lei nº 8.069/90 (Aviso Conjunto nº 30/CGJ/2020); a página de implantações não registra as classes criminais, e esta ficha não afirma em que sistema elas correm.
Endereço
Fórum Desembargador Hugo Bengtsson Júnior — Alameda Antônio Oliveira Neto, 295, Centro, Monte Azul - MG, CEP 39500-000
Telefone
Feriados municipais
O calendário que o TJMG publica para a comarca traz, em 2026, 4 e 5 de junho, 24 de junho, 15 de agosto e 4 de outubro. O 4 de outubro é a data da Lei Provincial nº 3.485, de 4 de outubro de 1887, que elevou Boa Vista do Tremendal à condição de cidade — prazo processual não corre nesses dias na comarca.
Jurisdição
Três municípios respondem ao fórum de Monte Azul, e um deles só está aqui porque uma comarca criada por lei nunca foi instalada. O item 193 do Anexo II da LC 59/2001 lista, para a Comarca de Monte Azul, apenas Monte Azul e Gameleiras. A consulta de municípios e distritos integrantes do Guia Judiciário devolve três: Gameleiras (56 km da sede), Mato Verde (30 km) e Monte Azul, e a diferença tem nome. Mato Verde é comarca criada pela própria LC 59 — o item 193 não a inclui porque ela tem entrada própria, o item 183, com Mato Verde, Catuti e Santo Antônio do Retiro, e um cargo de juiz no Anexo I, item I.2.III — Segunda Parte, número 10, código JPE-181. Como nunca foi instalada, vale o artigo 3º, § 3º, da LC 59/2001: até a instalação prevalecem a divisão judiciária e a competência anteriores. Consultado município por município, o Guia mostra o resultado: Mato Verde "pertence à Comarca de Monte Azul", Catuti "pertence à Comarca de Porteirinha" e Santo Antônio do Retiro "pertence à Comarca de Rio Pardo de Minas". Uma comarca no papel, três comarcas na prática. Os distritos judiciários da comarca são Jacu das Piranhas, em Gameleiras, e São João do Bonito, em Mato Verde; para a sede, o Guia não registra distrito judiciário algum, embora a API de Localidades do IBGE liste Novo Riachinho como distrito administrativo de Monte Azul.
Substituição comarca vaga
Se a comarca vagar, a consulta própria do Guia Judiciário devolve duas tabelas que não são simétricas, e esta ficha registra as duas sem reconciliá-las. Na tabela de quem substitui Monte Azul: Espinosa em 1º lugar (32 km), Rio Pardo de Minas em 2º (90 km), Porteirinha em 3º (74 km), Janaúba em 4º (112 km) e Taiobeiras em 5º (137 km). Na tabela de quem Monte Azul substitui: Espinosa em 1º (32 km), Janaúba em 2º (112 km), Porteirinha também em 2º (82 km), Rio Pardo de Minas em 3º (90 km) e Taiobeiras em 4º (137 km). A mesma fonte dá dois ordinais "2º" na segunda tabela e duas distâncias diferentes para o mesmo par Monte Azul-Porteirinha, 74 e 82 km. A ordem não é por distância e não se confunde com o rodízio do juiz das garantias, ainda que Espinosa apareça em primeiro lugar nas duas coisas.
Juizado especial
A consulta de Juizados do Guia Judiciário não retorna nenhum resultado para Monte Azul, e a comarca aparece no Grupo Jurisdicional JESP de Montes Claros. Não há, portanto, unidade de Juizado Especial autônoma na cidade: a causa de menor complexidade tramita na Vara Única, que recebeu as classes dos Juizados Especiais Cíveis no PJe em 22 de julho de 2019. Esta ficha reproduz o registro e não infere qual seja a Turma Recursal competente.
Tribunal juri
Em comarca de vara única a resposta é direta, e em Monte Azul ela é especialmente limpa. O Tribunal do Júri é órgão de cada comarca pelo artigo 9º, § 3º, da LC 59/2001, e o artigo 3º, § 1º, da mesma lei proíbe que Júri e execuções penais desçam ao nível de distrito judiciário. Logo, o homicídio ocorrido em Gameleiras, em Mato Verde, no distrito de Jacu das Piranhas ou no de São João do Bonito é julgado por Conselho de Sentença reunido no fórum de Monte Azul, pelo juiz da Vara Única — o mesmo que instrui, o mesmo que sentencia, o mesmo que preside a execução. Não há dúvida de distribuição interna porque não há segunda vara para disputá-la.
Execução penal
