Cidade de MG

Espinosa

Espinosa tem 30.443 habitantes (Censo 2022) em 1.869 km² no extremo norte de Minas, a 698 km de Belo Horizonte. A comarca do TJMG, instalada em 15 de novembro de 1948, é de primeira entrância e opera com uma Vara Única no Fórum Doutor José Cangussu; respondem a ela Espinosa e Mamonas, mais os distritos de Itamirim e Barrinha. O Tribunal do Júri e a execução penal são da própria Vara Única, mas a relação de unidades prisionais do Depen-MG que se pode ler hoje — snapshot de 22/01/2026, com conteúdo de 26/03/2025, por indisponibilidade do portal — não registra presídio no município, e, pela Portaria Conjunta nº 344/2014, a execução acompanha o preso para a comarca onde ele estiver recolhido, ficando aqui apenas a de quem está solto. O juiz das garantias é o da Vara Única de Monte Azul, em par recíproco fixado pela Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026, e não alcança os crimes dolosos contra a vida. Justiça Federal em Janaúba; Vara do Trabalho em Monte Azul.

UF
MG
Porte
pequena
População
30.443 hab.

Para questões judiciais em Espinosa (MG), o juízo competente é da Comarca de Espinosa — é lá que correm os processos criminais e cíveis da cidade. Esta página reúne a comarca, os órgãos e contatos oficiais do município, os telefones de emergência e a custódia prisional da região. Advogado pode atuar em qualquer comarca do país (art. 7º, I, da Lei 8.906/94) — o atendimento do escritório é remoto e presencial.

Pessoa presa e a família sem informação? Veja como localizar uma pessoa presa em Minas Gerais — o passo a passo com os canais oficiais do estado.

Crimes dolosos contra a vida

Tribunal do Júri em Espinosa/MG

Homicídio, feminicídio, infanticídio, aborto e induzimento ao suicídio — os crimes dolosos contra a vida, consumados ou tentados — não são julgados por um juiz, e sim pelo Tribunal do Júri (art. 5º, XXXVIII, da Constituição). Para um fato ocorrido em Espinosa/MG, o julgamento é no Júri da Comarca de Espinosa: a competência é do lugar do crime (art. 70 do CPP), salvo desaforamento (art. 427 do CPP). Como o Júri está organizado nesta comarca — vara que o preside, fórum, jurisdição — está descrito mais abaixo, em Órgãos e instituições e no Panorama jurídico desta página.

No Júri, quem decide são sete jurados sorteados entre moradores da comarca, que votam em sigilo e sem justificar o voto (arts. 406 a 497 do CPP). O rito tem duas fases: a instrução preliminar, que termina em pronúncia, impronúncia, absolvição sumária ou desclassificação, e o plenário, em que a prova é debatida diante dos jurados e a defesa fala por último. Por isso a defesa em plenário é ofício próprio: quesitação, prova oral, tese e réplica se decidem na sessão, e o que não chega ao plenário não conta. A Constituição assegura ao acusado a plenitude de defesa — mais do que a ampla defesa dos demais processos — e é o advogado quem a exerce.

Felipe Smargiassi (OAB/MG 155.242) atua em plenário do Júri em Minas Gerais — a partir de Guaxupé, no Sul de Minas, em qualquer comarca do estado. Minas tem uma tradição própria de plenário, a chamada escola mineira do Júri; é nessa tradição que o escritório trabalha.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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Particularidades

História

A cidade que hoje se chama Espinosa começou como um povoado de nome de tecido. Em 19 de julho de 1872 a Lei Provincial nº 1.905 criou ali o distrito de Lençóis, subordinado ao município de Boa Vista do Tremendal, e a Lei estadual nº 2, de 14 de setembro de 1891, o confirmou no novo regime republicano. Nos quadros do recenseamento de 1º de setembro de 1920 o lugar aparece como Lençóis do Rio Verde, e a povoação-sede tinha nome de santo — São Sebastião dos Lençóis. A autonomia veio pela Lei estadual nº 843, de 7 de setembro de 1923, a grande lei de divisão administrativa daquele decênio, que desmembrou o território de Tremendal, deu-lhe o nome de Espinosa e o constituiu com quatro distritos: Espinosa, São Sebastião dos Lençóis, Santo Antônio das Mamonas e Itamirim, este último antes chamado Santa Rita. A vila foi instalada em 9 de março de 1924 e virou cidade em 27 de janeiro de 1925, pela Lei estadual nº 885. A comarca só chegaria vinte e três anos depois da cidade, em 15 de novembro de 1948, segundo o Guia Judiciário do TJMG. O resto do século XX é uma história de nomes e de perdas de território: o Decreto-lei estadual nº 448, de 17 de dezembro de 1938, encurtou Santo Antônio das Mamonas para Mamonas; a Lei estadual nº 6.769, de 13 de maio de 1976, criou o distrito de Barrinha; e a Lei estadual nº 10.704, de 27 de abril de 1992 — conferida no texto da ALMG, que a traz como lei de criação de municípios e lista Mamonas com o distrito de Barrinha e Espinosa como remanescente — desmembrou os dois para formar o município de Mamonas. Desde então Espinosa tem dois distritos, mas a comarca continuou com os quatro nomes do começo, porque Mamonas e Barrinha ficaram na jurisdição do fórum de Espinosa.

