História
A cidade que hoje se chama Espinosa começou como um povoado de nome de tecido. Em 19 de julho de 1872 a Lei Provincial nº 1.905 criou ali o distrito de Lençóis, subordinado ao município de Boa Vista do Tremendal, e a Lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891, o confirmou no novo regime republicano. Nos quadros do recenseamento de 1º de setembro de 1920 o lugar aparece como Lençóis do Rio Verde, e a povoação-sede tinha nome de santo — São Sebastião dos Lençóis. A autonomia veio pela Lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, a grande lei de divisão administrativa daquele decênio, que desmembrou o território de Tremendal, deu-lhe o nome de Espinosa e o constituiu com quatro distritos: Espinosa, São Sebastião dos Lençóis, Santo Antônio das Mamonas e Itamirim, este último antes chamado Santa Rita. A vila foi instalada em 9 de março de 1924 e virou cidade em 27 de janeiro de 1925, pela Lei estadual nº 885. A comarca só chegaria vinte e três anos depois da cidade, em 15 de novembro de 1948, segundo o Guia Judiciário do TJMG. O resto do século XX é uma história de nomes e de perdas de território: o Decreto-lei estadual nº 448, de 17 de dezembro de 1938, encurtou Santo Antônio das Mamonas para Mamonas; a Lei estadual nº 6.769, de 13 de maio de 1976, criou o distrito de Barrinha; e a Lei estadual nº 10.704, de 27 de abril de 1992 — conferida no texto da ALMG, que a traz como lei de criação de municípios e lista Mamonas com o distrito de Barrinha e Espinosa como remanescente — desmembrou os dois para formar o município de Mamonas. Desde então Espinosa tem dois distritos, mas a comarca continuou com os quatro nomes do começo, porque Mamonas e Barrinha ficaram na jurisdição do fórum de Espinosa.