História
A história de Monte Azul começa com uma mulher e um rio. Segundo a tradição que o IBGE registra, Maria Rosária, companheira do explorador Spinosa, foi a primeira a se fixar às margens do rio Tremendal, por volta do segundo quartel do século XIX; João Carlos de Oliveira e o coronel Manoel José da Silva ajudaram a levantar o povoado de Boa Vista do Tremendal, e o território ficou definido quando o alferes Joaquim Teixeira da Silva doou à paróquia de Nossa Senhora das Graças as terras entre o rio e o lugar chamado Pau do Morcêgo. O distrito veio pela Lei Provincial nº 1.593, de 30 de julho de 1868, subordinado a Rio do Pardo, e foi confirmado pela Lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891. A vila saiu da Lei Provincial nº 2.487, de 9 de novembro de 1878, desmembrada de Rio Pardo, e a cidade da Lei Provincial nº 3.485, de 4 de outubro de 1887 — data que, mais de um século depois, continua no calendário de feriados que o TJMG publica para a comarca. O século seguinte foi de território perdido, pedaço por pedaço. Em 1911 o município tinha oito distritos. A Lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, tirou-lhe o Boa Vista do nome, deixando Tremendal, e no mesmo ato desmembrou Lençóis, Mamonas e Santa Rita para formar Espinosa. O Decreto-lei estadual nº 148, de 17 de dezembro de 1938, fez o nome atual e extinguiu o distrito de São João de Pernambuco. A Lei estadual nº 1.039, de 12 de dezembro de 1953, levou Mato Verde e São João do Bonito para o novo município de Mato Verde. E a Lei estadual nº 12.030, de 21 de dezembro de 1995 — conferida no texto da ALMG, que a traz criando também Catuti e dezenas de outros municípios mineiros de uma vez — desmembrou Gameleiras. De oito distritos, sobrou a sede. A comarca, instalada em 6 de setembro de 1921, atravessou tudo isso: perdeu o território do município e manteve a jurisdição sobre parte dos filhos emancipados.