Economia

A economia de Espinosa mudou de eixo duas vezes em quarenta anos. Foi algodoeira por um longo período, e o próprio verbete do IBGE registra o colapso: a praga do bicudo, nos anos 1980, e os incentivos à importação derrubaram a lavoura, e o município se reinventou como polo de confecções — a fibra saiu do campo e virou costura. No campo, o que sobrou foi outra coisa. A Produção Agrícola Municipal de 2023 dá R$ 16.002 mil no total das lavouras, e as cinco maiores são banana em cacho (R$ 8.299 mil), feijão em grão (R$ 2.048 mil), manga (R$ 1.852 mil), milho em grão (R$ 860 mil) e cana-de-açúcar (R$ 381 mil): banana e manga juntas fazem quase dois terços do valor, que é a assinatura da fruticultura irrigada do norte de Minas, não da roça de sequeiro. A pecuária responde com 34.659 bovinos na Pesquisa da Pecuária Municipal de 2023, rebanho de cria e leite em 1.869 km² de caatinga e cerrado. O PIB de 2023 foi de R$ 472.197 mil. Para a advocacia, o desenho é reconhecível: contrato de integração e de arrendamento na fruticultura, vínculo e insalubridade no packing house e na confecção, execução fiscal municipal, outorga e conflito de água em perímetro irrigado, usucapião e divisão de terra no rural extenso. E, como a Vara do Trabalho fica em Monte Azul, o contencioso trabalhista da cidade sai do município para ser ajuizado.

Panorama jurídico

Espinosa é o caso limpo do desenho judiciário mineiro na primeira entrância, e vale entendê-lo pela negativa. Tudo o que a comarca julga está numa vara só — a Vara Única do Fórum Doutor José Cangussu —, e por isso não há dúvida sobre quem preside o Júri, quem decide a medida protetiva ou quem responde pela execução penal: é o mesmo juiz. A dúvida está no que não fica aqui, e são três coisas. A investigação, que desde 25 de agosto de 2025 é do juiz da Vara Única de Monte Azul pelo par recíproco do Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026, com a secretaria daqui processando os autos. A execução da pena de quem é recolhido, que sai para a comarca do presídio pelo artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 e deixa em Espinosa apenas a de quem está solto. E o que nunca foi daqui — a Justiça Federal é a Subseção de Janaúba, a Justiça do Trabalho é a Vara de Monte Azul. Com uma ressalva que vale os 145 km da estrada: a ação previdenciária contra o INSS não sai de Espinosa. Pelo Anexo III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026 do TRF6, na redação da Portaria Presi nº 170/2026, Espinosa e Monte Azul são as duas únicas comarcas da Subseção de Janaúba que conservam competência federal delegada, e o pedido de aposentadoria rural, de benefício por incapacidade ou de BPC/LOAS se protocola na Vara Única daqui, com recurso ao TRF da 6ª Região. O que a lei blinda contra toda essa dispersão é justamente o crime que mais interessa a uma banca de Júri: os crimes dolosos contra a vida estão fora do juiz das garantias pelo artigo 3º, inciso II, da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025, e o Júri não desce de nível pelo artigo 3º, § 1º, da LC 59/2001. Em Espinosa, o inquérito de homicídio nasce, é instruído e é julgado pelo mesmo juiz, no mesmo prédio. A banca atua na comarca em defesa criminal, Tribunal do Júri e execução penal, nos limites éticos da advocacia e sem promessa de resultado.