Monte Azul tem unidade prisional, e em Minas isso decide a resposta. O artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG manda a guia de recolhimento, provisória ou definitiva, ao juízo de execução da comarca onde o condenado estiver recolhido; o parágrafo único manda a de quem está solto à comarca do endereço residencial. Como o Presídio de Monte Azul (PRMAZ) fica na Praça 12 de Outubro, no centro da cidade, quem está recolhido nele tem progressão, remição, livramento condicional, detração e falta disciplinar decididos pela Vara Única de Monte Azul, venha a condenação de Espinosa, de Janaúba ou de comarca de outro estado. A recíproca é a informação que quase ninguém dá à família: o monte-azulense transferido para o Presídio de Janaúba, para o Presídio Regional de Montes Claros ou para a Penitenciária de Francisco Sá leva o processo consigo, porque o artigo 3º da mesma portaria obriga o juízo a declinar da competência e remeter os autos "imediata e diretamente" a cada transferência, ressalvados os incidentes já instruídos, com prazo de trinta dias no artigo 4º. Provisório e definitivo correm no mesmo juízo, e a guia provisória sai logo após a sentença ou o acórdão, independentemente do trânsito em julgado (artigo 2º). Regime aberto, pena restritiva de direitos, sursis e livramento de quem reside na comarca ficam na Vara Única. A competência material é a do artigo 61 da LC 59/2001 e a tramitação é pelo SEEU, do CNJ.
Ressalva estrutura execução
O artigo 10, § 3º, da LC 59/2001, na redação da LC nº 174, de 7 de junho de 2024, obriga a instalação de pelo menos uma vara de execução penal por circunscrição judiciária onde houver penitenciária. A unidade de Monte Azul é presídio, não penitenciária — a única penitenciária da 11ª Região Integrada de Segurança Pública é a de Francisco Sá —, de modo que o dispositivo não é acionado aqui: a comarca executa a pena pela vara que tem, e não há direito a vara especializada. Ao Juiz Corregedor Permanente cabe, pelo mesmo parágrafo, a fiscalização das unidades prisionais da comarca.
Juiz das garantias
No interior de Minas o juiz das garantias não é vara: é rodízio entre juízes de comarcas diferentes, em vigor desde 25 de agosto de 2025 pela Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025, alterada pela nº 1.155/2026. A tabela vigente é o Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026, que reescreveu o anexo da PC nº 1.709/PR/2025, e na 6ª Região ela fecha um par recíproco: o juiz da Vara Única de Monte Azul funciona como juiz das garantias da Vara Única de Espinosa, e o juiz da Vara Única de Espinosa como juiz das garantias da Vara Única de Monte Azul. As duas linhas existem, uma em cada sentido, e por isso a reciprocidade é lida, não deduzida. Na prática: o flagrante lavrado em Monte Azul, em Gameleiras ou em Mato Verde tem audiência de custódia, prisão preventiva, liberdade provisória, busca e apreensão, quebra de sigilo e homologação de acordo de não persecução penal decididas pelo juiz de Espinosa, a 32 km, enquanto a secretaria que processa continua sendo a da Vara Única daqui (artigo 7º, § 1º, da Resolução). Com a denúncia recebida, o feito volta ao juízo natural (artigo 2º, parágrafo único, e artigo 7º, III). Para impedimento justificado do plantonista, o Anexo II da PC 1.709/2025 põe Monte Azul na Microrregião XXIII, com Espinosa, Porteirinha, Rio Pardo de Minas, São João do Paraíso e Taiobeiras, que se substitui reciprocamente com a Microrregião XXXIX — Jaíba, Januária, Manga e Montalvânia. Denúncia recebida até 24 de agosto de 2025 não é alcançada (PC 1.709, artigo 3º), e inquérito distribuído antes da implantação permanece no juízo original (Res. 1.109/2025, artigo 9º, § 2º).
Juiz das garantias exclusoes
O artigo 3º da Resolução nº 1.109/2025 exclui do rodízio os crimes dolosos contra a vida, os processos de violência doméstica e familiar (Leis nº 11.340/2006 e nº 14.344/2022), as infrações de menor potencial ofensivo, os crimes militares e a competência originária de tribunal. É a informação que inverte a intuição e que mais importa numa comarca de Júri: o inquérito de homicídio de Monte Azul não vai para Espinosa. Ele nasce, é instruído e é julgado pelo juiz da Vara Única daqui, que é também o juiz do Júri. O mesmo vale para a medida protetiva de urgência: quem decide é o juiz de Monte Azul, não o do par recíproco.
Ressalva
A coluna de entrância do par, no Anexo Único da PC 1.818/PR/2026, erra — e neste caso erra em um só sentido. Na linha de Monte Azul, a Vara Única de Espinosa aparece como de "Segunda" entrância; na linha de Espinosa, Monte Azul aparece corretamente como de "Primeira". As duas comarcas são de primeira entrância pelo Guia Judiciário e pelo Anexo I da LC 59/2001, que traz Espinosa no número 61 da primeira parte do item I.2.III, com o cargo JPE-61. Entrância, nesta ficha, sai do Guia e do Anexo I — nunca da portaria do rodízio.

