História
Montezuma nasceu de uma fonte de água quente. O verbete do IBGE conta que, no começo do século XIX, um caçador achou uma nascente termal perto do ribeirão da Tábua, nas terras da Fazenda da Tábua; a notícia das "águas milagrosas" correu a região, outras fontes foram descobertas e o arraial que se formou em volta ganhou o nome do que o atraía: Água Quente. A República deu ao lugar estatuto de distrito, com o nome de Santana da Água Quente, pelo Decreto estadual nº 224, de 30 de outubro de 1890, confirmado pela Lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891, dentro do município de Rio Pardo. O Estado Novo mexeu no nome duas vezes: o Decreto-Lei nº 148, de 17 de dezembro de 1938, reduziu-o a Água Quente, e o Decreto-Lei nº 1.058, de 31 de dezembro de 1943, trouxe-o como "Montezuma (ex-Água Quente)", no mesmo quadro em que Rio Pardo virou Rio Pardo de Minas e Coqueiros virou Indaiabira. O portal da Prefeitura acrescenta à história a presença, no fim do século XVIII, da família de José Ferreira da Costa nas cabeceiras do rio Pardo, e a ocupação anterior nas proximidades da serra do Pau d'Arco — a mesma serra que a lei usaria, duzentos anos depois, para marcar o limite com Espinosa. A emancipação veio na grande onda de emancipações mineiras de 1992: a Lei estadual nº 10.704, de 27 de abril de 1992, criou o município, desmembrado de Rio Pardo de Minas, e a instalação se deu em 1º de janeiro de 1993. O vínculo judiciário com a antiga sede nunca se rompeu: a comarca é, até hoje, a de Rio Pardo de Minas.