Patrimônio

O patrimônio de Espinosa é de nomes e de datas, não de pedra lavrada. O toponímico antigo, Lençóis, sobrevive nos documentos de formação administrativa; o santo da povoação-sede, São Sebastião, sobrevive no calendário, porque 20 de janeiro é um dos quatro feriados municipais que o TJMG publica para a comarca, ao lado de 9 de março — o dia em que o município foi instalado, em 1924 —, de 24 de junho e de 8 de dezembro. O Fórum Doutor José Cangussu leva o nome que também está na avenida onde funciona o Registro de Imóveis, sinal de uma mesma memória local repartida entre o prédio da Justiça e o endereço do cartório. E há um patrimônio institucional que raras fichas registram: a comarca de 1948 guarda, na sua jurisdição, dois nomes que o município perdeu em 1992 — Mamonas e Barrinha continuam respondendo ao fórum de Espinosa, embora tenham deixado de ser distritos dela.

Curiosidades

Três coisas surpreendem quem tenta mapear Espinosa pelos portais oficiais. A primeira é que o mesmo vizinho aparece três vezes por três razões diferentes: Monte Azul é a comarca que substitui Espinosa em caso de vacância, é o juízo das garantias dela no rodízio criminal e é a sede da Vara do Trabalho que a atende — e nenhuma dessas três coisas decorre das outras. A segunda é que a tabela oficial do juiz das garantias se contradiz dentro do mesmo par: na linha de Espinosa, Monte Azul é "Primeira" entrância; na linha de Monte Azul, Espinosa é "Segunda". O Guia Judiciário registra as duas como de primeira, e quem copiasse a coluna da portaria publicaria a entrância errada de uma comarca. A terceira é doméstica: em 19 de setembro de 2026 o site da Prefeitura de Espinosa estava fora do ar, com aviso de manutenção emergencial por tentativa de ataque cibernético, e o site da Câmara Municipal respondia com uma aplicação genérica de gestão legislativa que não identifica o município em nenhum lugar da página. A informação judiciária de Espinosa está mais disponível que a informação municipal.

Educação e cidadania

Mapa prático para quem precisa da Justiça em Espinosa. Processo estadual, Tribunal do Júri e execução penal de quem está solto: Fórum Doutor José Cangussu, Rua Sebastião Bezerra da Silva, 30, Jardins do Lago, CEP 39510-000, telefones (38) 3812-4300 e 3812-4301; a Vara Única atende pelo e-mail eps1secretaria@tjmg.jus.br, o CEJUSC por cejusc.eps@tjmg.jus.br e a Contadoria e Tesouraria por epscontadoria@tjmg.jus.br. Audiência de custódia e decisões da fase de inquérito: a competência é do juiz da Vara Única de Monte Azul, mas os autos correm pela secretaria de Espinosa. Benefício previdenciário, FGTS e crime federal: Subseção Judiciária de Janaúba (SJMG/TRF6). Reclamação trabalhista: Vara do Trabalho de Monte Azul, vt.monteazul@trt3.jus.br, (38) 97400-7272. Advocacia: a sala é da subseção da OAB/MG de Monte Azul, monteazul@oabmg.org.br. Cartórios na sede: Registro de Imóveis na Avenida José Cangussu, 132; 1º Tabelionato de Notas na Rua Dom Lúcio, 18; 2º Tabelionato de Notas, Protesto e Registro Civil na Rua Raul Soares, 73, (38) 3812-2054. Prefeitura: Ouvidoria (38) 99102-7125 enquanto o portal estiver em manutenção. Três advertências. Esta ficha não publica Ministério Público, subseção numerada da OAB, delegacia de Polícia Civil nem zona eleitoral de Espinosa — os portais desses órgãos não entregaram o dado em consulta direta em 19 de setembro de 2026, e a ausência aqui não significa ausência do serviço. Também não publica unidade da Defensoria Pública, porque a relação oficial de unidades da DPMG não inclui Espinosa e a unidade mais próxima, a de Janaúba, declara contemplar apenas Janaúba, Nova Porteirinha e Verdelândia. E este site é de advocacia particular — não é canal oficial de nenhum órgão público, tribunal, presídio ou secretaria.

Segurança e fronteira

Para a família de alguém preso em Espinosa, duas informações valem mais que todas as outras, e as duas contrariam a intuição. A primeira é que a audiência de custódia não é decidida pelo juiz da cidade: como Espinosa é comarca de vara única, o rodízio de garantias põe essa decisão nas mãos do juiz da Vara Única de Monte Azul, e é lá que se pede a liberdade provisória enquanto não há denúncia. A secretaria continua sendo a de Espinosa, então a petição entra aqui e a decisão sai de lá. A segunda é que a relação de unidades prisionais do Depen-MG que se pode ler — snapshot de 22 de janeiro de 2026, com conteúdo de 26 de março de 2025, porque o portal está fora do ar por vedação eleitoral — não registra presídio no município. Isso significa que, havendo recolhimento, o processo de execução vai para a comarca onde fica a unidade — e, a cada nova transferência, o juízo declina da competência e remete os autos, pelo artigo 3º da Portaria Conjunta nº 344/2014, sem que ninguém avise a família. O rastro a seguir é a guia de recolhimento e o número da execução no SEEU. Se a pena é de regime aberto, restritiva de direitos, sursis ou livramento condicional, e a pessoa mora em Espinosa ou em Mamonas, então a execução é aqui mesmo, na Vara Única. Esta ficha não afirma para qual unidade prisional o preso de Espinosa é levado: nenhum ato oficial localizado nesta pesquisa faz esse vínculo, e o portal do Depen-MG está suspenso pela vedação eleitoral de 2026.