OAB — Subseção

Nome
Subseção da OAB/MG de Monte Azul
E-mail
Estrutura
A relação oficial de salas da OAB/MG atribui à subseção de Monte Azul quatro espaços. A sala no Fórum, na Alameda Antônio Oliveira Neto, 295, telefone (38) 3811-1001, das 12h às 18h — endereço que coincide exatamente com o que o Guia Judiciário dá para o Fórum Desembargador Hugo Bengtsson Júnior, o que é raro neste documento e serve de segunda prova. A sala na Justiça do Trabalho, na Rua Coronel Eduardo Teixeira Chaves, 240, bairro São Geraldo, telefone (38) 3811-1480, das 8h às 11h e das 13h às 18h. O parlatório da Praça 12 de Outubro, s/nº, Centro, com uso conforme demanda de agendamento — que é, letra por letra, o endereço do Presídio de Monte Azul na relação do Depen-MG, e portanto uma segunda fonte oficial independente para a localização da unidade prisional. E uma quarta linha, rotulada "Comarca de Espinosa", cujo endereço está em Monte Azul: sobre ela, ver a ressalva.
Ressalva
Duas cautelas sobre este documento, que é de 18 de fevereiro de 2021. A primeira: a linha rotulada "Comarca de Espinosa" traz endereço na Praça Antônio Sepúlveda, 25, Centro, com o sufixo "MONTE AZUL/MG" — rótulo e município do endereço não fecham entre si, e esta ficha não publica a linha como sala em Espinosa nem como sala em Monte Azul, registrando apenas a incoerência da fonte. A segunda: as linhas do Fórum e da Comarca de Espinosa publicam endereços de e-mail de provedor comercial, que não são reproduzidos aqui nem quando a fonte oficial os divulga. O único e-mail institucional da subseção é monteazul@oabmg.org.br. O número ordinal da subseção não consta do documento.

Serviços federais na fronteira

Justica federal
Subseção Judiciária de Janaúba (SJMG/TRF6), a 112 km — não há vara federal em Monte Azul; a ação previdenciária, porém, corre na Vara Única da comarca, por competência federal delegada.
Justica trabalho
Vara do Trabalho de Monte Azul (TRT-3) — vt.monteazul@trt3.jus.br, (38) 97400-7272, Rua Coronel Eduardo Teixeira Chaves, 240, São Geraldo.
INSS
Atendimento por agendamento pelo telefone 135 ou pelo Meu INSS.

Estabelecimentos penais

Panorama
Monte Azul tem unidade prisional: o Presídio de Monte Azul (PRMAZ), na Praça 12 de Outubro, s/nº, Centro, telefones (38) 3811-1833 e 3811-1980, na relação do Depen-MG/Sejusp organizada por Região Integrada de Segurança Pública. A unidade está na 11ª RISP, a de Montes Claros, ao lado do Presídio Regional de Montes Claros, da Penitenciária de Francisco Sá — a única penitenciária da região — e dos presídios de Bocaiúva, Itacarambi, Janaúba, Januária, Manga, Porteirinha, Salinas, São Francisco, São João da Ponte e Taiobeiras. A relação não publica capacidade nem regime, e os e-mails das unidades estão protegidos por script na página, de modo que esta ficha não os reproduz. O endereço se confirma por fonte independente: é o mesmo em que a OAB/MG mantém parlatório. A consequência jurídica está no bloco da comarca — o preso do PRMAZ executa a pena em Monte Azul, e o preso removido daqui leva a execução consigo.

Justiça Federal

Subseção
Subseção Judiciária de Janaúba — Seção Judiciária de Minas Gerais (SJMG), Tribunal Regional Federal da 6ª Região
Jurisdição
Monte Azul não é sede de subseção federal. A tabela de jurisdições da SJMG põe Monte Azul, Gameleiras e Mato Verde — os três municípios da comarca — na Subseção de Janaúba, ao lado de Berizal, Catuti, Curral de Dentro, Espinosa, Indaiabira, Jaíba, Juvenília, Mamonas, Manga, Matias Cardoso, Miravânia, Montalvânia, Montezuma, Ninheira, Nova Porteirinha, Pai Pedro, Porteirinha, Riacho dos Machados, Rio Pardo de Minas, Santo Antônio do Retiro, São João das Missões, São João do Paraíso, Serranópolis de Minas, Taiobeiras, Vargem Grande do Rio Pardo e Verdelândia. Crime federal, execução fiscal da União, FGTS e ação contra autarquia federal do monte-azulense correm em Janaúba, a 112 km pela medida do Guia Judiciário.
Competência delegada
A ação previdenciária, porém, não sai da cidade — e isso não se deduz da comarca vizinha nem do tamanho do município: lê-se linha a linha no Anexo III. Na redação que a Portaria Presi nº 170, de 19 de agosto de 2026, deu ao Anexo III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026 do TRF6, a linha da Subseção de Janaúba tem, na coluna das comarcas que CONSERVAM competência federal delegada, exatamente dois nomes: Espinosa e Monte Azul. Na coluna das que deixaram de possuí-la estão Janaúba, Manga, Montalvânia, Rio Pardo de Minas, Porteirinha, São João do Paraíso e Taiobeiras. Quer dizer: aposentadoria rural, aposentadoria por idade, benefício por incapacidade e BPC/LOAS do segurado residente na comarca de Monte Azul se protocolam na Vara Única daqui, que julga como juízo federal por delegação, com recurso ao TRF da 6ª Região. O fundamento é o artigo 15, inciso III, e o § 2º da Lei federal nº 5.010/66, na redação da Lei nº 13.876, de 20 de setembro de 2019, regulamentado pela Resolução CJF nº 603/2019, alterada pela Resolução CJF nº 705, de 27 de abril de 2021 — o critério é de distância entre a comarca e a sede da vara federal.
Competência delegada acervo
Duas coisas diferentes sobre o processo antigo, e a ficha as separa porque a prova de cada uma é diferente. O que está provado é o artigo 4º da Resolução CJF nº 603/2019: a ação ajuizada no juízo estadual antes de 1º de janeiro de 2020 ali permanece até o trânsito em julgado. O que está apenas atribuído é a regra do acervo nas comarcas que perderam a delegação por instalação de Unidade de Apoio Avançado do TRF6 — aponta-se o artigo 13, § 2º, da Resolução Conjunta nº 3/2026, cujo texto integral não foi localizado publicado. Para Monte Azul a distinção é acadêmica, porque a comarca conserva a competência; vale para quem se mudou de Porteirinha, de Taiobeiras ou de Rio Pardo de Minas e tem processo previdenciário antigo por lá.
Oficiais de justica
Na tabela da SJMG o asterisco marca a área de atuação dos Oficiais de Justiça da subseção, e aqui ele produz um resultado que parece erro e não é: Mato Verde tem asterisco, Monte Azul e Gameleiras não têm. Isto é, dentro da mesma comarca o oficial de justiça federal de Janaúba vai ao município do interior e não vem à sede. Onde o oficial não vai, a própria página manda fazer a comunicação de ato processual pelos Correios, com aviso de recebimento, ou por carta precatória dirigida à comarca estadual que abranja a localidade — que é, no caso, o fórum de Monte Azul.
Histórico
Minas Gerais deixou o TRF da 1ª Região com a criação do TRF da 6ª Região pela Lei federal nº 14.226/2021, e a tabela de jurisdições em vigor é a atualizada em 27 de maio de 2026.