Dados do município

Gentílico
espinosense
Mesorregião
Norte de Minas
Microrregião
Janaúba
Área (km²)
1868.97
População (Censo 2022)
30.443
Densidade demográfica (hab/km²)
16.29

Fonte: IBGE (Cidades e Estados).

Impostos e dívidas com o Estado de Minas Gerais

IPVA atrasado, ITCD de herança ou doação, ICMS, taxas, dívida ativa na AGE-MG e protesto de CDA valem para Espinosa como para qualquer cidade mineira — os guias mostram o caminho oficial e quando cabe defesa.

Órgãos e instituições — Espinosa/MG

Justiça Estadual — Comarca

Nome
Comarca de Espinosa
Tribunal
Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG)
Entrância
primeira entrância
Instalação
O Guia Judiciário do TJMG dá a comarca como instalada em 15 de novembro de 1948 — vinte e cinco anos depois de o município existir, o que é o intervalo comum no norte de Minas. Comarca instalada e em funcionamento: não é caso de comarca criada em lei e ainda por instalar, e o próprio Guia responde pela localidade Espinosa sem a advertência que devolve para as criadas-a-instalar.
Classificação
Primeira entrância, e aqui o critério não deixa margem. O artigo 8º, inciso II, da Lei Complementar estadual nº 59/2001 classifica como de primeira entrância as comarcas que têm apenas uma vara instalada; o Guia Judiciário registra uma única vara em Espinosa e imprime "Entrância: Primeira". No Anexo I da mesma lei, Espinosa é o número 61 do item I.2.III — Primeira Entrância — Primeira Parte, com um cargo de Juiz de Direito (JPE-61). A tabela de juiz das garantias do TJMG traz uma coluna de entrância que se contradiz nas duas linhas do par Espinosa-Monte Azul, e por isso não foi usada aqui (ver ressalva).
Estrutura
Uma vara só, no Fórum Doutor José Cangussu. A Vara Única acumula tudo o que a comarca julga — cível, criminal, Tribunal do Júri, infância, família e execução penal — e atende pelo endereço eletrônico eps1secretaria@tjmg.jus.br, que o Guia Judiciário repete como contato da Administração do Fórum: numa comarca deste tamanho a secretaria da vara e a direção do foro dividem a mesma porta. No mesmo prédio funcionam a Distribuição de Feitos, a Contadoria e Tesouraria (epscontadoria@tjmg.jus.br) e o Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (cejusc.eps@tjmg.jus.br). No PJe, a Vara Única recebeu as classes cíveis e as dos Juizados Especiais Cíveis em 22 de julho de 2019 (Aviso Conjunto nº 6/CGJ/2019) e as da infância e juventude em 15 de maio de 2020 (Aviso Conjunto nº 30/CGJ/2020); a página de implantações do TJMG não registra as classes criminais, e esta ficha não afirma em que sistema elas correm.
Endereço
Fórum Doutor José Cangussu — Rua Sebastião Bezerra da Silva, 30, Jardins do Lago, Espinosa - MG, CEP 39510-000
Telefone
Jurisdição
Dois municípios respondem ao Fórum Doutor José Cangussu. O item 104 do Anexo II da LC 59/2001 lista Espinosa e Mamonas, e a consulta de municípios e distritos do Guia Judiciário devolve exatamente isso, com os distritos de Itamirim, a 22 km da sede, e Barrinha, a 39 km. Mamonas fica a 26 km. Perguntado por Mamonas, por Itamirim ou por Barrinha, o Guia responde que a localidade "não é uma Comarca" e que "pertence à Comarca de Espinosa" — é a prova de que nenhuma das três tem juízo próprio. Vagando a comarca, a ordem oficial de substituição começa em Monte Azul, a 32 km, e segue por Rio Pardo de Minas, Porteirinha, Janaúba e São João do Paraíso; na direção inversa, Espinosa é a primeira substituta de Monte Azul.
Juizado especial
Não há Juizado Especial autônomo instalado: a consulta própria do Guia Judiciário para os Juizados da comarca não devolve nenhuma unidade, e as causas de menor complexidade correm pelas classes de Juizado implantadas na própria Vara Única em 2019. O Guia inclui Espinosa no Grupo Jurisdicional JESP de Montes Claros, e a ficha reproduz esse registro sem interpretar o que ele decide.
Tribunal juri
O Tribunal do Júri é órgão da comarca — artigo 9º, inciso V, e § 3º, da LC 59/2001 — e o artigo 3º, § 1º, proíbe que a competência do Júri desça para distrito judiciário. Com uma vara instalada, a conclusão é direta e não depende de resolução de competência: quem preside o Conselho de Sentença em Espinosa é o juiz da Vara Única, e o homicídio cometido em Mamonas, em Itamirim ou em Barrinha é julgado aqui, no Fórum Doutor José Cangussu, a 698 km de Belo Horizonte. Isso importa duas vezes, porque o inquérito de homicídio também não sai do juízo daqui (ver juiz das garantias).
Execução penal
A relação de unidades prisionais do Depen-MG mais recente que se pode ler — snapshot de 22 de janeiro de 2026, com conteúdo de 26 de março de 2025, porque o portal do órgão está indisponível por vedação eleitoral de 2026 — não registra unidade prisional em Espinosa. A ficha não afirma que não exista nenhuma, e sim que a relação legível não registra; e, em Minas, não haver unidade na comarca muda tudo. O artigo 1º da Portaria Conjunta nº 344/2014 do TJMG manda a guia de recolhimento, provisória ou definitiva, para o juízo de execução da comarca onde o condenado estiver recolhido — não para a comarca da condenação. Logo, o espinosense condenado aqui e levado a um presídio de outra cidade passa a ter progressão, remição, livramento e falta grave decididos pelo juiz da comarca onde o presídio fica, e o artigo 3º obriga o juízo a declinar da competência e remeter os autos "imediata e diretamente" a cada nova transferência, com prazo de trinta dias quando há incidente instruído pendente (artigo 4º). Provisório e definitivo correm no mesmo juízo, e a guia provisória é expedida logo após a sentença ou o acórdão, independentemente do trânsito em julgado (artigo 2º). O que fica em Espinosa é o parágrafo único do artigo 1º: estando o condenado solto, a execução tramita na comarca do endereço residencial dele. Quem cumpre regime aberto, pena restritiva de direitos, sursis ou livramento condicional morando em Espinosa ou em Mamonas responde na Vara Única de Espinosa, mesmo que tenha sido condenado do outro lado do estado. A tramitação é pelo SEEU, do CNJ, e a competência é da própria Vara Única, que acumula as atribuições do artigo 61 da LC 59/2001.
Juiz das garantias
No interior de Minas o juiz das garantias não é uma vara nem um cargo novo: é rodízio entre juízes de comarcas diferentes, em vigor desde 25 de agosto de 2025 pela Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025, alterada pela nº 1.155/2026. Comarca de vara única compõe com outra comarca da mesma região (artigo 5º, inciso I), e o desenho de Espinosa é o mais simples dos quatro que a tabela usa — par recíproco. O Anexo Único da Portaria Conjunta nº 1.818/PR/2026, que reescreveu o Anexo I da PC nº 1.709/PR/2025, põe na 6ª Região o juiz da Vara Única de Espinosa como juiz das garantias da Vara Única de Monte Azul, e o juiz da Vara Única de Monte Azul como garantias da Vara Única de Espinosa. Cada um instrui a investigação do outro, e ninguém mais entra no arranjo. Na prática isto significa que a prisão, a liberdade provisória, as cautelares, a quebra de sigilo, a homologação de acordo de não persecução penal e a audiência de custódia de quem é preso em flagrante em Espinosa são decididas pelo juiz de Monte Azul (artigo 2º, incisos I a V, da Resolução), enquanto a secretaria que processa continua sendo a da Vara Única de Espinosa (artigo 7º, § 1º). Oferecida a denúncia, o feito volta ao juiz daqui para instruir e julgar (artigo 2º, parágrafo único). E o artigo 3º exclui da competência do garantias, entre outros, os crimes dolosos contra a vida (inciso II), a violência doméstica (inciso III) e as infrações de menor potencial ofensivo (inciso IV) — de modo que o inquérito de homicídio de Espinosa nunca vai a Monte Azul: fica com o juízo do Júri da própria comarca. Denúncia recebida até 24 de agosto de 2025 não é alcançada pelo sistema (PC 1.709, artigo 3º). Para o caso de impedimento do plantonista, o Anexo II da PC 1.709 põe Espinosa na Microrregião XXIII, com Monte Azul, Porteirinha, Rio Pardo de Minas, São João do Paraíso e Taiobeiras, pareada com a Microrregião XXXIX (Jaíba, Januária, Manga e Montalvânia).
Ressalva
A coluna de entrância do Anexo Único da PC 1.818/2026 se desmente dentro do mesmo par — na linha de Espinosa, Monte Azul aparece como de primeira entrância; na linha de Monte Azul, Espinosa aparece como de segunda. O Guia Judiciário registra as duas como de primeira entrância, e é o Guia que esta ficha segue. A tabela da portaria serve para o pareamento do rodízio, não para classificar comarca.