Justiça do Trabalho

Nome
Vara do Trabalho de Monte Azul
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3)
E-mail
Telefone
Lei de criação
Lei federal nº 7.729, de 16 de janeiro de 1989
Endereço
Rua Coronel Eduardo Teixeira Chaves, 240, São Geraldo, Monte Azul - MG
Abrangência
Catuti, Espinosa, Gameleiras, Indaiabira, Jaíba, Janaúba, Mamonas, Mato Verde, Monte Azul, Montezuma, Ninheira, Nova Porteirinha, Pai Pedro, Porteirinha, Riacho dos Machados, Rio Pardo de Minas, Santo Antônio do Retiro, São João do Paraíso, Serranópolis de Minas e Vargem Grande do Rio Pardo
Contexto
A Justiça do Trabalho não segue a comarca, e em Monte Azul isso vira uma inversão de escala. A Vara do Trabalho local, criada pela Lei federal nº 7.729/1989, abrange vinte municípios do norte de Minas — e entre eles Janaúba, que tem cerca de três vezes e meia a população de Monte Azul, sedia a subseção da Justiça Federal e não tem vara trabalhista própria na relação. Estão também na abrangência municípios cuja comarca estadual nada tem a ver com Monte Azul: Catuti e Santo Antônio do Retiro, que na Justiça Estadual respondem a Porteirinha e a Rio Pardo de Minas, aqui vêm para cá; e Jaíba, Porteirinha, Rio Pardo de Minas, São João do Paraíso e Taiobeiras, que são sede de comarca, ajuízam a reclamação nesta cidade. O trabalhador da fruticultura irrigada, do perímetro do Jaíba, da confecção e da carvoaria de toda essa faixa protocola aqui. O endereço da vara tem segunda fonte oficial independente: a relação de salas da OAB/MG situa a sala da Ordem na Justiça do Trabalho na Rua Coronel Eduardo Teixeira Chaves, 240, bairro São Geraldo, telefone (38) 3811-1480.