OAB — Subseção

Nome
Subseção da OAB/MG de Monte Azul — sala na Comarca de Espinosa
E-mail
Estrutura
Espinosa não tem subseção própria da OAB/MG. A relação oficial de salas da Ordem lista, sob a subseção de Monte Azul, uma sala identificada como "Comarca de Espinosa", com atendimento das 12h às 18h, além da sala no fórum de Monte Azul, de uma sala na Justiça do Trabalho (Rua Coronel Eduardo Teixeira Chaves, 240, bairro São Geraldo, Monte Azul) e de um parlatório na Praça 12 de Outubro, no centro de Monte Azul, com uso conforme demanda de agendamento — que é o endereço do Presídio de Monte Azul na relação do Depen-MG. O número ordinal da subseção não consta do documento.
Ressalva
Para a sala "Comarca de Espinosa" o documento imprime o endereço Praça Antônio Sepúlveda, 25, Centro, com o sufixo "MONTE AZUL/MG" — incoerente com o padrão das outras linhas de mesma natureza, em que a sala "Comarca de X" fica em X. Por isso esta ficha registra a existência da sala e não publica o endereço. O e-mail que o PDF publica para essa sala é de provedor comercial e não é reproduzido; o contato institucional da subseção é o único aqui.

Serviços federais na fronteira

Justica federal
Subseção Judiciária de Janaúba (SJMG/TRF6) — não há vara federal em Espinosa.
Justica trabalho
Vara do Trabalho de Monte Azul (TRT-3) — vt.monteazul@trt3.jus.br, (38) 97400-7272.
INSS
Atendimento por agendamento pelo telefone 135 ou pelo Meu INSS.

Estabelecimentos penais

Panorama
A relação do Depen-MG/Sejusp não registra unidade prisional em Espinosa — e é isso, e só isso, o que a fonte autoriza dizer. A relação mais recente que se consegue ler é o snapshot de 22 de janeiro de 2026, cujo conteúdo é de 26 de março de 2025, porque o portal do órgão está fora do ar por vedação eleitoral de 2026; organizada por Região Integrada de Segurança Pública, ela não traz nenhum bloco com endereço no município. As unidades mais próximas estão na 11ª RISP, a de Montes Claros, e as duas que a geografia sugere são o Presídio de Monte Azul (PRMAZ), na Praça 12 de Outubro, s/nº, Centro, telefones (38) 3811-1833 e 3811-1980, a 32 km, e o Presídio de Janaúba (PRJNB), na Rua Manoel Bandeira, 350, bairro Veredas, a 145 km. Nenhum ato oficial localizado nesta pesquisa vincula a comarca de Espinosa a uma dessas unidades, e por isso a ficha não afirma para onde o preso de Espinosa é levado — o que ela afirma é a consequência jurídica, que está no bloco da comarca. A relação não publica capacidade nem regime das unidades, e os endereços eletrônicos estão protegidos por script na página, de modo que não são reproduzidos aqui.

Justiça Federal

Subseção
Subseção Judiciária de Janaúba — Seção Judiciária de Minas Gerais (SJMG), Tribunal Regional Federal da 6ª Região
Jurisdição
Espinosa não é sede de subseção federal e não responde a Montes Claros, embora a região intermediária do IBGE seja a de Montes Claros: a tabela de jurisdições da SJMG põe Espinosa e Mamonas sob a Subseção de Janaúba, ao lado de Berizal, Catuti, Curral de Dentro, Gameleiras, Indaiabira, Jaíba, Juvenília, Manga, Matias Cardoso, Mato Verde, Miravânia, Montalvânia, Monte Azul, Montezuma, Ninheira, Nova Porteirinha, Pai Pedro, Porteirinha, Riacho dos Machados, Rio Pardo de Minas, Santo Antônio do Retiro, São João das Missões, São João do Paraíso, Serranópolis de Minas, Taiobeiras, Vargem Grande do Rio Pardo e Verdelândia. FGTS, tributo federal e crime de competência da União do espinosense correm em Janaúba, a 145 km pela medida do Guia Judiciário. A ação previdenciária é a exceção, e é a mais importante desta página: a comarca conserva competência federal delegada, como o campo seguinte detalha.
Competência delegada
Este é o dado que vale os 145 quilômetros de estrada, e ele corrige o que a ficha dizia até agora: Espinosa CONSERVA a competência federal delegada. O Anexo III da Resolução Conjunta PRESI/COGER nº 3/2026 do TRF da 6ª Região, na redação da Portaria Presi nº 170, de 19 de agosto de 2026, divide as comarcas de cada subseção em duas colunas, e na Subseção de Janaúba a coluna das que têm competência federal delegada tem duas entradas apenas: Espinosa e Monte Azul. Na outra coluna, a das que deixaram de possuir a delegação, estão Janaúba, Manga, Montalvânia, Rio Pardo de Minas, Porteirinha, São João do Paraíso e Taiobeiras. Na prática, para quem mora na comarca: a ação previdenciária ou assistencial contra o INSS — aposentadoria rural, que é o pedido mais comum nesta faixa do norte de Minas, benefício por incapacidade, salário-maternidade, BPC/LOAS — pode ser ajuizada aqui mesmo, na Vara Única do Fórum Doutor José Cangussu, perante a Justiça Estadual, com recurso para o TRF da 6ª Região, sem os 145 km até Janaúba. E o alcance é da comarca inteira: a jurisdição delegada segue a comarca e os municípios que a integram, de modo que o morador de Mamonas, a 26 km, também protocola aqui. O critério é o do artigo 15, inciso III, e § 2º da Lei federal nº 5.010/1966, na redação da Lei nº 13.876/2019, regulamentado pelas Resoluções CJF nº 603/2019 e nº 705/2021: deslocamento real de até 70 quilômetros entre a sede da comarca e a da vara federal mais próxima. A delegação só cessa no dia em que se instalar Unidade Avançada de Atendimento (UAA) do TRF6 na sede da comarca — e, mesmo então, o acervo já formado permanece onde está.
Observação competência
Na tabela da SJMG o asterisco marca os municípios cobertos pelos Oficiais de Justiça da subseção. Espinosa e Mamonas não têm asterisco — Janaúba, Catuti, Jaíba, Mato Verde, Nova Porteirinha, Pai Pedro, Porteirinha, Riacho dos Machados, Serranópolis de Minas e Verdelândia têm. A própria página explica o efeito: onde o Oficial não vai, a comunicação dos atos processuais se faz pelos Correios, com aviso de recebimento, ou por carta precatória dirigida à comarca estadual que abrange o município, isto é, ao Fórum Doutor José Cangussu.
Histórico
Minas Gerais deixou a jurisdição do TRF da 1ª Região com a criação do TRF da 6ª Região pela Lei federal nº 14.226/2021.

Justiça do Trabalho

Nome
Vara do Trabalho de Monte Azul
Tribunal
Tribunal Regional do Trabalho da 3ª Região (TRT-3)
E-mail
Telefone
Abrangência
Catuti, Espinosa, Gameleiras, Indaiabira, Jaíba, Janaúba, Mamonas, Mato Verde, Monte Azul, Montezuma, Ninheira, Nova Porteirinha, Pai Pedro, Porteirinha, Riacho dos Machados, Rio Pardo de Minas, Santo Antônio do Retiro, São João do Paraíso, Serranópolis de Minas e Vargem Grande do Rio Pardo
Contexto
Não há Vara do Trabalho em Espinosa. A reclamação trabalhista do espinosense e do trabalhador de Mamonas é ajuizada na Vara do Trabalho de Monte Azul, que cobre vinte municípios do norte de Minas — a mesma cidade da comarca vizinha, e a mesma cidade do juiz das garantias de Espinosa, embora os três recortes sejam independentes e o TRT não siga a divisão de comarcas. Janaúba, que é maior que Monte Azul e sedia a subseção federal, também responde à Vara do Trabalho de Monte Azul.