Segurança Pública

Panorama
Município de 1.001 km² no extremo norte do estado, com sede a 667 km da capital, presídio dentro da cidade e uma comarca que alcança dois municípios vizinhos. A pauta criminal tem o perfil de sede de comarca do semiárido mineiro: crimes contra o patrimônio e entorpecentes na sede, conflito possessório e de divisa na zona rural extensa, mais a carga de execução penal que o presídio traz para a única vara. O parlatório que a OAB/MG mantém no endereço da unidade, com uso por agendamento, é indício de que o atendimento do preso pelo advogado é rotina no município.
Custodia
A audiência de custódia do flagrante lavrado em Monte Azul é da competência do juiz das garantias, que aqui é o da Vara Única de Espinosa, por força do par recíproco do Anexo Único da PC nº 1.818/PR/2026 e do artigo 2º da Resolução nº 1.109/2025. A petição entra na secretaria daqui e a decisão sai de lá. Monte Azul não é município da Região Metropolitana de Belo Horizonte — a RMBH é a lista fechada do artigo 2º da Lei Complementar estadual nº 89/2006 —, e por isso não se aplica a regra de custódia no local da prisão da Resolução do Órgão Especial nº 1.108/2025, que é a resolução da capital.
Atendimento mulher
A Central de Atendimento à Mulher, o 180, funciona 24 horas. O processo de violência doméstica e familiar corre na Vara Única da comarca e está fora do rodízio do juiz das garantias pelo artigo 3º da Resolução nº 1.109/2025: a medida protetiva de urgência é decidida pelo juiz de Monte Azul, não pelo de Espinosa.

Prefeitura Municipal

Nome
Prefeitura Municipal de Monte Azul
Endereço
Praça Cel. Jonathas, 220, Centro, Monte Azul - MG, CEP 39500-000
Site
www.monteazul.mg.gov.br
Contexto
O portal oficial responde tanto com "www" quanto sem, e traz no rodapé o endereço da sede e o CNPJ 18.650.945/0001-14. Não publica, em texto, telefone nem e-mail institucional da Prefeitura.

Câmara Municipal

Nome
Câmara Municipal de Monte Azul
Endereço
Rua Demétrio Fernandes dos Anjos, 85, Centro, Monte Azul - MG, CEP 39500-000
Telefone
E-mail
Site
www.monteazul.mg.leg.br
Contexto
A Câmara publica endereço, telefone, e-mail institucional e horário de funcionamento (segunda a sexta, 7h às 19h), além de um e-mail próprio do setor jurídico no mesmo domínio. O portal só responde no endereço com "www": o domínio sem prefixo devolve HTTP 401.

Cartórios

Estrutura
A consulta de serviços notariais e de registro do Guia Judiciário lista sete serventias na comarca. Na sede: Registro Civil das Pessoas Naturais de Monte Azul, Rua Governador Valadares, 59, Centro, CEP 39500-000, (38) 3811-1413; Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas de Monte Azul, Rua Demétrio Fernandes dos Anjos, 37, Centro, (38) 3811-1038; Tabelionato de Notas de Monte Azul, Rua Coronel E. Teixeira Chaves, 201, São Geraldo, (38) 3811-1157; e Tabelionato de Protesto de Títulos de Monte Azul, no mesmo endereço e telefone. Nos demais municípios e distritos da comarca: Registro Civil com Atribuição Notarial de Mato Verde, Avenida Brasil, 206, São José, CEP 39527-000, (38) 99850-7817; Registro Civil com Atribuição Notarial de Gameleiras, Praça São Francisco, 50, Centro, CEP 39505-000, (38) 99977-8918; e Registro Civil com Atribuição Notarial de São João do Bonito, Rua Tomé Pinto, 34, Centro, CEP 39527-000, (38) 3813-1182. O distrito de Jacu das Piranhas, em Gameleiras, não tem serventia na relação.

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Disque denuncia
181

Singularidades institucionais

Uma comarca que a lei criou e nunca instalou, repartida entre três fóruns

A cidade que gerou Espinosa e hoje divide com ela o juiz das garantias

A Vara do Trabalho da cidade pequena que julga a reclamação da cidade grande

O oficial de justiça federal vai ao interior da comarca e não vem à sede

Um distrito mais perto da capital que a própria sede

Setenta e três anos de Mato Verde sob este fórum, com data certa

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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