Segurança Pública

Panorama
Município de 1.869 km² e dois distritos, a 698 km de Belo Horizonte e sem presídio dentro dos seus limites. O desenho institucional produz um efeito concreto para quem é preso aqui: a audiência de custódia é decidida pelo juiz da comarca de Monte Azul, por força do rodízio de garantias, e a execução da pena, se houver recolhimento, passa a correr na comarca do presídio de destino. A pauta criminal é a de um polo comercial de sertão com território rural extenso — patrimônio e entorpecentes na sede, conflito de terra e de vizinhança na zona rural — somada ao volume de processos que uma vara única acumula por ser, ao mesmo tempo, vara cível, criminal, do Júri, de família, da infância e de execução penal.
Atendimento mulher
A Central de Atendimento à Mulher, o 180, funciona 24 horas. Os processos de violência doméstica correm na Vara Única da comarca e estão expressamente fora da competência do juiz das garantias, pelo artigo 3º, inciso III, da Resolução do Órgão Especial nº 1.109/2025 — quem decide a medida protetiva de urgência em Espinosa é o juiz daqui, não o de Monte Azul.

Prefeitura Municipal

Nome
Prefeitura Municipal de Espinosa
Site
espinosa.mg.gov.br
Telefone
Contexto
Em 19 de setembro de 2026 o portal oficial do município não estava publicando conteúdo institucional. No lugar da página inicial há um aviso de manutenção emergencial, em que a Prefeitura informa ter identificado uma tentativa de ataque cibernético ao seu servidor e mantém no ar apenas dois canais — o telefone da Ouvidoria, (38) 99102-7125, e um endereço eletrônico do setor de tecnologia no domínio oficial —, além do link para o Portal da Transparência. Por isso esta ficha não publica endereço da sede nem telefone de protocolo do Executivo municipal.

Cartórios

Estrutura
O Guia Judiciário relaciona três serventias na sede: o Registro de Imóveis, Títulos e Documentos e Civil das Pessoas Jurídicas (Avenida José Cangussu, 132, Centro, (38) 99112-0530), o 1º Tabelionato de Notas (Rua Dom Lúcio, 18, Centro, (38) 98806-7494) e o 2º Tabelionato de Notas e Protesto de Títulos e Registro Civil das Pessoas Naturais (Rua Raul Soares, 73, Centro, (38) 3812-2054). No distrito de Itamirim há Registro Civil com Atribuição Notarial, e em Mamonas outro, na Praça Arcânio Antunes dos Anjos, 171, Centro, CEP 39516-000, (38) 3814-1123. Protesto de título em toda a comarca é do 2º Tabelionato, na sede.
Ressalva
Para o Registro Civil com Atribuição Notarial de Itamirim o Guia repete o endereço e o telefone do 2º Tabelionato de Notas da sede (Rua Raul Soares, 73). A ficha reproduz o registro oficial como está e não interpreta se se trata de serviço anexado, de mesmo delegatário ou de dado repetido na base.

Emergências

Pm
190
Samu
192
Bombeiros
193
Policia civil
197
Defesa civil
199
Central mulher
180
Disque denuncia
181

Singularidades institucionais

Uma vara para tudo, a 698 km da capital

A 698 km de Belo Horizonte, Espinosa opera com uma única vara, que é cível, criminal, do Júri, da infância, de família e de execução penal ao mesmo tempo. O Guia Judiciário publica o mesmo endereço eletrônico para a secretaria da Vara Única e para a Administração do Fórum.

O par recíproco com Monte Azul aparece três vezes, por três motivos diferentes

Monte Azul é a primeira comarca da ordem de substituição em caso de vacância, é o juízo das garantias de Espinosa no rodízio da PC 1.818/2026 e é a sede da Vara do Trabalho que atende o município. Três recortes independentes que, por coincidência, apontam para a mesma cidade a 32 km — e um quarto, o da Justiça Federal, aponta para Janaúba.

Sem presídio registrado, num estado em que a execução segue o corpo do preso

Como a relação legível do Depen-MG não registra unidade prisional no município, a Vara Única de Espinosa só executa pena de quem está solto — regime aberto, restritivas de direitos, sursis e livramento de quem mora na comarca. Quem é recolhido sai do alcance do juízo daqui no instante em que entra numa unidade de outra cidade.

Violência contra a mulher — Ligue 180

180

Denúncia e orientação para mulheres em situação de violência. Atendimento 24h, sigiloso.

Apoio emocional — CVV

188

Ligação gratuita, sigilosa, 24h. Você não precisa estar em crise para ligar.

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Atendimento SMARGIASSI

SMARGIASSI Advogado — OAB/MG 155.242 · Criminalista com atuação em Tribunal do Júri e execução penal. Atuação em Direito Criminal (Tribunal do Júri), Família, Cível, Consumidor, Imobiliário e Empresarial, com escritório em Guaxupé/MG e atendimento nacional.

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